Conto erótico: O elevador dos desejos

Conto erótico: O elevador dos desejos

O prédio estava quase vazio naquela sexta-feira à noite. Eu, Mariana, havia ficado até tarde para terminar um projeto, e o silêncio só era quebrado pelo barulho do teclado e o zumbido do ar-condicionado. Quando o elevador chegou, pensei que estaria sozinha.

Até que a porta se abriu, e lá estava ele: Lucas, o novo estagiário do departamento de marketing, com aquele sorriso malicioso e os olhos que pareciam ler cada um dos meus desejos.

Trabalhando até tarde? — perguntou, entrando no elevador, o corpo tão perto que podia sentir o calor irradiando dele.

Sempre tem algo para fazer — respondi, tentando ignorar o jeito como o perfume dele, algo cítrico e masculino, invadia meus sentidos.

Ele apertou o botão do térreo, mas o elevador não se moveu. Em vez disso, parou entre os andares, como se o destino tivesse outros planos para nós. O espaço de repente ficou pequeno demais, e a tensão entre nós, espessa.

Parece que estamos presos — disse Lucas, encostando-se na parede de espelho, os olhos fixos nos meus.

Alguém deve ter chamado o elevador em outro andar — respondi, mas minha voz saiu trêmula.

Ele não disse nada. Em vez disso, aproximou-se, devagar, como se quisesse me dar tempo para recuar. Mas eu não me mexi. Pelo contrário, arqueei as costas, sentindo a parede fria contra as minhas costas, enquanto ele deslizava a mão pela minha cintura, os dedos quentes mesmo através do tecido da minha blusa.

Mariana — sussurrou, a boca tão perto que podia sentir o hálito quente no meu rosto. — Você sabe que eu quero você desde o primeiro dia.

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Não tive tempo de responder. Os lábios dele encontraram os meus em um beijo urgente, a língua invadindo minha boca com uma fome que me deixou sem fôlego. As mãos dele desceram, explorando cada curva, até que encontraram a saia do meu vestido. Com um movimento rápido, ele a subiu, os dedos roçando a pele das minhas coxas, até chegarem à borda da minha calcinha.

Você está molhada — murmurou, a voz rouca, enquanto deslizava a calcinha para o lado.

Senti o ar frio do elevador beijar minha pele quente, mas não havia tempo para vergonha. Os dedos dele encontraram meu sexo, e quando ele enfiou dois dentro de mim, soltei um gemido, as unhas cravando nos ombros dele. Lucas não parou. Movia os dedos com uma precisão que me deixava louca, enquanto a outra mão apertava meu seio, o polegar roçando o mamilo através do tecido do sutiã.

Assim, Lucas... não para — implorei, sentindo o prazer crescer dentro de mim como uma onda.

Ele obedeceu, intensificando os movimentos, até que não aguentasse mais. Gozar foi como uma explosão, o corpo tremendo, os gemidos abafados pelo beijo dele, enquanto os dedos continuavam dentro de mim, prolongando cada segundo daquilo.

Quando o elevador finalmente se moveu, estávamos ofegantes, os corpos colados, como se não quiséssemos que aquele momento terminasse. Lucas ajustou minha saia, mas o sorriso malicioso no rosto dele dizia tudo: aquilo não seria a última vez.

Acho que vou começar a gostar de trabalhar até tarde — disse, enquanto as portas se abriam.

E eu soube que ele não estava brincando.

Conto erótico enviado por C. Almeida, 32, São Paulo.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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