
Conto erótico: O cheiro que me levou ao limite

A tarde estava quente e comum. Lucas tinha acabado de chegar do treino e eu, Rafael, terminava de organizar uns papéis na sala do apartamento que dividíamos há meses. Éramos amigos, confidentes, nada além disso. O ar condicionado zumbia baixo enquanto ele deixava a mochila cair no chão com um suspiro cansado.
— Dia pesado hoje, comentou ele, passando a mão pelo cabelo úmido.
Ele não foi direto para o banho. Sentou-se no sofá ao meu lado, ainda com a camiseta colada ao corpo. O cheiro chegou devagar. Um aroma masculino, quente, misturado a suor limpo e ao gel de banho que ele sempre usava. Algo sutil no começo. Apenas o bastante para eu notar.
Fiquei concentrado no celular, mas meus olhos escaparam. Lucas esticou as pernas, o joelho roçando de leve o meu. Toque acidental. Nenhum dos dois se moveu.
— Você sempre treina até o limite, né? Perguntei, tentando manter a voz casual.
Ele sorriu de lado, aquele meio sorriso preguiçoso.
— Alguém tem que mostrar que aguenta. E você? Fica aí quieto, mas eu sei que sente o peso do dia também.
As palavras tinham um duplo sentido leve, quase imperceptível. O cheiro dele preenchia o espaço pequeno entre nós. Doce e forte ao mesmo tempo. Algo primal que mexia com minha respiração. Eu me aproximei um pouco mais para pegar o controle da TV na mesinha ao lado dele. Nossos ombros se tocaram. A proximidade cresceu naturalmente.
Lucas não recuou. Em vez disso, virou o rosto na minha direção. Nossos olhares se encontraram. Segundos longos. Seus olhos escuros pareciam mais escuros agora, atentos. O aroma se intensificava com o calor do corpo dele. Eu inspirava devagar, quase contra a vontade, e sentia um calor subir pela nuca.
— Está quente aqui, murmurou ele. Ou sou só eu?
Frase simples. Duplo sentido claro dessa vez. Meu corpo reagiu antes da mente. Um desejo lento, que se espalhava como o cheiro no ar. Eu respondi com outra pergunta:
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Ele sustentou o olhar. A troca silenciosa durou mais que o normal. Lucas se inclinou levemente para frente, fingindo ajustar a postura, mas o movimento trouxe seu peito mais perto do meu braço. Outro toque. Não tão acidental agora. A tensão se construía em camadas, lenta, deliciosa.
O cheiro dele me envolvia. Suor fresco, pele quente, um toque de madeira do perfume que restava. Eu nunca tinha reparado tanto. Ou talvez sempre tivesse reparado e ignorado. Agora era impossível ignorar.
— Você cheira a esforço, falei baixo, as palavras saindo quase sem filtro.
Lucas riu baixo, mas sua respiração mudou. Mais profunda. Ele virou o corpo na minha direção. Nossas coxas se pressionaram. Proximidade crescente. O controle, que antes parecia dele por ser o mais descontraído, começou a escapar. Eu segurei seu olhar e não desviei.
— E você gosta? Perguntou ele, voz rouca.
Não respondi com palavras. Minha mão subiu devagar e pousou no ombro dele. Toque intencional. Senti a pele quente sob a camiseta fina. Ele estremeceu de leve. A mudança de controle aconteceu ali. Eu puxei suavemente, trazendo-o mais perto. Lucas cedeu, olhos semicerrados.
Nossos rostos estavam a poucos centímetros. O cheiro dele me dominava agora, me levava ao limite. Inspirei fundo contra seu pescoço. Ele soltou um suspiro longo. Mãos encontraram costas, cintura. O desejo acumulado explodiu devagar, intenso.
Beijos começaram no pescoço, onde o aroma era mais forte. Lábios desceram pelo peito, sentindo cada respiração acelerada. Corpos se entrelaçaram no sofá, mãos explorando com urgência contida. O cheiro dele misturado ao meu suor, o calor, os gemidos baixos. Tudo se intensificou até o ponto em que não havia mais volta.
Lucas sussurrou meu nome contra minha boca, corpo tremendo sob o meu. O limite tinha sido ultrapassado. E nenhum de nós queria voltar.
Conto erótico enviado por Rafael Mendes
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Conto erótico: Fodendo no monte Roraima e o orgasmo que tocou as nuvensConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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