Conto erótico: A noite dos sentidos

Conto erótico: A noite dos sentidos

O bar estava quase vazio quando ele chegou. Eu, Carolina, já estava no meu segundo drink, observando o movimento lento da cidade pela janela. Não precisei olhar para saber que era ele — senti o cheiro do perfume, algo cítrico e masculino, antes mesmo que se sentasse ao meu lado.

Você sempre fica sozinha em lugares assim? — perguntou Leonardo, a voz grave, os dedos brincando com a borda do meu copo.

Às vezes gosto do silêncio — respondi, virando-me para encará-lo. Os olhos dele eram escuros, intensos, e o sorriso no canto da boca prometia coisas que meu corpo já ansiava.

Silêncio é superestimado — murmurou, aproximando-se. — Prefiro outros tipos de som.

O toque dos dedos dele no meu braço foi como uma faísca. Não resisti. Levantei-me, e ele seguiu meu ritmo, pagando a conta sem tirar os olhos de mim. O apartamento dele ficava a poucos quarteirões, mas cada passo até lá foi uma tortura. A mão dele na minha cintura, os dedos deslizando pela minha pele, a promessa do que viria.

Assim que a porta se fechou, Leonardo me empurrou contra a parede, a boca colada na minha, a língua invadindo sem cerimônia. As mãos dele encontraram o zíper do meu vestido, e em segundos, o tecido caiu no chão. Fiquei só de calcinha e sutiã, a respiração acelerada, enquanto ele me observava com um olhar faminto.

Perfeita — sussurrou, antes de se ajoelhar.

Os lábios dele encontraram meu pescoço, descendo devagar, até que senti a língua traçar círculos em torno do mamilo através da renda do sutiã. Um gemido escapou dos meus lábios, e ele não perdeu tempo: com um movimento rápido, o sutiã se juntou ao vestido no chão. Quando a boca quente envolveu meu seio, arqueei as costas, os dedos enterrados nos cabelos dele.

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Leonardo… — sussurrei, mas ele não parou.

As mãos dele exploraram cada curva, apertando, massageando, até que não aguentasse mais. Ele se levantou, os olhos fixos nos meus, enquanto desabotoava a camisa. O peito nu, marcado, pressionou-se contra o meu, e senti o calor da pele dele queimar a minha.

Deita na cama — ordenou, a voz rouca.

Obedeci, observando enquanto ele tirava o resto da roupa. Quando se ajoelhou entre as minhas pernas, senti o pênis duro roçar na minha coxa. Ele não me penetrou. Não ainda. Em vez disso, guiou a ponta entre os meus seios, deslizando devagar, enquanto eu o masturbava com as mãos.

Assim — disse, ofegante. — Não para.

Cada movimento era uma tortura deliciosa. Até que não aguentou mais. Com um gemido, gozou nos meus peitos, o jato quente escorrendo pela pele, marcando-me. Eu não me mexi. Só observei, ofegante, enquanto ele passava os dedos pelo sêmen, espalhando-o como se fosse um ritual.

Agora você é minha — rosnou, antes de se deitar ao meu lado, a mão ainda explorando meu corpo, como se não tivesse saciado o desejo.

E eu soube que aquela noite seria só o começo.

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Conto erótico enviado por M. Oliveira, 28, Belo Horizonte.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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