
Conto erótico: Signo de sagitário vai além do que eu esperava

A primeira vez que a vi, ela estava rindo de algo que o garçom havia dito. Não era uma risada qualquer, daquelas que a gente ouve em bares lotados e logo esquece. Era uma risada que parecia vir de um lugar profundo, como se ela tivesse acabado de descobrir uma piada que só ela entendia. Estava sentada sozinha em uma mesa no canto do bar, com um copo de vinho tinto quase intocado à frente. O cabelo castanho, levemente ondulado, caía sobre os ombros de um jeito que parecia casual, mas eu sabia que não era. Nada nela parecia acidental.
Eu não era de me aproximar de estranhos, mas havia algo naqueles olhos verdes, quase dourados sob a luz amarela do local, que me fez esquecer por um instante que eu era o tipo de pessoa que prefere observar a ser observado. Quando nossos olhares se cruzaram, ela não desviou o olhar, como a maioria faria. Em vez disso, sorriu levemente, como se já soubesse que eu ia até lá. E eu fui.
"Posso sentar?" perguntei, e minha voz soou mais confiante do que eu me sentia.
Ela fez um gesto com a mão, indicando a cadeira à sua frente. "Claro. Mas aviso logo: sou péssima em conversa fiada."
"Isso é bom", respondi, puxando a cadeira. "Porque eu também."
Ela riu de novo, e dessa vez eu entendi a piada. Não era sobre o garçom, nem sobre nada do que tinha sido dito antes. Era sobre a gente. Sobre a forma como a gente se olhava, como se já soubéssemos que aquela noite não ia terminar ali.
O bar era pequeno, com paredes de tijolo à vista e um balcão de madeira escura. O cheiro de café misturado com álcool e algo doce, talvez baunilha, preenchia o ar. Ela usava um vestido preto, simples, mas que se ajustava ao corpo de um jeito que fazia com que fosse impossível não notar as curvas. Não era vulgar, não era óbvio. Era apenas... inevitável.
"Você sempre fica sozinha em bares?" perguntei, só para dizer alguma coisa.
"Às vezes", ela respondeu, brincando com a haste do copo. "E você? Sempre fica olhando para mulheres sozinhas em bares?"
Sorri, sem jeito. "Só quando elas têm um sorriso que parece esconder um segredo."
Ela inclinou a cabeça, como se estivesse avaliando se eu era sério ou não. "E o que você acha que é o meu segredo?"
"Que você não está aqui à toa."
Ela não respondeu. Em vez disso, tomou um gole do vinho e me observou por cima do copo. O silêncio não foi desconfortável. Pelo contrário, foi como se a gente estivesse se medindo, tentando entender até onde podíamos ir naquela noite.
"Eu me chamo Clara", ela disse, finalmente.
"Claudio."
"Claudio", ela repetiu, como se estivesse testando o nome na boca. "Combina com você."
Não perguntei o que ela quis dizer com aquilo. Acho que já sabia.
O tempo passou sem que a gente percebesse. Conversamos sobre tudo e sobre nada: sobre o bar, sobre a cidade, sobre os lugares que a gente já tinha viajado. Ela me contou que era de Florianópolis, que amava o mar, que trabalhava com arte. Eu falei sobre o meu trabalho, sobre como odiava rotina, sobre como sempre me sentia em busca de algo que não sabia nomear.
Em algum momento, nossas mãos se encostaram na mesa. Não foi intencional, ou pelo menos não foi algo que a gente planejou. Aconteceu, e nenhum dos dois tirou a mão de lá. A pele dela era quente, macia. Eu sentia o calor dela mesmo sem encostar de verdade.
"Você acredita em destino?" ela perguntou, de repente.
Pensei um pouco. "Acredito em escolhas. E em como a gente reage a elas."
Conto erótico: Signo de escorpião que picaduraEla sorriu, como se a resposta tivesse sido a que ela esperava. "E se eu te dissesse que escolhi você hoje?"
Meu coração acelerou. Não era uma pergunta qualquer. Era um convite, uma provocação, um desafio. E eu não ia recuar.
"Então eu diria que você tem bom gosto."
Ela riu, e dessa vez foi uma risada baixa, rouca, que me fez sentir um arrepio pela espinha. "Ou então que eu sou muito impulsiva."
"Ou as duas coisas", respondi.
Ela não disse nada, mas seus olhos brilharam. Era como se a gente tivesse acabado de fechar um acordo sem precisar de palavras. E, de certa forma, a gente tinha.
Quando saímos do bar, a noite estava fresca, mas eu mal sentia o frio. Caminhamos lado a lado, nossos braços roçando de vez em quando. Não havia pressa, não havia um destino definido. A gente só estava ali, naquele momento, e isso era o suficiente.
Chegamos a um ponto em que a rua ficava mais escura, com apenas um poste de luz fraca iluminando o caminho. Ela parou, virou para mim e colocou uma mão no meu peito. Eu senti o calor da palma dela através da camisa.
Qual é o nome da personagem feminina do conto?
O que a personagem feminina está bebendo no bar?
Qual é a cidade de origem da personagem feminina?
O que o narrador diz acreditar em relação ao destino?
Qual é o nome do narrador?
"E agora?" ela perguntou.
Agora, eu pensei, agora a gente descobre até onde esse jogo pode ir.
Conto erótico enviado por Marina Silva, de Florianópolis.
Conto erótico: Signo de escorpião que picadura
Conto erótico: Signo de libra sem vergonhaConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
Go up



Deixe um comentário