
Conto erótico: Orgia em SP com a executiva e o segredo da buceta urbana

O voo de Curitiba para São Paulo atrasou duas horas. Quando finalmente pisei no saguão da minha empresa na Faria Lima, já eram quase nove da noite e o escritório estava vazio. Todos os computadores desligados, as cadeiras recolhidas, o silêncio pesado como um cobertor. Todos, exceto ela.
Marina estava sentada na minha mesa, com as pernas cruzadas e um olhar que misturava cansaço e provocação. A camisa social branca estava aberta no primeiro botão a mais do que o permitido pelo código de vestimenta, e o cabelo escuro escapava do coque impecável. Ela segurava uma caneta entre os dedos e girava o objeto com uma lentidão que parecia coreografada.
"Você está atrasado", disse, sem tirar os olhos do relógio na parede.
"O aeroporto", respondi, largando a pasta sobre a mesa. "O que você ainda faz aqui? Seu turno terminou há quatro horas."
Ela se levantou devagar, e o movimento fez a saia lápis subir alguns centímetros. Marina sempre teve esse dom. Cada gesto parecia calculado para provocar, mas ao mesmo tempo tão natural que era impossível acusá-la de artificialidade.
"Esperei você", disse, e agora sua voz tinha um tom mais baixo. "Precisamos discutir o relatório do terceiro trimestre."
Ri baixinho. "A essa hora?"
"Sabe como é. Prazos."
Mas o sorriso que ela deu não tinha nada de profissional. Era molhado, cheio de promessas. E quando ela passou por mim em direção à sala de reuniões, seu ombro roçou o meu com uma pressão que durou mais do que o acaso permitiria.
A sala de vidro tinha vista para a avenida iluminada. Os carros passavam lá embaixo como pequenas gotas de luz, e o reflexo do letreiro do prédio ao lado dançava no rosto dela. Marina se sentou na ponta da mesa, com as pernas penduradas, e me olhou de baixo para cima.
"Feche a porta", pediu.
Minha mão encontrou a maçaneta e girou. O clique foi como um selo. Quando me virei, ela já tinha desabotoado o segundo botão da camisa, e a renda preta do sutiã aparecia como uma promessa.
"Você não quer discutir o relatório", eu disse, e minha voz soou mais rouca do que eu pretendia.
"Quero discutir outras coisas."
Ela esticou a mão e puxou a minha gravata. O gesto foi firme, o suficiente para me fazer inclinar para a frente, até que nossos rostos estivessem a centímetros de distância. O perfume dela era uma mistura de baunilha e algo cítrico, e quando ela falou, seu hálito quente roçou meus lábios.
"Passei o dia inteiro pensando em você. No seu jeito de falar. Na forma como você olha para mim durante as reuniões. Na sua boca."
Minha mão encontrou sua nuca, os cabelos macios escapando entre meus dedos. Puxei-a para perto, e o beijo foi feroz, com dentes e língua e a fome de quem adiou o inevitável por tempo demais. Ela gemeu contra minha boca, e as mãos dela foram para o meu peito, desabotoando minha camisa com uma pressa que fazia os botões saltarem.
A sala de vidro era um aquário, e qualquer pessoa do corredor poderia ver. Aquela transparência era parte da excitação. Cada carro que passava lá embaixo, cada luz que piscava, era uma testemunha silenciosa do que estávamos fazendo.
Conto erótico: O artefato do desejoEmpurrei-a suavemente, fazendo-a deitar sobre a mesa de vidro. Suas costas tocaram a superfície fria, e ela suspirou. A saia já estava subida na cintura, e a calcinha preta era uma fina tira de renda que não escondia nada. Abaixei-me sobre ela, e meus lábios encontraram o interior da sua coxa. A pele era quente, macia, e o cheiro do desejo dela era quase palpável.
"Por favor", ela sussurrou, e a palavra era mais um arranque do que um pedido.
Minha boca encontrou o centro do seu corpo, e o gosto era salgado e doce ao mesmo tempo. Ela arqueou as costas, e um gemido alto escapou. Sua mão enterrou-se nos meus cabelos, puxando com uma força que doía, e eu continuei, explorando cada dobra, cada ponto que a fazia tremer.
O som dos carros lá embaixo era uma trilha sonora distante. O ar condicionado soprava frio sobre nossa pele suada. Ela gemia meu nome, e a mesa de vidro embaçava com o calor dos nossos corpos.
Quando parei, ela estava ofegante, os olhos vidrados. Sentei-a na mesa, e ela desabotoou minha calça com mãos trêmulas. A visão dela, com a camisa aberta, os seios à mostra, a renda preta pressionando a pele, era um quadro que eu queria emoldurar.
Ela me puxou para perto, guiando-me para dentro dela. O calor e a umidade eram quase insuportáveis. Ela envolveu minhas pernas com as suas, cruzando os tornozelos nas minhas costas, e começou a se mover. O ritmo era lento, profundo, e cada estocada a fazia morder os lábios.
Na janela, nosso reflexo dançava. Eu via seus olhos fechados, a boca entreaberta, os dedos cravados nos meus ombros. Via minhas mãos apertando suas coxas, o movimento dos nossos quadris em perfeita sincronia.
"Você é tão linda assim", eu disse, e a verdade na minha voz a fez apertar os olhos.
"Mais rápido", ela pediu.
E eu obedeci.
O ritmo acelerou. A mesa rangeu sob o peso dos nossos corpos. O vidro da janela vibrava com a força dos movimentos. Ela gritou quando o clímax chegou, e a contração dos músculos ao meu redor foi o suficiente para me levar junto. O prazer veio em ondas quentes, e eu a segurei com força, sentindo cada espasmo, cada tremor.
Depois, ficamos ali, abraçados sobre a mesa de vidro, ofegantes. A cidade continuava brilhando lá embaixo, indiferente. Marina riu baixinho, um riso rouco e satisfeito.
"Acho que o relatório vai ter que esperar até amanhã", disse.
"Posso esperar", respondi, beijando sua testa.
Nós nos vestimos em silêncio, trocando olhares que valiam mais do que palavras. Quando saímos da sala, o corredor ainda estava vazio. Ela apertou minha mão antes de nos separarmos no elevador.
"Até amanhã, na reunião das dez", disse, com um sorriso que era só meu.
E o brilho nos olhos dela era a promessa de que aquela noite não seria a última.
Conto erótico enviado por Bruno Andrade, Porto Alegre - RS.
Conto erótico: O artefato do desejo
Conto erótico: Equitação do prazerConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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