Conto erótico: O encontro proibido

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O convite chegou numa sexta-feira à noite, pelo celular, como um segredo sussurrado no escuro. Uma mensagem cifrada que só eu e ela entendíamos. Era o código que usávamos nos meses de silêncio, quando o desejo se tornava tão pesado que precisávamos de palavras para aliviar o fardo.

"O mesmo lugar. Meia-noite. Vem."

Não precisei de mais nada. Quinze minutos depois, eu já estava no carro, cortando as ruas vazias de Goiânia em direção ao hotel antigo que ficava na periferia da cidade. Um lugar de paredes grossas e quartos anônimos, onde ninguém perguntava nomes e o dinheiro não deixava vestígios.

Ela estava esperando na recepção, com um vestido vermelho que brilhava como fogo sob a luz amarelada do saguão. O cabelo escuro caía solto sobre os ombros, e os olhos castanhos encontraram os meus com uma intensidade que me fez parar no meio do corredor. O sorriso dela era lento, travesso, como se soubesse exatamente o que aquela noite nos reservava.

"Você veio", disse, e a voz era baixa, rouca.

"Você chamou."

Ela se aproximou, e o perfume de jasmim e baunilha me envolveu. A mão dela encontrou a minha, e os dedos se entrelaçaram com uma intimidade que parecia ensaiada.

"Vamos", sussurrou.

O quarto no terceiro andar era pequeno, com uma cama de casal coberta por um edredom branco e uma janela que dava para o estacionamento. Mas tudo o que eu via era ela. O vestido vermelho, a pele bronzeada, a forma como a alça caía do ombro enquanto ela fechava a porta.

Foi ela quem começou. Sem hesitação, sem palavras, ela cruzou o espaço entre nós e me puxou pela gravata. A boca dela encontrou a minha com uma fome que me surpreendeu. O beijo era quente, molhado, cheio de dentes e língua, como se ela estivesse tentando devorar tudo o que eu era.

Minhas mãos encontraram a curva da cintura dela, apertando a carne quente através do tecido fino. Ela gemeu contra minha boca, e o som vibrou no meu peito.

"Você está tão linda assim", disse, quando nos separamos para respirar.

"Só você me acha linda", respondeu, e o sorriso era triste.

"Não é verdade. Mas você só é linda para mim."

Ela riu, um som baixo e rouco, e me empurrou contra a parede. Suas mãos desabotoaram minha camisa com uma pressa que fazia os botões saltarem. A unha dela arranhou meu peito, e o arrepio percorreu minha espinha.

"Você não imagina quanto tempo esperei por isso", disse ela, com a boca perto do meu ouvido.

"Então não me faça esperar mais."

Ela desceu pela minha boca, pelo meu pescoço, até o centro do meu peito. A língua quente traçou caminhos pela minha pele, e cada toque era um pedido. Minhas mãos enterraram-se nos cabelos dela, guiando-a devagar.

Quando ela se ajoelhou, o mundo parou. A visão dela, com o vestido vermelho espalhado no chão, os olhos levantados para os meus, a boca entreaberta, era um quadro que eu queria guardar para sempre.

Ela desabotoou minha calça com uma lentidão cruel, e quando a boca quente a encontrou, meu corpo inteiro tremeu. A sensação era líquida, pulsante, cada movimento da língua um fio que me puxava mais perto do abismo.

"Assim", sussurrei, e a voz falhou.

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Ela acelerou o ritmo, as mãos apertando minhas coxas enquanto a boca trabalhava. Senti o orgasmo subir, e tentei afastá-la, mas ela não parou. Continuou até que o prazer explodisse, e o gemido que escapeu foi abafado pela mão que coloquei sobre a própria boca.

Ela se ergueu, limpando a boca com as costas da mão, e o sorriso que deu era vitorioso.

"Minha vez", eu disse, puxando-a para a cama.

O vestido vermelho caiu como uma casca de fruta, revelando a pele dourada. A calcinha de renda preta era um fio que eu desfiz com os dentes, e ela riu quando a mordi.

Deitei-a sobre o edredom e comecei a beijar cada centímetro do corpo dela. O pescoço, os seios, a curva da barriga. Quando minha boca encontrou o centro do desejo, ela arqueou as costas e um gemido alto escapou.

"Por favor", ela disse. "Mais."

Minha língua encontrou o ponto exato, e ela se agarrou aos lençóis. O ritmo era lento, profundo, e cada movimento fazia seu corpo tremer. Ela veio com um grito abafado, e eu senti cada contração.

Mas não parei. Continuei, levando-a ao limite mais uma vez, até que ela estivesse ofegante, mole, pedindo que eu parasse.

Foi então que eu a penetrei. Devagar, sentindo cada centímetro do corpo quente e molhado. Ela envolveu minhas costas com as pernas, e os olhos se encontraram.

"Você é tão bom", sussurrou.

"Você me faz ser."

O movimento era rítmico, antigo, como uma dança que conhecíamos de cor. Cada estocada era uma declaração, cada suspiro uma promessa. A cama rangia sob nossos corpos, e o quarto se enchia de gemidos e sussurros.

Quando o clímax chegou, foi juntos. Um colapso úmido de pele contra pele, de corações batendo no mesmo ritmo. Ficamos assim, abraçados, até que a respiração normalizasse.

"Você sabe que isso não pode ser frequente", ela disse, depois de um longo silêncio.

"Sei."

"Mas cada vez que você me chama, eu venho. Por que você acha que é?"

Peguei o rosto dela entre as mãos. "Porque o que a gente tem é mais forte que qualquer regra. E porque eu não consigo te esquecer."

Ela sorriu, e o sorriso era triste e feliz ao mesmo tempo. Então se levantou, e foi se vestir. Na porta, antes de sair, ela se virou.

"Até a próxima", disse.

"Até a próxima."

Ela fechou a porta, e eu fiquei ali, sentindo o cheiro dela no edredom. Sabia que aquilo era proibido. Sabia que não duraria para sempre. Mas, por uma noite, o proibido tinha sido a coisa mais certa do mundo.

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Conto erótico enviado por Marcos Vinícius, Belém - PA.

Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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