Conto erótico: Os contos gays que todo mundo está comentando

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A luz dourada do final de tarde em Florianópolis filtrava pela janela do ateliê, pintando o ambiente com tons quentes. Eu ajustava o cavalo de madeira, as mãos ainda tremendo levemente depois de horas esculpindo. Não era o cansaço que me deixava assim, mas a presença dele.

Daniel entrou sem bater, como sempre fazia. Seus passos firmes ecoavam no piso de tábua, e eu sentia o cheiro do seu perfume cítrico antes mesmo de vê-lo. Quando nossos olhares se encontraram, o ar ficou pesado, carregado de uma tensão que vinha se construindo há semanas.

— Você não foi embora ainda — ele comentou, a voz rouca, enquanto passava os dedos pela argila que eu havia deixado na mesa.

— Fiquei para terminar um detalhe — respondi, mas ambos sabíamos que não era verdade.

Ele se aproximou, devagar, como se o espaço entre nós fosse sagrado. Seus dedos, longos e hábeis, roçaram os meus ao pegar uma ferramenta. O toque foi elétrico, um arrepio que subiu pela minha coluna. Não precisei olhar para saber que ele sentia o mesmo.

— Você sempre foi meticuloso — murmurou, tão perto que seu hálito quente acariciava minha orelha. — Mas hoje parece... distraído.

Não respondi. Não conseguia. Minhas palavras haviam se dissolvido no calor que irradiava do corpo dele, a apenas centímetros do meu. Quando sua mão deslizou pela minha nuca, puxando-me para mais perto, não resisti. Nossos lábios se encontraram em um beijo que era ao mesmo tempo suave e faminto, como se o tempo tivesse parado só para nós.

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As ferramentas caíram no chão com um ruído surdo, ignoradas. Suas mãos exploraram meu corpo com uma urgência que eu não conhecia, mas que respondia com a mesma intensidade. Cada carícia era uma promessa, cada suspiro um convite. O ateliê, antes cheio de obras inacabadas, agora era apenas o palco do nosso desejo.

Quando seus lábios desceram pelo meu pescoço, sinto o gosto salgado da minha pele, misturado ao suor do dia. Suas unhas afundavam levemente nas minhas costas, marcando um ritmo que eu segui sem hesitar. O som dos nossos corpos se movendo era uma sinfonia de prazer, cada gemido um acorde perfeito.

Não houve pressa. Cada segundo foi saboreado, cada toque uma descoberta. E quando finalmente nos fundimos, foi como se o mundo inteiro tivesse se reduzido àquele momento, àquela sensação de plenitude que só ele conseguia me dar.

O sol já havia se posto quando nos separamos, ofegantes e satisfeitos. Daniel sorriu, passando os dedos pelo meu cabelo desgrenhado.

— Acho que essa obra vai ficar inacabada hoje — ele brincou, olhando para a escultura abandonada.

— Algumas coisas são mais importantes — respondi, puxando-o de volta para outro beijo.

Conto erótico enviado por Rafael Oliveira

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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