
Conto erótico: O saque do desejo

O ar condicionado do banco estava quebrado há três dias, e o calor de Brasília tornava cada respiração um esforço. Eu estava no saguão principal, atendendo uma fila interminável de clientes irritados, quando ele entrou.
O homem usava um terno cinza impecável, sem um fio de cabelo fora do lugar. Os óculos escuros escondiam os olhos, mas a mandíbula forte e o sorriso discreto diziam tudo o que eu precisava saber. Ele se aproximou do meu guichê e apoiou os cotovelos no balcão de mármore.
"Preciso falar com o gerente", disse, a voz baixa e controlada.
"Sou a gerente", respondi, e ele ergueu uma sobrancelha.
"Ah. Então você é a pessoa certa."
Ele tirou os óculos, e os olhos eram de um azul tão claro que pareciam gelo. Fixou-os em mim com uma intensidade que me fez esquecer o calor, os clientes, o zumbido do computador. Havia algo naquele olhar que misturava autoridade e provocação.
"Tenho um problema", disse. "Minha conta foi bloqueada. Preciso resolver isso hoje."
Verifiquei os dados dele. O nome era Leonardo, e o saldo da conta era mais alto do que eu ganharia em cinco anos de trabalho. Minhas mãos tremeram ligeiramente enquanto digitava.
"Parece um erro do sistema", expliquei. "Vou resolver, mas pode levar alguns minutos."
Ele sorriu, e o sorriso era lento, cheio de segundas intenções. "Então vou esperar. Mas não aqui."
Antes que eu pudesse protestar, ele apontou para a sala de reuniões ao lado do meu guichê, com vidros fumê que garantiam privacidade.
"Podemos resolver lá", disse. "Mais confortável."
Engoli em seco. Algo naquele homem, na forma como ele se movia, como falava, como me olhava, me fazia querer dizer sim para tudo o que ele propusesse.
Na sala de reuniões, ele fechou a porta atrás de nós. A luz do sol entrava pelos vidros, criando um ambiente dourado e quente. Ele se sentou na cadeira em frente à mesa, mas eu fiquei de pé, nervosa.
"Sente-se", disse. "Não mordo."
Eu sentei. Ele inclinou o corpo para frente, apoiando os braços na mesa, e a camisa social abriu ligeiramente, revelando um peito liso e bronzeado.
"Você parece tensa", disse. "O calor está te incomodando?"
"Um pouco."
Ele se levantou e foi até o ar condicionado, que estava desligado. Apertou alguns botões, e a máquina ligou com um ronco suave. Depois, ele se virou e caminhou até mim com uma lentidão proposital.
"Melhor?", perguntou.
"Sim."
Mas não estava melhor. Porque agora ele estava tão perto que eu podia sentir o perfume dele, uma mistura de madeira e algo cítrico. E quando ele inclinou o rosto para o meu lado, o hálito quente roçou minha orelha.
"Você é linda quando está nervosa", sussurrou.
Minha respiração falhou. "O senhor... o senhor não pode falar assim comigo."
"Por quê? Porque você é a gerente?" Ele se afastou ligeiramente, me encarando. "Não me diga que nunca pensou em alguém assim. Em fazer algo... diferente."
Eu não respondi. Porque era verdade. Havia noites em que eu ficava sentada na minha sala, olhando as câmeras de segurança, imaginando os clientes, suas vidas, seus corpos. Aquele homem, com seu terno impecável e seu olhar de predador, tinha sido o protagonista de mais de um dos meus devaneios.
Conto erótico: O encontro proibidoEle deve ter visto a resposta no meu rosto. Porque sorriu, e o sorriso era vitorioso.
"Seu computador está pedindo sua senha", disse, apontando para a tela.
Desbloqueei o sistema com dedos trêmulos. Ele se aproximou, e agora estava atrás de mim, seu corpo pressionado contra a cadeira. Sentia o calor dele, o ritmo da respiração.
"Digitei os dados", ele disse. "Está tudo certo. Minha conta vai ser desbloqueada."
Mas sua mão deslizou pelo meu ombro, encontrando a curva do meu pescoço. O toque foi leve, quase uma carícia, e eu fechei os olhos.
"O que você está fazendo?", perguntei, mas a voz saiu rouca.
"O que você quer que eu faça", respondeu.
Minha mão encontrou a dela, guiando-a para baixo, para o meu peito. Ele riu baixinho, um som que vibrou na minha nuca, e seus dedos começaram a desabotoar minha blusa com uma paciência que era ao mesmo tempo torturante e deliciosa.
Quando minha blusa se abriu, ele parou. Olhou para mim, para os meus seios, para a pele que começava a suar sob a luz dourada.
"Linda", murmurou.
Suas mãos encontraram meus seios, e eu arquei as costas. Os dedos dele roçaram os mamilos, já duros, e um gemido escapou da minha boca.
"Silêncio", ele disse, e a ordem foi um sussurro. "As pessoas podem ouvir."
Mas o que ele fez depois tornou qualquer tentativa de silêncio impossível. Sua boca desceu pelo meu pescoço, encontrando a curva onde a clavícula encontrava o ombro. Mordeu, suavemente, e a dor era prazer.
Levantei-me da cadeira e me virei para ele. Nossos olhos se encontraram, e havia uma promessa ali. Eu desabotoei a calça dele com mãos que não tremiam mais. Quando o vi, o desejo era visível, e a visão me fez molhar os lábios.
Caí de joelhos na frente dele. O ato era antigo, primitivo, e quando minha boca o encontrou, o gemido que ele soltou foi abafado pela mão que colocou sobre a própria boca.
Senti o peso dele na minha língua, o calor, o gosto salgado e masculino. Ele segurou minha cabeça com mãos que tremiam, guiando-me com uma pressão que era ao mesmo tempo um pedido e uma ordem.
"Assim", ele sussurrou. "Exatamente assim."
Continuei até que a respiração dele se tornasse ofegante, até que suas mãos apertassem meus cabelos com mais força. E quando ele se afastou, puxando-me para cima, o beijo que ele deu era feroz, cheio de gratidão e desejo.
A mesa de reuniões era fria contra minhas costas quando ele me deitou sobre ela. Sua boca desceu, encontrando o centro do meu corpo, e eu mordi o punho para não gritar. Os vidros fumê nos escondiam, mas o mundo lá fora continuava, indiferente.
A língua dele era um instrumento de precisão, e cada movimento me levava mais perto do limite. Quando o clímax veio, foi como se todo o calor do banco se concentrasse em mim.
Depois, ele se ergueu, e a forma como me olhou era diferente. Mais suave.
"Você é incrível", disse.
"Você também."
Nós nos vestimos em silêncio. Ele passou a mão pelos cabelos, ajustando o terno. Quando saiu da sala, era o mesmo homem impecável que tinha entrado. Mas eu sabia que por baixo daquele terno, havia algo selvagem.
Naquela noite, recebi um e-mail. Não tinha remetente, mas no assunto, uma única palavra: "Saque."
Abaixo, um número de telefone.
Conto erótico: O encontro proibido
Conto erótico: Noite de paixão no Super BowlConto erótico enviado por Fernanda Lima, Manaus - AM.
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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