
Conto erótico: O toque proibido que desfez a linha entre realidade e desejo

Eu nunca imaginei que uma aula de ioga poderia acabar daquele jeito. Fazia seis meses que eu frequentava o estúdio perto de casa, sempre no mesmo horário, sempre no mesmo canto da sala. Até que ele começou a aparecer.
Não vou mentir. Na primeira vez que vi o Rafael, algo mudou. Não foi uma coisa óbvia, dessas de cinema. Foi mais sutil. Ele tinha um jeito de se mover que me fazia esquecer a respiração. Eu ficava olhando para os músculos das costas dele se contraindo durante a postura do cachorro, e sentia um calor subindo pelo meu peito. Me sentia culpada por isso. Eu sou casada, ele é casado. A gente se conhecia só das conversas rápidas depois da aula, sobre trânsito, sobre o tempo.
Até aquele sábado.
A sala estava mais vazia que o normal. Apenas nós dois e a professora. Eu estava na minha esteira, tentando me concentrar na posição do guerreiro, mas minha mente viajava. Meus olhos se fechavam e eu via as mãos dele, os dedos longos, as veias saltadas. Quando abri, ele estava me olhando. Não foi um olhar qualquer. Foi um olhar que atravessou.
Depois da aula, enquanto eu enrolava minha esteira, ele se aproximou.
— Você está com um peso no ombro direito — ele disse, sem rodeios. — Eu percebi.
Eu ri, meio sem graça. — É o estresse do trabalho.
— Posso tentar ajudar? — ele estendeu a mão, e eu senti meu coração acelerar. — Eu faço um curso de massagem terapêutica. Só um toque leve, pra ver se alivia.
Eu deveria ter dito não. Eu sabia disso. Mas meu corpo falou antes da minha boca. Balancei a cabeça que sim.
Ele me levou para o canto, perto da parede de espelhos. Pediu que eu sentasse no chão com as pernas cruzadas. Eu obedeci como se estivesse hipnotizada. Aí ele se ajoelhou atrás de mim.
Quando os dedos dele tocaram meu ombro, eu senti um choque elétrico. Não era só o toque. Era a forma como ele pressionava, como seus polegares deslizavam devagar, explorando cada ponto tenso. Eu fechei os olhos e meu corpo começou a tremer. Não de frio.
— Relaxa — ele sussurrou perto da minha orelha. A voz dele era quente, baixa.
Eu tentei. Respirei fundo. Mas a cada movimento das mãos dele, algo em mim se desfazia. Não eram só os músculos. Era uma barreira que eu mesma tinha construído, ano após ano, dentro do meu casamento confortável mas vazio.
Ele encontrou um nó no meu ombro e eu soltei um gemido. Baixinho, mas ele ouviu. As mãos dele pararam por um segundo. Depois continuaram, mais lentas, mais profundas.
— Assim? — ele perguntou.
Eu não conseguia responder. Apenas inclinei a cabeça para trás, sem querer, e senti o rosto dele perto do meu pescoço. A respiração dele estava irregular. A minha, nem se fala.
Conto erótico: A gozada selvagem na floresta acreana com a morenaFoi aí que a linha se rompeu.
Ele deslizou as mãos pelos meus braços, devagar, como quem não quer assustar. Quando chegou nos meus pulsos, ele os segurou. E eu deixei. Deixei ele virar meu rosto na direção dele. Deixei ele encostar os lábios na minha nuca.
Dentro da minha cabeça, uma voz gritava: "para, isso é errado, você é casada". Mas tinha outra voz, mais baixa, mais antiga, que respondia: "isso é a primeira vez que você se sente viva em anos".
Eu me virei. Olhei nos olhos dele. Havia medo ali, mas também desejo. O mesmo desejo que eu sentia queimando dentro de mim.
Nossos lábios se encontraram.
Foi um beijo molhado, urgente, cheio de anos de silêncio. As mãos dele entraram na minha blusa e eu senti cada centímetro da pele dele contra a minha. A sala de ioga, com seus incensos e suas luzes baixas, virou nosso refúgio proibido.
Eu não sei quanto tempo ficamos ali. Pode ter sido cinco minutos, pode ter sido uma hora. Só sei que quando a professora bateu na porta, avisando que ia fechar o estúdio, nós nos separamos como dois adolescentes pegos no flagra.
Ele se levantou primeiro, estendeu a mão para me ajudar. Eu hesitei. Toquei a ponta dos dedos dele, mas me levantei sozinha.
— Isso... — comecei, mas não sabia como terminar.
— Eu sei — ele disse, e nos olhos dele eu vi o mesmo conflito que estava na minha cabeça. — Não foi planejado.
— Não pode acontecer de novo.
Ele concordou. Mas enquanto eu pegava minha bolsa e saía do estúdio, eu sabia que estava mentindo. E ele sabia também.
No caminho de casa, eu passei a mão no pescoço e senti o calor onde os lábios dele tinham estado. Entrei em casa, dei um beijo no meu marido, fiz o jantar. Tudo normal. Mas por dentro, eu era uma pessoa diferente.
Naquela noite, deitada na cama, eu fiquei acordada por horas. Pensando no toque dele. Pensando em como algo tão simples podia ter desfeito anos de certezas.
E no dia seguinte, quando vi a mensagem no meu celular — "você vai amanhã?" — eu soube que a linha entre realidade e desejo tinha se apagado para sempre.
Conto erótico enviado por Gilberto
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Conto erótico: Noite em LondresConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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