
Conto erótico: Excitação imediata e contos gays

A primeira vez que o vi, foi em um bar discreto no centro de São Paulo, onde a luz ambarina se misturava ao som de um jazz suave. Ele estava sentado sozinho, com um copo de uísque na mão, os dedos longos e elegantes envolviendo o vidro como se fosse um objeto de desejo.
Não era apenas a aparência — embora fosse impossível ignorar a camisa branca que se ajustava aos ombros largos, ou a maneira como o tecido se esticava levemente sobre os músculos dos braços. Havia algo mais: uma aura de confiança tranquila, como se ele soubesse exatamente o que queria, e isso me intrigou.
Eu não era de me aproximar de estranhos, mas naquela noite, algo em mim parece ter se solto. Talvez fosse o jeito como ele olhava para o lado, como se estivesse esperando por algo — ou alguém. Ou talvez fosse apenas a curiosidade de saber como seria tocar aquela pele que, mesmo à distância, parecia macia e quente. Respirei fundo, ajustei a camisa e me levantei. O bar não estava cheio, mas cada passo que dei em sua direção pareceu durar uma eternidade. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele poderia ouvir.
Quando finalmente parei à sua mesa, ele levantou os olhos, devagar, como se já soubesse que eu estaria ali. Um sorriso leve, quase imperceptível, se formou em seus lábios.
— Posso sentar? — perguntei, a voz um pouco mais rouca do que o normal.
Ele acenou com a cabeça, indicando a cadeira à sua frente. — Claro.
Não trocamos muitas palavras a princípio. Ele se chamava Daniel, e eu, Mateus. Mas as palavras pareciam desnecessárias. Cada olhar, cada movimento, cada respiração parecia carregada de algo não dito. Ele brincava com o copo, girando-o entre os dedos, enquanto eu tentava não fixar os olhos em seus lábios, que pareciam convites a algo mais íntimo.
— Você vem aqui souvent? — ele perguntou, finalmente quebrando o silêncio.
— Às vezes — respondi, mentindo. Era a primeira vez que eu pisava naquele lugar.
Ele riu, como se soubesse que eu não estava sendo totalmente honesto. — Eu também não sou um frequentador assíduo. Mas hoje... hoje eu sentia que precisava estar aqui.
A tensão entre nós era palpável. Eu podia sentir o calor do meu próprio corpo, como se cada centímetro da minha pele estivesse ciente da proximidade dele. E então, sem aviso, ele estendeu a mão e tocou a minha, apenas por um segundo, mas foi o suficiente para que um arrepio percorresse minha espinha. Seus dedos eram quentes, e o toque, embora breve, foi como uma faísca.
— Você é bonito — ele disse, direto, sem rodeios. — E parece que está tão nervoso quanto eu.
Eu não neguei. Não havia motivo. Era óbvio que eu estava nervoso, mas não era um nervosismo ruim. Era a antecipação de algo que eu não conseguia nomear, mas que desejava desesperadamente.
— E você? — perguntei, tentando manter a voz firme. — O que você quer?
Conto erótico: A pousada escondida do prazerEle sorriu, e desta vez não foi um sorriso tímido. Era um sorriso que prometia coisas que eu não tinha coragem de imaginar. — Eu quero o que você está disposto a me dar.
Aquilo foi suficiente. Não houve mais palavras. Não houve mais hesitação. Nossos corpos se aproximaram como se fossem imãs, e quando seus lábios finalmente tocaram os meus, foi como se o mundo inteiro tivesse parado. O beijo era suave, mas cheio de promessas, e eu me perguntei como tinha levado tanto tempo para encontrar alguém que me fizesse sentir tão vivo.
As mãos dele deslizaram pelo meu pescoço, puxando-me para mais perto, e eu não resisti. Deixei que ele me guiasse, que me tocasse, que me explorasse. Cada carícia era uma descoberta, cada suspiro um convite para ir mais longe. E quando seus dedos começaram a desabotoar minha camisa, eu não me importava mais com nada, exceto com a sensação de sua pele contra a minha.
A noite se transformou em uma dança de toques, beijos e suspiros. Não havia pressa, mas também não havia hesitação. Era como se tivéssemos todo o tempo do mundo, e ao mesmo tempo, como se não houvesse tempo suficiente para saciar o desejo que crescia entre nós.
Quando finalmente nos separamos, horas depois, o sol já começava a nascer. Daniel me olhava com um sorriso satisfeito, e eu soube que aquela não seria a última vez. Havia algo entre nós que ia além da atração física. Era uma conexão, uma compreensão mútua de que havíamos encontrado algo raro e precioso.
— A gente se vê amanhã? — ele perguntou, enquanto eu vestia minha camisa, ainda um pouco atordoado com tudo o que tinha acontecido.
Eu assenti, sem hesitar. — Amanhã.
E enquanto eu saía do bar, com o sol da manhã aquecendo meu rosto, soube que minha vida tinha acabado de mudar para sempre.
Qual é o nome do narrador do conto?
Onde o narrador conhece Daniel?
Qual é a primeira coisa que Daniel diz ao narrador?
O que Daniel faz que causa um arrepio no narrador?
O que o narrador e Daniel combinam para o dia seguinte?
Você ainda deixou algumas perguntas sem resposta. Vamos lá, responda todas.
Conto erótico enviado por Lucas Ferreira, de Florianópolis.
Conto erótico: A pousada escondida do prazer
Conto erótico: A dança dos corposConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
Go up



Deixe um comentário