Conto erótico: A dança dos corpos

Conto erótico: A dança dos corpos

O bar estava quase vazio naquela noite de quinta-feira, iluminado apenas pelas luzes coloridas atrás do balcão. Eu, Rafael, tomava meu uísque sozinho, quando ela entrou: Daniela, uma mulher trans de cabelos longos e negros, pele morena e um vestido vermelho que realçava cada curva do corpo.

Seus lábios pintados de vinho e o sorriso confiante chamaram minha atenção imediatamente.

Ela se aproximou, o perfume doce e envolvente, e sentou-se ao meu lado sem pedir permissão.

Sozinho num lugar desses? — perguntou, brincando com a haste do copo.

Às vezes, a solidão tem seus encantos — respondi, sentindo o calor subir pelo pescoço.

Daniela riu, um som baixo e sensual.

Acho que você precisa de companhia — disse, os dedos roçando levemente no meu braço.

Não resisti. Paguei a conta e saímos juntos, o ar fresco da noite contrastando com o calor que sentia dentro de mim. Seu apartamento ficava a poucos quarteirões, e cada passo até lá foi uma tortura deliciosa. A mão dela na minha cintura, os dedos deslizando pela minha pele, a promessa do que viria.

Assim que a porta se fechou, Daniela me empurrou contra a parede, a boca colada na minha, a língua invadindo sem cerimônia. Suas mãos exploraram meu corpo com uma urgência que me deixou sem fôlego.

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O vestido vermelho caiu no chão, revelando um corpo esculpido, a pele macia, os seios firmes. Ela não tinha pressa. Cada toque era calculado, cada carícia uma promessa de prazer.

Você é linda — sussurrei, enquanto minhas mãos deslizavam pelas curvas dela, sentindo a textura suave da pele.

E você é todo meu — respondeu, guiando-me até a cama.

Deitei-me, e ela se ajoelhou entre as minhas pernas, os lábios quentes envolvendo meu pênis com uma habilidade que me fez arquear as costas. Cada movimento da língua, cada sucção, era uma tortura doce. Quando não aguentava mais, puxei-a para cima de mim, sentindo o corpo dela se encaixar no meu, quente e úmido.

Assim, Daniela... assim — implorei, enquanto ela se movia em um ritmo lento e sensual, os quadris girando, os seios balançando.

Cada investida era mais profunda, mais intensa. As unhas dela cravavam nas minhas costas, os gemidos abafados pelo beijo urgente. Quando gozei, foi com o corpo dela colado no meu, a respiração ofegante, o suor misturando nossas peles.

Ficamos ali, imóveis, enquanto o mundo lá fora parecia parar. Daniela deitou-se ao meu lado, o sorriso ainda nos lábios, como se soubesse que aquela noite seria inesquecível.

Acho que você não vai querer mais ficar sozinho — sussurrou, enquanto eu a puxava para outro beijo.

E eu soube que ela tinha razão.

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Conto erótico enviado por L. Rodrigues, 33, Rio de Janeiro.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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