
Conto erótico: Seduzindo o amigo gay

O bar em Porto Alegre estava cheio naquela noite, a música alta e as luzes coloridas criando um ambiente elétrico. Eu estava no balcão, um copo de uísque na mão, quando o vi entrar. Era o Carlos, meu amigo de infância, aquele que sempre esteve ao meu lado, mas que eu nunca tinha olhado daquela forma. Até então.
Ele usava uma camisa justa que destacava seus ombros largos, e o jeito como o tecido se ajustava ao seu corpo me fez engolir em seco. Seus cabelos castanhos estavam levemente despenteados, e o sorriso que ele me lançou ao me ver foi como um raio que me atingiu em cheio.
— Pensava que você não ia vir — ele disse, sentando ao meu lado, seu joelho roçando o meu.
— Não perderia por nada — respondi, sentindo o calor subir pelo pescoço.
Nunca tinha me permitido pensar nele daquele jeito, mas naquela noite, algo era diferente. O modo como ele me olhava, o toque casual de sua mão no meu braço, a forma como seus lábios se curvavam em um sorriso que parecia guardar segredos. Era como se uma porta que sempre esteve fechada dentro de mim tivesse sido aberta.
— Você está diferente — ele comentou, os olhos fixos nos meus.
— É o uísque — menti, mas ambos sabíamos que não era verdade.
Ele riu, um som profundo e sensual, e pediu uma cerveja. Enquanto esperávamos, sua mão desceu pela minha coxa, apenas por um segundo, mas o suficiente para me fazer tremer.
— A gente nunca fez isso antes — ele murmurou, tão baixo que mal ouvi por causa da música.
— O quê? — perguntei, fingindo inocência.
— Ficar assim. tão perto.
Meu coração batia tão forte que tinha certeza de que ele podia ouvir. Não respondi. Apenas sorri, e ele entendeu.
— Vamos dar uma volta — ele sugeriu, levantando e estendendo a mão.
Aceitei. A noite estava fresca, e o ar da rua me acalmou um pouco, mas a tensão entre nós só aumentava. Caminhamos em silêncio até um beco vazio, iluminado apenas por uma lâmpada piscando.
— Você sempre soube — ele disse, parando e me encarando. — Não sou heterossexual.
— Eu também não — confessei, a voz trêmula.
Conto erótico: Dominado pelo olhar de uma mulher misteriosaSeus olhos se arregalaram por um segundo, surpresos, mas logo deram lugar a um desejo intenso. Ele se aproximou, e eu não recuei. Quando seus lábios tocaram os meus, foi como se o mundo parasse. O beijo era suave, exploratório, mas carregado de uma paixão contida há anos.
Suas mãos subiram pelo meu peito, e eu senti cada dedo como uma faísca. Quando ele me pressionou contra a parede, seu corpo colado ao meu, o desejo era tão intenso que doía.
— A gente não precisa ter pressa — ele sussurrou, mas seus lábios já estavam no meu pescoço, quentes e úmidos.
Gemidos escaparam da minha garganta, e eu me arqueei contra ele, querendo mais. Suas mãos desceram, desabotoando minha camisa devagar, como se estivessem abrindo um presente há muito esperado. Quando seus dedos roçaram meus mamilos, um arrepio percorreu todo o meu corpo.
— Você é lindo — ele murmurou, enquanto seus lábios traçavam um caminho pelo meu peito.
Não respondi. Não era necessário. Meus gemidos diziam tudo. Ele se ajoelhou, e eu senti suas mãos no meu cinto, desabotoando a calça. Quando sua boca me tocou, foi como se uma corrente elétrica percorresse todo o meu corpo. O prazer era tão intenso que tive que me segurar na parede para não cair.
Cada movimento de sua língua era uma tortura deliciosa, e eu me perdia em suas mãos, em seus lábios, em cada suspiro. Quando ele subiu, seus olhos encontraram os meus, e eu soube que não haveria volta.
— Quero você — eu disse, a voz rouca de desejo.
Ele não respondeu com palavras. Apenas me puxou para um abraço apertado, seus lábios encontrando os meus em um beijo que selava o que ambos já sabíamos há muito tempo.
O apartamento dele ficava a poucos quarteirões, e mal chegamos lá, já estávamos nos despir, as roupas caindo no chão em um rastro de desejo. A cama era macia, e eu me afundei nela, observando enquanto ele se aproximava, nu, seu corpo esculpido à luz fraca do abajur.
Quando ele se deitou sobre mim, senti cada músculo, cada curva, pressionado contra a minha pele. Suas mãos exploravam meu corpo como se fosse a primeira vez, e cada toque era uma descoberta. Quando ele finalmente entrou em mim, foi com uma intensidade que me fez gritar. Cada estocada era profunda, lenta, como se ele quisesse saborear cada segundo.
— Você é incrível — ele murmurou, o suor brilhando em sua testa enquanto ele acelerava o ritmo.
Eu não conseguia responder. Apenas gemia, me entregando completamente ao momento, a cada toque, a cada beijo. Quando ele gozou, foi com um gemido gutural, seu corpo tenso, e eu o segurei, sentindo cada tremor, cada suspiro.
Depois, caímos na cama, ofegantes, o suor dos nossos corpos se misturando. A noite ainda era jovem, mas ambos sabíamos que nada seria igual depois daquilo.
— Acho que a gente deveria ter feito isso há muito tempo — ele disse, sorrindo, enquanto me puxava para perto de si.
Eu não respondi. Apenas sorri, sabendo que ele tinha razão.
Conto erótico: Dominado pelo olhar de uma mulher misteriosa
Conto erótico: Noites de Boston e o sabor do desejo proibidoConto erótico enviado por Thiago
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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