
Conto erótico: Apaixonada por um policial

A manhã em que tudo começou parecia igual a todas as outras.
Marina abria a padaria às seis e meia, o cheiro de pão quente misturado ao café recém-passado. Era rotina, repetição, conforto. Até o dia em que a viatura parou na esquina, e ele desceu.
Alto, uniforme bem ajustado, postura de quem está sempre alerta. O sargento Rafael Andrade fazia a ronda no bairro havia meses, mas aquela manhã foi a primeira vez que ele entrou na padaria dela.
— Um café, por favor. Forte.
A voz era grave, tranquila. Marina serviu sem dizer nada, mas sentiu os olhos dele acompanharem cada movimento de suas mãos.
— Obrigado — ele disse, e o olhar demorou um segundo além do necessário.
Ela não soube explicar por que aquele instante ficou com ela o resto do dia.
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O hábito que virou expectativa
Nos dias seguintes, Rafael voltou. Sempre no mesmo horário, sempre pedindo o mesmo café. As conversas eram curtas, sobre o tempo, sobre o movimento da rua, sobre nada em particular. Mas havia algo nas pausas entre as frases, um silêncio que parecia carregado de algo não dito.
Marina começou a se pegar olhando o relógio antes das seis e meia, ajeitando o avental, prendendo o cabelo de um jeito diferente. Ela não admitia, nem para si mesma, que esperava por aquele uniforme azul cruzando a porta.
Um dia, ao entregar o café, os dedos dela tocaram os dele por mais tempo do que o necessário. Nenhum dos dois recuou imediatamente.
— Você sempre trabalha sozinha aqui? — ele perguntou, os olhos fixos nos dela.
— Quase sempre. Por quê?
— Por nada. Só queria saber se alguém cuida de você.
A frase ficou suspensa entre os dois, ambígua, abrindo uma porta que nenhum dos dois fechou.
A proximidade que cresce devagar
As visitas se tornaram mais longas. Rafael começava a chegar alguns minutos antes da abertura oficial, quando a padaria ainda estava vazia. Marina percebeu, mas não disse nada. Gostava daquele tempo a sós, do jeito que ele se apoiava no balcão, perto, observando-a trabalhar.
Numa tarde de chuva, ele entrou mais cedo, encharcado, e ela ofereceu uma toalha. As mãos dela passaram pelo ombro dele para ajudar a secar a água do uniforme, e por um instante os corpos ficaram próximos demais para ser apenas gentileza.
Conto erótico: Laços de confiança no fetiche— Você está tremendo — ele disse baixo, notando o leve estremecimento nas mãos dela.
— É o frio.
— Tem certeza?
Os olhos dele buscaram os dela, e dessa vez nenhum dos dois desviou o olhar. O ar entre eles parecia mais pesado, mais quente, como se o tempo tivesse desacelerado só para aquele momento.
Ela sentiu o controle da situação escapar de suas mãos, e, estranhamente, não quis recuperá-lo.
A tensão que não cabe mais em silêncio
Os dias seguintes foram um jogo de aproximações cautelosas. Um comentário com duplo sentido aqui, um toque que durava um segundo além do necessário ali. Marina começou a inventar desculpas para ficar mais tempo perto do balcão quando ele estava por perto. Rafael, por sua vez, parecia sempre encontrar um motivo para prolongar a visita.
Numa noite em que ela fechava a padaria mais tarde, ele apareceu, dessa vez sem o uniforme, vestido como um homem qualquer, não como uma autoridade.
— Pensei em te ajudar a fechar — disse, a voz mais suave do que o habitual.
— Achei que só vinha de manhã.
— Mudei de ideia.
Ele se aproximou para ajudar com as cadeiras, e o espaço entre eles diminuiu sem que nenhum dos dois parecesse notar, ou talvez notassem demais. As respirações ficaram mais curtas. O silêncio, mais denso.
— Marina — ele disse, e o nome dela na boca dele tinha um peso diferente.
— Sim?
Ele não respondeu com palavras. Aproximou-se mais um passo, os olhos buscando permissão nos dela, e ela não recuou. O calor entre os dois corpos quase se tocando era inegável, elétrico, inevitável.
A porta da padaria, atrás deles, ainda estava destrancada. Nenhum dos dois se lembrou de fechá-la.
Conto erótico enviado por Camila R.
Conto erótico: Laços de confiança no fetiche
Conto erótico: Um encontro de submissão e prazerConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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