
Conto erótico: As historias gays que são melhores sem companhia

A chuva batia na janela como dedos impacientes. Ele não sabia quanto tempo tinha ficado ali, observando as gotas escorrerem pelo vidro, criando trilhas que se entrelaçavam e desapareciam. O copo de uísque na mão já estava morno, mas ele não se importava. O calor do líquido era um contraste irônico com o frio que sentia por dentro. Não era o frio do inverno, não. Era algo mais profundo, mais persistente.
O olhar de Matheus queimava sua nuca. Ele não precisava virar para saber que estava sendo observado. Sentia como se os dedos do outro homem estivessem traçando linhas invisíveis em sua pele, como se cada respiração fosse um convite que ele não tinha certeza se queria aceitar. A tensão no ar era espessa, quase palpável, como um tecido que os envolvia e apertava a cada segundo.
— Você sempre fica assim, quieto? — A voz de Matheus era baixa, áspera, como se as palavras tivessem sido arrastadas por uma estrada de cascalho antes de saírem de sua boca.
Ele não respondeu. Não porque não quisesse, mas porque não sabia. As palavras pareciam inadequadas, insignificantes diante do que sentia. O silêncio, no entanto, era eloquente. Falava de coisas que ele não tinha coragem de dizer em voz alta.
Conto erótico: O agente secreto do prazerMatheus se aproximou. Não foi um movimento brusco, mas uma dança lenta, calculada, como se cada passo fosse uma pergunta e a falta de recuo fosse a resposta. Quando os joelhos deles se tocaram, foi como se uma faísca tivesse acendido algo dentro dele. Um arrepio subiu por sua coluna, e ele finalmente virou o rosto. Os olhos de Matheus estavam escuros, profundos, como poços sem fundo. Havia uma pergunta ali, uma que ele não fazia em voz alta, mas que ecoava no ar: E agora?
Ele não soube responder. Não com palavras. Em vez disso, estendeu a mão e tocou o rosto de Matheus, os dedos tremendo levemente. A pele do outro estava quente, quase febril. O toque foi como um raio, queimando através de todas as suas incertezas, derretendo as barreiras que ele tinha construído ao longo dos anos. Matheus fechou os olhos por um instante, como se quisesse saborear aquele momento, e quando os abriu novamente, havia algo diferente neles. Algo que o fez sentir que, pela primeira vez, ele não estava sozinho em seus pensamentos.
O copo de uísque caiu no chão. O som do vidro se estilhaçando foi alto, mas não tão alto quanto o batimento de seu coração. Matheus não se moveu para pegá-lo. Em vez disso, sua mão subiu e seguiu o trajeto dos dedos dele, descendo pelo pescoço, parando no colarinho da camisa. O ar entre eles estava carregado, como se o mundo inteiro tivesse parado para esperar o que viria a seguir.
Ele não tinha certeza do que queria. Não tinha certeza do que precisava. Mas uma coisa ele sabia: não queria que aquele momento acabasse.
Conto erótico: O agente secreto do prazer
Conto erótico: O jogo da confiançaConto erótico enviado por Lucas Ferreira, morador de Florianópolis.
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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