Conto erótico: A noite dos sentidos

Conto erótico: A noite dos sentidos

A chuva batia suavemente contra as janelas do apartamento enquanto Laura arrumava os livros na estante. Era sexta-feira, e seu colega Marcos acabara de chegar para o estudo em grupo que haviam planejado há semanas.

"Desculpe o atraso", disse ele, sacudindo o guarda-chuva na porta. "O trânsito estava infernal."

"Sem problemas. Apenas eu e os livros até agora", respondeu Laura sem se virar, sentindo o cheiro de chuva que ele trouxera consito.

Marcos aproximou-se da estante, seus dedos roçando levemente os de Laura quando ambos alcançaram o mesmo livro. O toque foi breve, quase imperceptível, mas enviou uma corrente elétrica pelo braço de Laura.

"Ah, desculpe", murmurou Marcos, mas seus olhos permaneceram nos dela por um segundo a mais que o normal.

Laura sentiu um calor subindo pelo pescoço. "Não se preocupe", disse ela, recuperando o livro. "Este é o que precisamos para começar."

Sentaram-se à mesa de jantar, os livros abertos entre eles. À medida que discutiam os conceitos, Laura percebeu como a voz de Marcos soava diferente naquele ambiente íntimo, mais grave, mais próxima. Ela se pegou olhando para suas mãos enquanto ele explicava um ponto difícil, imaginando como seriam aqueles dedos em sua pele.

"Entendeu?", perguntou ele, interrompendo seus pensamentos.

Laura assentiu, embora não tivesse ouvido nada. "Sim, continue."

A noite avançava e a chuva continuava lá fora, criando uma atmosfera aconchegante no apartamento. Marcos tirou o casaco, revelando uma camisa justa que destacava seus ombros largos. Laura sentiu a boca secar.

"Quer um vinho?", ofereceu ela, precisando de um momento para se recompor.

"Adoraria", respondeu Marcos, seus olhos seguindo-a até a cozinha.

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Quando Laura retornou com duas taças, seus dedos se tocaram novamente na entrega. Desta vez, nenhum deles se apressou em se afastar. O silêncio se estendeu, carregado de uma tensão que antes não existia.

"Acho que já estudamos o suficiente por hoje", disse Marcos, sua voz mais baixa do que antes. "Não acha?"

Laura apenas assentiu, incapaz de formar palavras enquanto ele se aproximava lentamente. O aroma de seu perfume misturado com o cheiro da chuva encheu seus sentidos.

"Você sabe", começou ele, seus olhos fixos nos lábios dela, "que eu notei como você me olha durante as reuniões de equipe?"

O coração de Laura batia forte. "Não sei do que está falando."

Marcos sorriu, um sorriso lento e conhecedor. "Acho que sabe sim." Ele levantou a mão, traçando a linha da mandíbula dela com o polegar. "E eu também olho."

Laura fechou os olhos por um instante, entregando-se à sensação. Quando os abriu novamente, Marcos estava mais perto, seu rosto a centímetros do dela. O mundo exterior desapareceu, restando apenas a chuva, o calor de seu corpo e o desejo pulsante entre eles.

"Podemos parar por aqui se quiser", sussurrou ele, dando a ela uma saída.

Em resposta, Laura inclinou-se e fechou a distância entre eles. O primeiro beijo foi suave, explorador, mas rapidamente se intensificou. As mãos de Marcos encontraram sua cintura, puxando-a mais para perto, enquanto os dedos de Laura se entrelaçavam em seu cabelo.

A tensão que vinha se construindo durante horas finalmente explodiu em um desejo incontrolável. Roupas foram descartadas, pele encontrou pele, e o apartamento encheu-se de suspiros e sussurros. A chuva lá fora continuava sua melodia rítmica, uma trilha sonora perfeita para a sinfonia de sensações que se desenrolava.

Marcos levantou Laura em seus braços, carregando-a até o sofá, onde a escuridão da noite os envolveu completamente. Nesse momento, não havia mais estudos, nem regras, nem amanhã. Havia apenas o agora, a entrega total aos sentidos, e a promessa de uma noite que jamais esqueceriam.

Conto erótico enviado por Sofia Mendes

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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