
Conto erótico: No carro ele ganhou o melhor boquete

A chuva batia no vidro do carro com uma insistência que parecia querendo invadir o espaço entre nós. Claudio, ao volante, mantinha os olhos fixos na estrada, as mãos firmes, como se o destino fosse uma linha reta sem curvas ou surpresas. Ao meu lado, eu observava as gotas escorregando pela janela, cada uma carregando consigo um pedaço da tensão que crescia no ar.
O rádio estava desligado. O único som era o do limpador de para-brisa, arrastando-se de um lado para o outro, como se tentasse apagar algo que não existia.
— A estrada está escorregadia — ele comentou, a voz baixa, quase um sussurro. Não era uma observação qualquer. Havia algo mais ali, uma camada oculta que eu não conseguia decifrar. Ou não queria.
— A gente poderia parar — respondi, os dedos brincando com a alça da bolsa no colo. Um gesto sem intenção, mas que chamou sua atenção. Vi pelo canto do olho como seus dedos se contraíram levemente no volante.
— Não é seguro — ele disse, mas o tom não era de recusa. Era de hesitação. Como se a idéia o tivesse atingido de forma inesperada.
O carro reduziu a velocidade. Não por causa do tempo, mas por algo mais. Algo que não precisava de palavras. O espaço entre nós, antes preenchido pelo ar frio do ar-condicionado, agora parecia carregado de eletricidade. Um toque acidental: minha perna roçou a dele ao me mexer no banco. Ele não se afastou. Eu também não.
— Você está com frio? — perguntou, os olhos ainda na estrada, mas a pergunta era para mim. Para o que estava acontecendo ali, naquele exato momento.
— Um pouco — menti. O calor que sentia não vinha do clima. Vinha da forma como seu joelho, agora, encostava no meu. Um contato sutil, mas deliberado. O controle, que antes era todo dele, começava a oscilar. Eu não era mais apenas uma passageira. E ele não era mais apenas o motorista.
O carro parou em um trecho desertos da estrada, onde a luz dos faróis se perdia na neblina. O motor ainda roncava, mas era um som distante, irrelevante. Ele desligou o carro. O silêncio, de repente, foi ensurdecedor.
— A gente não precisa ir adiante agora — ele disse, finalmente me olhando. Seus olhos, escuros e profundos, pareciam querendo dizer algo que as palavras não conseguiam expressar.
— Não — concordei, a voz trêmula. — A gente não precisa.
Conto erótico: Clube de swingSua mão se moveu devagar, como se temesse que eu fosse desaparecer. Quando seus dedos roçaram meu queixo, foi como se o mundo inteiro tivesse parado. O toque era leve, mas queimava. Eu não me afastei. Em vez disso, inclinei a cabeça, apenas um pouco, o suficiente para que ele entendesse o convite.
— Você sabe o que está fazendo? — ele perguntou, mas a pergunta era retórica. Ambos sabíamos. Ambos queríamos.
— Não — respondi, honestamente. — Mas quero descobrir.
Seus lábios encontraram os meus com uma urgência que não existia antes. Não foi um beijo suave. Foi um beijo de quem já tinha esperado demais, de quem já tinha imaginado aquele momento mil vezes. Suas mãos, agora sem hesitação, deslizaram pelo meu pescoço, puxando-me para mais perto. O banco do carro, estreito, nos forçava a uma proximidade que não era mais acidental.
— Você é perigosa — ele murmurou contra meus lábios, mas não havia reprovação no tom. Havia admiração. Desejo.
— E você é teimoso — retorqui, as mãos explorando seu peito, sentindo o coração batendo forte sob a camisa. — Poderia ter parado antes.
— Não era a hora — ele disse, a voz rouca. — Agora é.
O espaço entre nós desapareceu. Cada respiração, cada suspiro, era compartilhado. Suas mãos desceram, traçando um caminho de fogo pela minha pele, enquanto as minhas se perdiam em seus cabelos. O carro, antes um simples meio de transporte, tinha se tornado o palco de algo que não podíamos mais negar.
E quando seus lábios desceram pelo meu pescoço, sentindo o arrepio que eu não conseguia controlar, soube que não haveria volta. Não naquela noite. Não com aquele desejo.
O melhor, no entanto, não foi o que aconteceu. Foi a forma como tudo começou: com um silêncio, um olhar, um toque. E a certeza de que, às vezes, a tensão é muito mais intensa do que a própria realização.
Conto erótico enviado por Helena Vasques
Conto erótico: Clube de swing
Conto erótico: Apaixonado por um brutamontesConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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