
Conto erótico: A praça do prazer

O sol da tarde incendiava a praça central de Campo Grande quando a vi pela primeira vez. Ela estava sentada no banco de madeira, pernas cruzadas, um livro aberto no colo que ela não lia. Seus olhos passeavam pelo movimento das pessoas, mas quando encontraram os meus, algo mudou. Foi como se o ar tivesse ficado mais denso, mais quente, mais pesado de possibilidades.
Eu não planejava aquilo. Tinha ido à praça apenas para escapar do aperto do escritório, para sentir o vento no rosto e observar a vida comum. Mas ela não era comum. Seus cabelos castanhos caíam em ondas sobre os ombros, e o vestido claro que usava parecia ter sido feito para acariciar cada curva do seu corpo. Quando ela se levantou e começou a andar em minha direção, meu coração acelerou de um jeito que eu não sentia há anos.
— Você sempre encara as pessoas assim? — sua voz era um misto de desafio e curiosidade.
— Só quando valem a pena ser encaradas.
Ela sorriu, e aquele sorriso continha promessas que eu mal conseguia processar. Sentou-se ao meu lado sem pedir permissão, e o perfume que emanava de sua pele era doce como flor de laranjeira, mas com um fundo mais profundo, mais sensual, que me fez fechar os olhos por um instante.
— Me chamo Clara — disse ela, estendendo a mão.
Toquei seus dedos e senti uma corrente elétrica percorrer meu braço. A praça ao redor pareceu desaparecer. Os passos das pessoas, o barulho dos carros, as crianças correndo perto do chafariz, tudo se tornou ruído distante. Só existíamos nós dois, naquele banco, com a temperatura subindo entre nossos corpos.
— O que você está lendo? — perguntei, apontando para o livro que ela havia deixado cair no banco.
Ela riu, uma risada baixa e cúmplice.
— Nada que preste mais atenção do que você.
Suas pernas se aproximaram das minhas. Apenas um toque leve, a lateral da sua coxa roçando a minha, mas foi suficiente para que eu sentisse o calor emanando dela. A praça estava cheia, mas não importava. O desejo não pede licença, não espera o momento certo. Ele simplesmente acontece, como a correnteza de um rio que encontra o mar.
— Sabe — ela disse, inclinando o corpo para mais perto de mim —, eu venho aqui todos os dias. Sempre no mesmo horário. E sempre espero por algo diferente.
— E o que você espera?
Ela mordeu o lábio inferior, um gesto tão natural quanto provocador.
— Alguém que me faça esquecer que estou aqui.
Suas palavras ecoaram dentro de mim como um convite que eu não podia recusar. Estendi a mão e toquei seu rosto, deslizando os dedos pela sua mandíbula, sentindo a maciez da sua pele. Ela não recuou. Pelo contrário, seus olhos se fecharam e sua boca se entreabriu, como se aquela carícia fosse exatamente o que ela esperava.
A praça continuava pulsando ao nosso redor, mas estávamos em uma bolha, um universo particular onde só nós dois existíamos. Clara pegou minha mão e a levou até seus lábios, beijando a palma da minha mão lentamente, com a língua traçando um caminho quente e úmido que fez meu corpo inteiro responder.
— Vamos passear? — ela sussurrou, seus olhos agora escuros de desejo.
Conto erótico: No avião com meu maridoCaminhamos sem pressa, nossos corpos se tocando em cada passo. Ela me guiou por um caminho de pedras que contornava a praça, até um canto mais afastado, onde as árvores criavam uma sombra densa e a distância dos outros frequentadores nos dava uma sensação de privacidade. Ali, ela parou e me encarou.
— Não quero esperar — disse ela, sua voz firme mas cheia de ternura. — Não quero jogos.
Eu a puxei para perto, sentindo seu corpo contra o meu, a curva dos seus seios pressionando meu peito. Minha mão deslizou por suas costas, encontrando a pele quente e nua sob o vestido. Ela arqueou as costas, oferecendo-se, e eu aceitei o presente que ela me dava.
Beijei seu pescoço, sentindo seu pulso acelerado sob meus lábios. Ela gemeu baixinho, um som que parecia vir do fundo da sua alma, e suas mãos se enfiaram no meu cabelo, puxando-me para mais perto. O vestido dela subiu um pouco quando eu a apertei contra mim, e senti a umidade entre suas pernas contra minha coxa.
— Você me faz perder o controle — sussurrei contra sua pele.
— É exatamente o que eu quero.
Suas mãos encontraram minha cintura, e então deslizaram para baixo, tateando o volume que crescia sob minha calça. Ela riu novamente, um som cheio de malícia, enquanto seus dedos traçavam o contorno da minha ereção.
— Parece que você também quer — provocou.
— Mais do que você imagina.
Nos beijamos ali, escondidos pela sombra das árvores, enquanto a praça continuava sua vida normal ao redor. Eu a levantei, sentando-a em um muro baixo que ficava atrás das árvores, e me coloquei entre suas pernas abertas. Seu vestido subiu até suas coxas, revelando a pele branca e macia, e eu a beijei ali, nos joelhos, subindo lentamente.
Clara segurou meu cabelo com força, puxando-me para cima.
— Não pare — pediu, com a voz rouca.
Eu não parei. Continuei subindo com beijos, lambidas, mordiscadas suaves, sentindo o tremor que percorria seu corpo a cada toque. Quando minha boca encontrou o centro do seu desejo, ela arqueou as costas e deixou escapar um gemido que ecoou pela praça. Não importava. Nada importava além daquele momento.
A noite caía sobre a praça quando finalmente nos separamos, ainda ofegantes. Clara ajustou seu vestido, seus olhos brilhando na luz dos postes que se acendiam.
— Amanhã, no mesmo lugar — disse ela, beijando-me mais uma vez. — Se você quiser continuar.
Ela se afastou, andando lentamente em direção à saída da praça, deixando para trás o cheiro do seu perfume e a promessa de amanhã. Fiquei ali, olhando-a desaparecer entre as pessoas, sentindo o peso do desejo ainda pulsando em mim.
A praça do prazer, pensei, enquanto me virava para ir embora. E amanhã ela estaria ali novamente, esperando por mim. E eu estaria lá para corresponder.
Conto erótico enviado por Fernando Alves
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Conto erótico: Noite de prazer virtualConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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