
Conto erótico: Verão de fogo

O suor escorria entre os seios, colando a camisa fina ao corpo. Não era o calor do meio-dia que a incomodava — era o modo como ele a observava. Do outro lado da mesa de madeira gastpela pelo sol, os dedos longos brincavam com o copo de caipirinha, mas os olhos, ah, os olhos não se desgrudavam dela. Um olhar tão prolongado que a fazia sentir a pele queimar, como se o sol de janeiro tivesse encontrado um novo alvo.
— Você não vai tomar mais um? — a voz dele era baixa, áspera, como areia arrastada pela maré.
Ela não respondeu. Não conseguia. As palavras haviam se dissolvido na garganta, substituídas por um calor espesso que descia até o ventre. O toque acidental aconteceu quando ele esticou o braço para pegar a garrafa de cachaça. Os dedos roçaram no pulso dela, e o mundo parou. Não foi um choque, não foi um susto — foi uma corrente elétrica que subiu pelo braço, acendeu algo adormecido, e de repente o ar ficou denso, carregado de uma intenção que ninguém ousava nomear.
O silêncio que se seguiu não era vazio. Era cheio de coisas não ditas, de promessas que os lábios ainda não tinham coragem de fazer. Ela lembrava do primeiro dia em que o vira, há uma semana, quando ele chegara à praia com uma toalha debaixo do braço e um sorriso que não prometia nada de inocente. Na época, ela achara que era apenas mais um turista em busca de sol e sal. Agora, sabendo o que sabia, percebia que tinha sido um erro subestimá-lo.
— Você está queimando — ele murmurou, e o duplo sentido não passava despercebido.
O corpo dela reagiu antes que a mente pudesse protestar. Um arrepio percorreu a coluna, mesmo com o calor. Era como se ele soubesse, como se lesse cada pensamente conflituoso que passava pela cabeça dela: Devo ir embora. Devo ficar. Devo deixá-lo me tocar.
Conto erótico: Troca de casais uma noite de desejo e cumplicidadeA mesa entre eles parecia uma barreira ridícula. Ele se inclinou para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, e o cheiro de sal e sol invadiu o espaço dela. Não era mais um convite. Era um desafio. E, pela primeira vez, ela sentiu que o controle da situação, que até então achava que era seu, começava a escorregar como areia entre os dedos.
— O que você quer? — ela perguntou, e a própria voz soou estranha, como se pertencesse a outra pessoa.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, esticou a mão e, com a ponta dos dedos, traçou uma linha invisível do pulso dela até o cotovelo. O toque era leve, quase imperceptível, mas bastou para que o fôlego dela ficasse preso na garganta. Não era um carinho. Era uma reivindicação.
O sol começava a se pôr, tingindo o céu de tons de laranja e rosa, como se o próprio dia estivesse se rendendo à intensidade daquele momento. Ela fechou os olhos, não para escapar, mas para sentir melhor: o cheiro do mar, o calor da pele dele tão perto, a tensão que crescia a cada segundo de silêncio.
Quando finalmente ousou olhá-lo nos olhos, não havia mais dúvida. Não havia mais medo. Havia apenas o fogo, o mesmo que queimava no ar, que queimava neles, e a certeza de que, naquela noite, o verão não seria a única coisa quente.
Conto erótico enviado por Larissa Varga
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Conto erótico: O primeiro footjob que mudou tudoConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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