
Conto erótico: A dança dos corpos

A primeira vez que a vi, foi como se o tempo tivesse parado. O salão de dança estava envolto em uma névoa de luzes douradas, e o ar cheirava a perfume misturado com o suor leve dos corpos em movimento. Ela estava no centro da pista, vestida em um vestido preto que abraçava suas curvas como uma segunda pele. Cada movimento seu era uma promessa, uma provocação sutil que me fez esquecer de respirar.
Eu não era de dançar. Sempre me considerei mais um observador, alguém que preferia a segurança da parede, um copo na mão e a desculpa de que não sabia seguir o ritmo. Mas naquela noite, algo mudou. Não foi apenas a música, nem o ambiente. Foi ela. Seus olhos, escuros e profundos, encontraram os meus por um instante, e eu senti um calafrio percorrer minha espinha. Não era um convite explícito, mas também não era um acaso. Havia uma tensão ali, uma corrente invisível que me puxava em sua direção.
Resisti por alguns minutos, fingindo que não tinha notado. Mas o corpo traía a mente. Meus dedos coçavam para tocar a textura do tecido da minha camisa, como se já antecipassem o que viria. Quando ela se virou, o vestido subiu levemente, revelando uma coxa que parecia esculpida em mármore. Não era vulgar, não era explícito. Era apenas... perfeito.
— Você não vai dançar? — uma voz suave quebrou meu transe. Era ela, agora a centímetros de mim, o cheiro de seu perfume invadiu meu espaço pessoal. Não era uma pergunta qualquer. Era um desafio.
— Eu... não sou muito bom nisso — balbuciei, sentindo o rosto esquentar.
— Não é sobre ser bom — ela respondeu, estendendo a mão. — É sobre se deixar levar.
Sua pele era quente, quase queimando a minha. E então, sem que eu percebesse, estávamos no meio da pista. A música era lenta, sensual, e seus quadris se moviam em um ritmo que parecia hipnotizar todo o ambiente. Eu tentava acompanhar, mas era como se meus pés não obedecessem ao cérebro. Não importava. Ela não parecia se importar. Suas mãos deslizaram pelos meus ombros, e eu senti cada centímetro do seu toque como uma faísca.
— Você está tenso — ela murmurou, tão perto que seus lábios roçaram minha orelha. — Relaxe.
Fechei os olhos por um segundo, tentando me concentrar em qualquer coisa que não fosse a maneira como seu corpo se encostava no meu. Mas era impossível. Cada curva, cada suspiro, cada movimento era uma tortura deliciosa. Quando abri os olhos novamente, ela sorria, como se soubesse exatamente o efeito que estava causando em mim.
— Qual é o seu nome? — perguntei, mais para preencher o silêncio do que por real necessidade.
Conto erótico: a nora e a noite que queimou a pele— Julia — ela respondeu, e o nome soou como uma melodia. — E o seu?
— Claudio.
Seus dedos brincaram com a gola da minha camisa, e eu senti o ar prescrever entre nós. Não havia mais música, não havia mais pessoas ao redor. Só nós dois, e uma atração que parecia crescer a cada segundo.
— Você sabe o que é mais interessante em dançar assim? — ela perguntou, seus lábios agora a um fio dos meus.
— O quê? — minha voz saía mais rouca do que o normal.
— Que a gente pode fingir que é só dança.
E então, sem aviso, seus lábios tocaram os meus. Não foi um beijo longo, nem profundo. Foi apenas um toque, uma promessa de algo mais. Quando ela se afastou, seus olhos brilhavam com uma mistura de malícia e curiosidade.
— A noite ainda é jovem — ela disse, dando um passo para trás. — O que você acha de descobrirmos até onde essa dança pode nos levar?
Não respondi com palavras. Apenas estendi a mão, e ela a tomou. Saímos da pista, mas a dança não tinha terminado. Na verdade, estava apenas começando.
Conto erótico enviado por Marina Silva, de Salvador, Bahia.
Conto erótico: a nora e a noite que queimou a pele
Conto erótico: a promessa quebradaConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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