Conto erótico: Orgia na Amazônia e a gozada no rio

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Hoje o rio respirava pesado, como se carregasse em suas águas o segredo de todos os corpos que já o tocaram. Eu sentia o ar úmido colar na pele, uma camada fina de suor e desejo que não ousava nomear. Estávamos ali, um grupo de almas perdidas e encontradas ao mesmo tempo, unidas por um silêncio que falava mais do que qualquer palavra. O som da floresta era um murmúrio distante, como se a própria terra soubesse o que estava por vir e preferisse se fazer de desentendida.

Os olhares se cruzavam sem pressa, mas também sem pudor. O dele, especialmente, me queimava por dentro. Não era um olhar de posse, nem de convite direto. Era uma pergunta suspensa no ar, um "e se?" que ecoava entre os nossos corpos sem que nenhuma boca ousasse pronunciá-lo. Eu sentia o peso do desejo reprimido, como uma corda esticada ao máximo, prestes a arrebentar.

O primeiro toque foi acidental, ou pelo menos foi o que eu me convenci a acreditar. Um roçar de dedos ao passar a garrafa de cachaça, um contato tão leve que poderia ser o vento. Mas não era. Era intencional, como tudo ali parecia ser. A tensão crescia, não com pressa, mas com uma certeza inevitável. O silêncio não era mais vazio; estava carregado de promessas, de respirados fundos e suspiros contidos.

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E então, como se o rio tivesse dado permissão, as inibições começaram a se dissolver na água. Os corpos se aproximavam devagar, como se dançassem uma coreografia antiga, esquecida, mas que o sangue ainda lembrava. A pele úmida, o cheiro da terra molhada, o gosto do suor misturado ao da bebida. Tudo era mais intenso, mais vivo.

Havia um conflito em mim, uma voz que gritava para recuar, para manter a sanidade. Mas ela era abafada pelo ritmo da floresta, pelo calor dos corpos ao meu redor, pela certeza de que, naquela noite, éramos todos um só. O rio, a terra, o céu e nós, uma só carne, um só suspiro.

Agora, deitada aqui, ouço o eco da água batendo nas pedras, como se o rio ainda guardasse em suas correntezas o gemido de prazer que escapou dos nossos lábios. Fecho os olhos e sinto o gosto da noite na boca, a memória dos toques, dos olhares, do silêncio que gritava mais alto do que qualquer palavra.

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Conto erótico enviado por Marina da Silva

Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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