Conto erótico: Apaixonada por um traficante

Conto erótico: Apaixonada por um traficante

A chuva fina caía sobre o asfalto irregular quando Mariana fechou a pequena mercearia. O dia tinha sido comum, cheio de clientes apressados e conversas vazias. Ela limpou as mãos no avental, sentindo o cansaço habitual nos ombros. O bairro dormia cedo, mas nem todos respeitavam o silêncio.

Ele apareceu na porta entreaberta, silhueta alta contra a luz amarelada do poste. — Ainda aberto? — perguntou com voz baixa, quase rouca. Mariana ergueu os olhos. Conhecia aquele rosto das ruas. Lucas. O homem que todos evitavam mencionar diretamente.

— Só mais alguns minutos — respondeu ela, mantendo o tom neutro.

Ele entrou devagar, gotas de chuva escorrendo pelo casaco escuro. O espaço entre as prateleiras parecia menor com ele ali. Mariana sentiu o ar mudar, como se a umidade da noite tivesse entrado junto.

Lucas pegou uma garrafa de água e parou perto do balcão. Seus olhos se encontraram por um segundo a mais do que o necessário. — Você sempre fecha sozinha? — perguntou ele, inclinando a cabeça. — Sempre. — Ela deu de ombros. — Gosto do silêncio depois do movimento.

Um sorriso sutil surgiu no canto da boca dele. — Silêncio pode ser perigoso. Às vezes a gente descobre que gosta do risco.

Mariana sentiu um calor subir pelo pescoço. Ela baixou o olhar para o caixa, mas os olhos dele continuavam nela. Ele não se afastou quando ela estendeu a mão para pegar o dinheiro. Os dedos roçaram de leve. Um toque acidental. Breve. Suficiente para ela notar a aspereza da pele dele contra a sua.

— Desculpe — murmurou Lucas, mas não parecia arrependido.

Ela entregou o troco. Dessa vez, foi intencional: os dedos dele envolveram os dela por um instante mais longo. Mariana não puxou a mão imediatamente. O coração acelerou.

Eles conversaram sobre coisas pequenas. O preço do pão, o buraco na rua principal, o som distante de motos. Mas cada frase carregava algo não dito. Duplo sentido nas pausas. No jeito como ele dizia “você aguenta firme por aqui” enquanto olhava para o decote sutil da blusa dela.

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A chuva aumentou lá fora. Lucas não parecia com pressa de sair. Mariana sentiu a proximidade crescer quando ele se inclinou sobre o balcão para olhar o relógio na parede atrás dela. O peito dele quase tocou o ombro dela. Cheiro de chuva, cigarro e algo mais forte, masculino.

— Você não tem medo? — perguntou ela, voz mais baixa. — De quê? — Ele virou o rosto. Estavam a poucos centímetros. — De tudo isso que você carrega.

Lucas sustentou o olhar. — Medo é o que torna vivo, Mariana. Você sabe disso, não sabe?

O controle mudou ali. De repente ela era quem se aproximava, fingindo arrumar uma prateleira só para sentir o calor do corpo dele ao lado. Ele não recuou. Ao contrário, sua mão roçou a cintura dela quando estendeu o braço para pegar um maço de cigarros na prateleira alta. O toque demorou. Os dedos deslizaram devagar pela curva do quadril, como se testassem os limites.

A respiração dela ficou mais pesada. Frases curtas na mente. Calor. Perigo. Querer. Ele percebeu. Virou-se completamente para ela, encurralando-a gentilmente contra o balcão. O corpo grande cobria a visão da porta. Só existiam os dois agora.

— Me diz para parar — sussurrou ele, boca perto da orelha dela. Mariana não disse nada. Apenas inclinou o rosto, roçando os lábios no maxilar dele.

A mão dele subiu pela lateral do corpo dela, lenta, possessiva. Os olhares se prenderam mais uma vez, intensos, famintos. O desejo que tinha nascido em toques casuais agora queimava. Ele a puxou contra si com firmeza, o peito dela pressionando o dele. Os dedos dela se enroscaram na camisa úmida, sentindo os músculos tensos por baixo.

A chuva batia forte nas janelas. Dentro da mercearia, o ar estava quente, carregado. Lucas inclinou a cabeça e tomou a boca dela num beijo profundo, urgente. As mãos exploraram com vontade crescente, apertando a cintura, descendo pelas costas. Mariana correspondeu com igual fome, o corpo entregando o que a mente ainda hesitava.

Não havia mais palavras. Apenas o som da chuva, a respiração entrecortada e o desejo que finalmente explodia, intenso, perigoso, irresistível.

Conto erótico enviado por Julieta S.

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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