Conto erótico: O prazer que não espera permissão

Conto erótico: O prazer que não espera permissão

A luz dourada do entardecer em Florianópolis escorria pela janela, pintando a pele de Marina com tons de mel. Ela estava deitada na cama, o lençol fino mal cobrindo suas curvas, enquanto eu a observava, imóvel, do batente da porta. O ar salgado vindo do mar misturava-se ao perfume cítrico que ela usava, uma combinação que já me deixava com a respiração acelerada.

— Você vai ficar aí o dia todo só olhando? — ela perguntou, os lábios entreabertos em um sorriso provocante.

Não respondi. Apenas fechei a porta atrás de mim e dei dois passos em sua direção. O som dos meus pés no assoalho de madeira quebrou o silêncio, e o olhar dela se fixou no meu, escuro e cheio de promessas. O vestido leve que ela usava escorregou pelo ombro, revelando a alça do sutiã de renda preta. Um detalhe mínimo, mas suficiente para acender uma faísca em mim.

— Acho que você sabe o que eu quero — falei, a voz rouca, enquanto me ajoelhava na beira da cama.

Marina mordeu o lábio inferior, um gesto que eu já conhecia bem. Ela esticou a mão, os dedos roçando meu queixo, antes de puxar meu rosto para mais perto. O primeiro toque dos nossos lábios foi suave, quase um teste, mas logo se transformou em algo mais urgente, mais faminto. Suas unhas afundaram levemente na minha nuca, e eu senti o calor do corpo dela contra o meu, mesmo com a barreira teimosa do tecido.

— Você sempre demora tanto — ela sussurrou contra a minha boca, a respiração quente.

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— Porque gosto de saborear cada segundo — respondi, enquanto minha mão deslizava pelo seu braço, sentindo a pele macia sob os dedos. O vestido caiu completamente, e o que restou foi apenas a renda preta e a pele dourada, um convite que eu não poderia recusar.

Os beijos desceram pelo seu pescoço, e ela arqueou as costas, um gemido abafado escapando dos lábios. Meus dedos traçaram o contorno do sutiã, brincando com a fivela, até que, finalmente, o tecido cedeu. Marina não usava nada por baixo. O peito nu, cheio, subia e descia com a respiração ofegante. Baixei a cabeça, e o primeiro toque da minha língua em seu mamilo a fez estremecer.

— Deus, assim não — ela murmurou, mas o corpo dizia o contrário, pressionando-se contra mim.

— Assim, sim — corrigi, enquanto a deitava completamente na cama, meu corpo cobrindo o dela. Cada movimento era uma dança, um ritmo que só nós dois entendíamos. As pernas dela se entrelaçaram nas minhas, e eu senti o calor úmido entre as coxas, um sinal de que ela estava tão pronta quanto eu.

Não houve pressa. Não houve permissão pedida. Apenas o som dos nossos corpos se encontrando, o cheiro do suor misturado ao perfume, o gosto salgado da pele. Marina segurou meu rosto com as duas mãos, os olhos fixos nos meus, como se quisesse gravar cada segundo. E eu deixei que ela fizesse isso, enquanto me perdia no prazer que não pedia licença, que não conhecia limites.

Quando o clímax chegou, foi como uma onda, arrastando os dois para um lugar onde só existia o toque, o gemido, o prazer puro. E depois, o silêncio, quebrado apenas pela respiração ofegante e o som do mar ao longe.

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Conto erótico enviado por Rafael Oliveira

Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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