
Conto erótico: Contos gays que aconteceram de verdade

A biblioteca da universidade estava quase vazia naquela tarde de sexta-feira. Apenas alguns estudantes dispersos entre as estantes de carvalho escuro, absorvidos em seus próprios mundos acadêmicos. Lucas sentia o cheiro característico de papel velho e cera que impregnava o ar enquanto organizava os livros devolvidos na seção de filosofia.
Era seu terceiro ano trabalhando como assistente na biblioteca, um emprego tranquilo que lhe dava acesso gratuito a todos os livros que desejasse. Gostava da ordem das prateleiras, do silêncio quase religioso do lugar, da forma como a luz da tarde entrava pelas altas janelas vitradas.
Foi quando estava alcançando um volume de Foucault na prateleira mais alta que percebeu a presença. Um homem parado no final do corredor, observando as estantes com uma intensidade que parecia ir além da simples busca por um livro. Lucas reconheceu-o imediatamente - era Professor Mendes, da faculdade de literatura, conhecido por suas aulas cativantes e seu olhar penetrante que parecia enxergar através das pessoas.
"Precisa de ajuda, Professor?" perguntou Lucas, tentando manter sua voz casual enquanto descia da pequena escada.
Mendes aproximou-se lentamente, seus passos amortecidos pelo carpete grosso. "Estou procurando por algo específico, mas não sei exatamente o quê." Sua voz era mais grave do que Lucas imaginava, com um timbre que vibrava no ar denso da biblioteca.
"Posso tentar ajudar," respondeu Lucas, sentindo um calor incomum subir pelo pescoço. "Qual o tema?"
O professor sorriu, um movimento quase imperceptível dos cantos da boca. "Algo sobre... conexões inesperadas. Encontros que transformam."
Lucas engoliu em seco, sentindo o olhar do professor percorrer seu rosto, demorando-se um instante a mais nos lábios. "Acho que temos alguns títulos interessantes nessa área."
Enquanto caminhavam pelas estantes, Lucas sentia a proximidade do homem mais velho, o calor de seu corpo, o perfume sutil de couro e tabaco. Seus dedos tocaram acidentalmente ao alcançar o mesmo livro, e Lucas sentiu uma eletricidade percorrer seu braço.
"Desculpe," murmurou, recuando ligeiramente.
"Não se desculpe," disse Mendes, seus olhos encontrando os de Lucas. "Alguns contatos são... inevitáveis."
O coração de Lucas batia mais rápido agora. Pararam na seção de poesia, onde a luz era mais fraca, mais íntima. Mendes retirou um livro de Neruda das prateleiras, seus dedos percorrendo a lombada com uma delicadeza que fez Lucas prender a respiração.
"A poesia sabe capturar esses momentos," disse o professor, abrando o livro em uma página marcada. "Esses espaços entre as palavras onde o desejo mora."
Lucas sentiu-se exposto, como se o homem estivesse lendo seus pensamentos mais secretos. "Eu... eu nunca pensei nisso assim."
Mendes fechou o livro, mas não o devolveu à prateleira. Em vez disso, aproximou-se mais, seu ombro quase tocando o de Lucas. "Você acredita em destino, Lucas?"
A pergunta pegou Lucas de surpresa. "Não sei. Acho que as pessoas fazem suas próprias escolhas."
"E se algumas escolhas já estivessem escritas antes mesmo de as reconhecermos como tais?"
A biblioteca parecia ter esvaziado completamente agora. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo som de suas respirações. Lucas percebeu que Mendes estava mais perto, seu rosto a apenas centímetros do seu.
Conto erótico: No ritmo da dança"Professor..." começou Lucas, mas não soube como terminar a frase.
"Chame-me de Rafael," sussurrou o homem, sua mão subindo lentamente para tocar o braço de Lucas. "Fora daqui."
O toque era leve, quase uma questão, mas Lucas sentiu-o como uma descarga elétrica. Fechou os olhos por um instante, sentindo o cheiro do professor envolvê-lo, a presença masculina que o fazia sentir-se simultaneamente vulnerável e poderoso.
"Rafael," repetiu Lucas, testando o nome em seus lábios.
Quando abriu os olhos, Rafael estava ainda mais perto, sua outra mão subindo para tocar o rosto de Lucas. "Você tem ideia de há quanto tempo te observando aqui, nesta biblioteca?"
Lucas balançou a cabeça, incapaz de formar palavras.
"Todos os dias," continuou Rafael, seu polegar roçando o lábio inferior de Lucas. "Vendo você organizar esses livros, sua concentração, o jeito como seus dedos percorrem as lombadas..."
A mão de Lucas subiu instintivamente para cobrir a de Rafael em seu rosto. "Eu também... eu te vi."
Rafael sorriu genuinamente agora, um sorriso que transformou seu rosto. "Então não foi só imaginação minha."
Os dedos de Rafael deslizaram para a nuca de Lucas, puxando-o gentilmente para mais perto. "A biblioteca fecha em vinte minutos," sussurrou contra os lábios de Lucas. "Mas meu escritório fica aberto até mais tarde."
Lucas sentiu o último resquício de resistência desaparecer. "E o que aconteceria no seu escritório?"
"Continuaríamos esta conversa," respondeu Rafael, seus lábios quase tocando os de Lucas. "Sobre conexões inesperadas e encontros que transformam."
O primeiro beijo foi suave, explorador, cheio da tensão que vinha se construindo entre eles. Lucas sentiu-se derreter nos braços do homem mais velho, suas mãos subindo para se entrelaçar no cabelo de Rafael. Quando se separaram, ambos estavam ofegantes.
"Vamos," disse Rafael, pegando a mão de Lucas. "Tenho muito mais livros para te mostrar."
A caminho do escritório, no corredor vazio do departamento de literatura, Rafael pressionou Lucas contra a parede, seu corpo cobrindo o do rapaz mais novo. "Você tem alguma ideia do que está fazendo comigo?"
Lucas sorriu, sentindo uma nova coragem tomar conta dele. "Acho que sim. E o que você está fazendo comigo?"
Rafael riu baixo, seu rosto enterrado no pescoço de Lucas. "Mostrando-lhe que algumas histórias não devem ser apenas lidas, mas vividas."
A porta do escritório se fechou atrás deles, e Lucas soube que aquela tarde tranquila na biblioteca havia se transformado em algo muito mais profundo, uma conexão que transcendia as páginas dos livros e as convenções acadêmicas.
Conto erótico: No ritmo da dança
Conto erótico: Quando ele gozou no meu péConto erótico enviado por Alexandre Silva
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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