
Conto erótico: Equitação do prazer

O sol da tarde em Campinas era implacável, mas o estábulo tinha uma sombra fresca que me fazia esquecer do calor. Eu estava ali para uma aula experimental, a convite de uma amiga que jurava que montar a cavalo era a melhor terapia para o estresse. Ela não tinha ideia do que me aguardava.
Ele se chamava Caio, e era o instrutor. Quando o vi pela primeira vez, ajustando a sela de um cavalo preto como a noite, senti um aperto no peito que não tinha nada a ver com ansiedade. Ele era alto, com ombros largos e braços que mostravam veias salientes sob a pele bronzeada. O cabelo castanho caía sobre os olhos, e quando ele levantou a cabeça para me cumprimentar, seu sorriso era ao mesmo tempo acolhedor e perigoso.
"Você é a aluna nova?", perguntou, e a voz era profunda, com um sotaque do interior que arrastava as palavras.
"Sou. Mas nunca montei."
Ele riu, um som baixo e rouco. "Não se preocupe. Vou te ensinar tudo o que você precisa saber."
O cavalo se chamava Trovão, e quando Caio me ajudou a subir, senti a força das mãos dele na minha cintura. O toque foi rápido, profissional, mas deixou uma marca na minha pele que durou o resto da aula. Ele segurou as rédeas enquanto eu tentava encontrar o equilíbrio, e a cada ajuste, seus dedos roçavam minhas coxas.
"Relaxe", ele dizia, a boca perto do meu ouvido. "O cavalo sente sua tensão. Se você estiver rígida, ele vai ficar nervoso."
Respirei fundo e tentei afrouxar os ombros. O movimento do animal sob mim era hipnótico, uma oscilação rítmica que fazia meu corpo se mover contra minha vontade. A cada passo, minhas coxas apertavam a sela, e eu sentia o calor subir pelo meu ventre.
Caio ficou ao meu lado durante todo o percurso, sempre com uma mão na minha perna ou nas minhas costas. Quando o cavalo trotou mais rápido, ele segurou minha cintura com mais firmeza, e eu senti o peito dele contra minhas costas.
"Você está se saindo bem", ele disse, e a voz era mais grave agora.
"Obrigada", respondi, mas minha voz saiu trêmula.
Quando a aula terminou, ele me ajudou a desmontar com o mesmo cuidado. A pegada na minha cintura durou mais dessa vez, e os olhos dele encontraram os meus. Havia algo ali que ia além da instrução.
"Você tem tempo?", perguntou. "Posso te mostrar os estábulos internos. E a sala de equipamentos."
O corredor estreito dos estábulos era escuro e cheirava a feno e cavalo. Caio caminhava à minha frente, e eu observava o movimento das costas dele sob a camisa social suada. Em um momento, ele parou e se virou. A luz que entrava pelas frestas do telhado criava um jogo de sombras no rosto dele.
"Você sentiu, né?", ele perguntou, e não havia mais profissionalismo na voz.
"Senti o quê?"
"O ritmo", ele disse, aproximando-se. "A forma como seu corpo se moveu com o cavalo. É quase como um... outro tipo de dança."
Minha respiração ficou presa. "Caio..."
Ele não deixou eu terminar. Sua boca encontrou a minha, e o beijo tinha o gosto da tarde e do calor. Suas mãos encontraram minha cintura novamente, mas agora não havia sela entre nós. Ele me pressionou contra a parede de madeira, e eu senti o corpo dele contra o meu.
Conto erótico: O saque do desejoMinhas mãos encontraram o peito dele, e a pele sob a camisa estava quente. Desabotoei os botões um a um, e ele gemia baixo a cada toque. Quando sua camisa caiu, vi o peito definido, os músculos que se contraíam sob a luz da tarde.
Ele deslizou a mão para dentro da minha calça de montaria, e a palma quente encontrou o centro do meu desejo. Já estava molhada, e o sorriso que ele deu quando sentiu foi satisfeito.
"Você quer", ele sussurrou. "Não precisa dizer."
Puxei-o para mim, e ele me levantou com uma facilidade que me surpreendeu. Minhas pernas envolveram sua cintura, e ele me apoiou contra a parede. Senti a ereção dele através do jeans, pressionando contra mim, e arquei as costas.
"Por favor", eu disse, e a palavra era mais um gemido.
Ele desabotoou a calça com uma mão, enquanto a outra segurava minhas coxas abertas. Quando ele entrou em mim, foi num movimento único, profundo, que me fez prender a respiração. O ritmo que ele começou era igual ao do cavalo, aquele balanço antigo que parecia vir de dentro da terra.
Cada estocada era acompanhada por um beijo no meu pescoço, um sussurro no meu ouvido. A madeira áspera arranhava minhas costas, mas a dor era um prazer extra, uma âncora que me mantinha no presente.
"Você é tão apertada", ele disse, e a voz era um rosnado.
"Mais rápido", pedi.
Ele obedeceu, e o som dos nossos corpos batendo contra a parede preenchia o estábulo. O cheiro do feno se misturava com o suor e o desejo. Eu cavava as unhas nos ombros dele, e o gemido dele era abafado contra meu ombro.
Quando o clímax chegou, foi como uma explosão. Cada músculo do meu corpo se contraiu ao redor dele, e ele seguiu logo depois, com um grito abafado que vibrou contra minha pele.
Ficamos assim, ofegantes, até que a respiração normalizasse. Ele me baixou devagar, beijando minha testa.
"Você é incrível", ele disse.
"Você também."
Depois de nos vestirmos, ele me levou de volta à entrada do estábulo. O sol estava se pondo, e o céu era uma mistura de laranja e rosa.
"Volte amanhã", disse, com um sorriso. "Ainda tenho muito o que te ensinar."
Eu sorri de volta, sentindo o calor ainda pulsar entre minhas coxas.
"Pode apostar."
Conto erótico enviado por Juliana Freitas, Florianópolis - SC.
Conto erótico: O saque do desejo
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