Conto erótico: Historias gays com twists que ninguém vê chegar

Conto erótico: Historias gays com twists que ninguém vê chegar

A chuva caía suave sobre o calçadão de Copacabana, criando um véu prateado que embaçava as luzes da cidade. Eu, Daniel, caminhava sem pressa, o casaco colado ao corpo por causa da umidade, mas o calor do Rio ainda insistia em me fazer suar. Não era uma noite qualquer. Havia algo no ar, uma eletricidade que não conseguia ignorar, como se a cidade inteira respirasse mais devagar, à espera de algo.

Eu não costumava frequentar bares, mas naquela noite, algo me puxou para dentro do Bar do Bruno, um lugar discreto, com luzes ambares e um cheiro de café misturado a cerveja. O ambiente era íntimo, quase clandestino, e eu me senti imediamente à vontade. Sentado no balcão, pedi um whisky puro, observando os reflexos do líquido âmbar no copo enquanto o barman deslizava o dedo pela borda, como se testasse a temperatura.

Foi então que o vi.

Ele estava em um canto, sozinho, com um livro nas mãos. Não era um homem comum: a pele morena, os cabelos pretos levemente ondulados, e uma tatuagem que despontava do colarinho da camisa, como um segredo à espera para ser revelado. Seus lábios, carnudos, se moviam levemente, como se ele estivesse lendo em voz alta só para si mesmo. Havia algo de hipnótico naquilo.

Você sempre lê assim, como se fosse um ritual?

A pergunta escapou antes que eu pudesse pensar. Ele levantou os olhos, surpreso, mas não irritado. Um sorriso lento se formou em seu rosto, como se ele já soubesse algo que eu ainda não tinha descoberto.

— Depende do livro, e de quem pergunta — ele respondeu, fechando o volume com um gesto elegante. — Esse aqui é especial.

Aproximei-me, sem pressa, como se o chão entre nós fosse feito de mel. O cheiro dele era uma mistura de colônia cítrica e algo mais primal, algo que me fez apertar os dedos em volta do copo.

E qual é o segredo?

Ele não respondeu de imediato. Em vez disso, estendeu a mão, e eu a aceitei. O toque foi como um choque: quente, firme, e ao mesmo tempo suave. Seus dedos traçaram uma linha invisível na minha palma, e eu senti um arrepio subir pela minha espinha.

O segredo é que eu não gosto de ler sozinho — ele murmurou, puxando-me para mais perto. — E você, Daniel, parece o tipo de homem que sabe apreciar uma boa história.

Meu nome nos lábios dele soou como uma promessa. Eu não tinha me apresentado. Não tinha como ele saber.

Como você sabe meu nome?

Ele sorriu, e seus olhos brilharam com um misto de malícia e diversão.

Porque eu estive te observando desde que você entrou. E você, meu caro, é impossível de ignorar.

A tensão entre nós era palpável, como uma corda esticada ao máximo, prestes a arrebentar. Eu não era de me render a desconhecidos, mas havia algo nele, uma confiança que me fazia querer quebrar todas as minhas próprias regras.

E se eu disser que não gosto de ser observado?

Ele se inclinou, tão perto que eu podia sentir o calor de seu hálito contra o meu ouvido.

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Então eu direi que você está mentindo.

E, antes que eu pudesse reagir, seus lábios estavam nos meus. Não foi um beijo suave, nem tímido. Foi um beijo de posse, de fome, como se ele estivesse esperando por aquele momento há anos. Minhas mãos, como se tivessem vontade própria, subiram até seus cabelos, puxando-o ainda mais para perto. Ele gemia baixo, um som que vibrou direto no meu estômago.

Vamos embora daqui — ele sussurrou, os lábios ainda roçando os meus. — Antes que eu perca a paciência.

Não precisei de mais convite. Saímos do bar como se fôssemos dois ladrões fugindo de um crime. A chuva tinha diminuído, mas o ar ainda estava carregado. Ele me levou até um prédio antigo, com um elevador que rangeu como um gemido de prazer. O apartamento era escuro, iluminado apenas por velas que ele acendeu com um isqueiro de prata.

Você morava aqui? — perguntei, olhando ao redor. As paredes eram cobertas por quadros abstratos, e o sofá de couro preta brilhava sob a luz trêmula.

Não. Mas o dono me deve um favor — ele respondeu, tirando a camisa com um movimento fluido. A tatuagem em seu ombro era um dragão, as escamas brilhando como se estivessem vivas. — E hoje, ele é nosso.

Eu não consegui evitar. Minhas mãos foram até seu peito, sentindo a pele quente, os músculos tensos. Ele fechou os olhos por um segundo, como se estivesse saboreando o toque, antes de me empurrar suavemente contra a parede. Seus dedos desceram até a minha cintura, e eu senti o frio do metal da fivela do meu cinto sendo aberta.

Você é ainda mais lindo do que eu imaginava — ele murmurou, enquanto seus lábios traçavam um caminho de beijos pelo meu pescoço. — E eu imaginei muito.

As roupas caíram no chão como cascas desnecessárias. Não havia pressa, mas também não havia hesitação. Cada toque, cada carícia, era deliberado, como se ele quisesse memorizar cada centímetro do meu corpo. Quando suas mãos me agarraram com firmeza, eu soube que não haveria volta.

E foi então que o twist veio.

Enquanto ele me guiava até o sofá, seus dedos brincando com a minha pele de uma forma que me fazia tremer, eu notei algo. Uma foto em cima da mesa de centro. Era ele, mas não sozinho. Estava abraçado a outro homem, um homem que eu reconhecia muito bem.

Era eu.

O que é isso? — perguntei, a voz trêmula, não de medo, mas de uma excitação que beirava o desespero.

Ele sorriu, e seus olhos brilharam com um conhecimento que me gelou o sangue.

Isso, Daniel, é o futuro. Ou melhor, o passado. Depende de como você olha.

Eu não tive tempo de processar. Suas mãos me puxaram de volta, e seus lábios encontraram os meus novamente, como se não houvesse amanhã, como se aquele momento fosse tudo o que importava. E, de alguma forma, eu soube que ele estava certo. Porque, naquele instante, nada mais importava.

O resto da noite foi um turbilhão de pele, suspiros e gemidos. Cada movimento era uma descoberta, cada toque uma revelação. E quando finalmente caímos exaustos no sofá, suados e satisfeitos, eu soube que aquela não seria a última vez.

Porque, afinal, o destino tem uma forma engraçada de nos surpreender.

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Conto erótico enviado por Rafael Oliveira

Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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