Conto erótico: A arte de se perder entre quatro paredes

Conto erótico: A arte de se perder entre quatro paredes

O elevador subia devagar, como se o tempo tivesse decidido conspirar a meu favor. Cada andar era um segundo a mais para antecipar o que viria. A chave do apartamento 1403 queimava na minha palma, um lembrete do convite que recebi há uma hora: "Venha às nove. Não se atrase."

Quando a porta se abriu, o cheiro de sândalo e bergamota me envolveu antes mesmo de avistar ele. Lucas estava encostado no balcão da cozinha, a camisa branca desabotoada o suficiente para revelar o início de um peito esculpido, a calça social marcando cada curva de um corpo que parecia feito para o pecado. Seus olhos — verdes, intensos — me examinaram com uma lentidão deliberada, como se estivessem despir cada camada da minha roupa antes mesmo que eu tirasse o casaco.

Você veio, ele disse, não como uma pergunta, mas como uma constatação. Sua voz, grave e aveludada, deslizou pela minha pele como um toque.

Você pediu. Minha resposta saiu mais ousada do que eu pretendia, mas o sorriso que se formou em seus lábios me disse que era exatamente isso que ele queria.

O apartamento era minimalista: paredes brancas, móveis escuros, uma cama king-size no centro do quarto, coberta por lençóis de cetim preto. Nada ali era por acaso. Cada detalhe parecia calculado para distrai-me, para me fazer esquecer de tudo, menos daquilo que estávamos prestes a fazer.

Lucas se aproximou, os passos lentos, predatórios. Quando estava perto o suficiente para que eu sentisse o calor irradiando dele, parou. Seus dedos roçaram meu queixo, inclinando meu rosto para cima.

Você é ainda mais linda do que nas fotos, ele murmurou, o polegar traçando meu lábio inferior. — E eu já achava que elas eram perfeitas.

Não houve pressa. Ele tirou meu casaco com uma reverência quase ritualística, deixando-o cair no chão. Depois, suas mãos desceram pelos meus braços, como se estivesse memorizando cada centímetro. Quando seus lábios finalmente encontraram os meus, foi com uma urgência contida, como se estivesse saboreando o primeiro gole de um vinho raro.

Eu quero te sentir, eu confessei entre beijos, as mãos explorando a dureza de seu peito, descendo até a cintura, onde a calça já começava a ficar apertada demais.

Ele riu, um som baixo, rouco. — E você vai. Mas primeiro, preciso te provar que paciência é uma virtude.

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Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, encontrando o zíper do vestido. O tecido caiu no chão com um suspiro, deixando-me apenas de lingerie preta, escolhida a dedo para essa noite. Seus olhos escureceram.

Deus, ele sussurrou, mais para si mesmo do que para mim. — Você é incrível.

Quando seus lábios encontraram meu pescoço, eu arqueei, um gemido escapando sem permissão. Cada beijo, cada mordida, era uma promessa. Ele me guiou até a cama, deitando-me com cuidado, como se eu fosse algo precioso. Mas quando suas mãos deslizaram pela minha pele, quando sua boca encontrou meus seios, não houve delicadeza — só necessidade. Uma necessidade que eu compartilhava.

Lucas, eu arfei, os dedos enfiados em seus cabelos, puxando-o para mais perto. — Por favor.

Ele não me fez esperar. Não dessa vez. Quando finalmente entrou em mim, foi com um movimento lento, profundo, como se quisesse me marcar por dentro. Cada investida era medida, cada gemido meu respondido com um rosnado de satisfação.

Isso, ele murmurou contra meu ouvido, o ritmo aumentando, o suor colando nossos corpos. — Me deixe te levar lá.

E ele levou. Quando o orgasmo me atingiu, foi como uma onda, arrasadora, deixando-me trêmula, sem fôlego, agarrada a ele como se fosse a única coisa real naquele mundo.

Depois, deitados entre lençóis amassados, ele traçou círculos distraidamente na minha pele.

Acho que você vai ter que voltar, ele disse, mais como uma ordem do que um pedido.

E eu soube, sem sombra de dúvida, que voltaria.

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Conto erótico enviado por Marina.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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