Conto erótico: Dominado pelo prazer

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O ar úmido de Paraty colava a camisa no meu corpo enquanto eu caminhava pelas ruas de paralelepípedos. A cidade, com suas luzes amareladas e o cheiro de maresia, sempre me fez sentir vivo de uma forma que nenhum outro lugar conseguia. Mas naquela noite, era diferente. Havia uma energia no ar, uma promessa de algo que ainda não tinha nome.

Foi quando o vi. Encostado em uma parede, com os braços cruzados e um sorriso que parecia saber todos os meus segredos. Seu nome era Thiago, e eu já o tinha visto antes, sempre de relance, sempre com a sensação de que ele me observava com um interesse que ia além do casual. Aquela noite, no entanto, não haveria mais olhares furtivos.

— Você sempre caminha sozinho à noite? — sua voz era profunda, com um tom de brincadeira que me fez parar.

— Às vezes — respondi, sentindo o peso do seu olhar em mim. — Gosto de sentir a cidade.

Ele se afastou da parede, aproximando-se com uma confiança que me fez o estômago revirar. Seu perfume, uma mistura de madeiras e especiarias, invadiu meu espaço, e eu não me afastei. Pelo contrário, fiquei ali, imóvel, enquanto ele circundava meu corpo como um predador avaliando sua presa.

— Acho que você gosta de mais do que isso — ele murmurou, enquanto seus dedos roçavam levemente meu antebraço. O toque era sutil, mas suficiente para acender um fogo sob minha pele.

Eu não respondi. Não precisava. Meu silêncio era uma confissão, e ele sabia disso. Thiago sorriu, como se tivesse ouvido cada pensamento que passava pela minha cabeça. Sem pressa, ele levou a mão até meu rosto, seus dedos traçando a linha do meu maxilar.

— Você é lindo quando fica em silêncio — ele disse, antes de seus lábios tocarem os meus.

O beijo foi uma surpresa. Não pela falta de desejo, mas pela intensidade. Suas mãos seguraram meu rosto, controlando o ritmo, e eu me entreguei. Não havia mais dúvidas, mais hesitações. Apenas o calor de seus lábios, a pressa de sua língua, e a certeza de que aquela noite não terminaria ali.

— Vamos — ele sussurrou, puxando minha mão. — Tenho um lugar onde podemos nos perder.

O quartinho que ele me levou era simples, mas cheio de personalidade. Velas acesas espalhavam uma luz dourada pelas paredes, e o cheiro de incenso preenchia o ar. Era um refúgio, um lugar onde o mundo lá fora não existia. Thiago fechou a porta atrás de nós e, sem pressa, me empurrou contra a parede. Seu corpo pressionava o meu, e eu podia sentir cada músculo, cada curva, como se fossem feitos para se encaixar em mim.

— Você vai me deixar louco — ele murmurou, enquanto suas mãos desciam pelo meu corpo, desabotoando a camisa com uma habilidade que me fez tremer.

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Eu não disse nada. Apenas observei enquanto ele explorava meu peito, seus dedos traçando círculos ao redor dos meus mamilos, cada toque uma promessa de prazer. Quando ele se ajoelhou na minha frente, eu senti o ar faltar. Suas mãos desceram até a minha calça, e o som do zíper sendo aberto ecoou no silêncio do quarto.

— Thiago… — seu nome escapou dos meus lábios como um suspiro, uma prece.

Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, seus lábios envolveram meu sexo, quentes e úmidos, e eu não consegui segurar o gemido. Cada movimento de sua língua era uma tortura deliciosa, uma dança de prazer que me fazia tremer. Minhas mãos se enterraram em seus cabelos, guiando-o, enquanto meu corpo se arqueava em busca de mais.

— Você é incrível — eu murmurei, e ele sorriu, seus olhos brilhando de satisfação ao me ver tão vulnerável.

Sem pressa, ele se levantou, tirando a própria roupa. Seu corpo era uma obra de arte, cada músculo definido sob a luz das velas. Ele me puxou para a cama, e eu caí de costas, seus olhos nunca deixando os meus. Quando ele se posicionou sobre mim, eu senti o peso do seu corpo, a promessa do que estava por vir.

— Quero te sentir por completo — eu pedi, e ele não hesitou.

Com um movimento suave, ele entrou em mim, e o mundo ao meu redor desapareceu. Não havia mais nada, apenas a sensação de plenitude, de prazer puro, enquanto ele se movia dentro de mim com uma lentidão que me fazia louco. Cada investida era uma promessa, um convite para me perder completamente naquele momento.

O ritmo era hipnótico, uma dança de corpos que pareciam feitos um para o outro. As velas tremeluziam, lançando sombras dançantes nas paredes, e o ar estava pesado com o cheiro de sexo e suor. Eu podia sentir o prazer crescendo, uma onda que ameaçava me arrastar, e não me importava. Pelo contrário, eu queria me afogar nela.

— Mais… — supliquei, e Thiago obedeceu, aumentando a intensidade, cada movimento mais profundo, mais possessivo.

Nossos gemidos preenchiam o quarto, e eu podia sentir o orgasmo se aproximando, uma tensão que crescia a cada segundo. Quando finalmente me atingiu, foi como um raio, quente e intenso, e Thiago seguiu logo depois, seu corpo tremendo contra o meu, seus lábios capturando os meus em um beijo que selava algo mais do que o momento.

Ficamos ali, entrelaçados, enquanto a noite se estendia ao nosso redor. O silêncio era confortável, cheio de promessas não ditas. Sabia que aquela não seria a última vez. Sabia que, a partir daquela noite, eu estaria para sempre dominado pelo prazer que só ele poderia me dar.

Conto erótico enviado por Lucas

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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