
Conto erótico: Solteira e livre

A tarde caía sobre a livraria como um suspiro. Clara, com seus óculos de aro fino e o cabelo preso em um coque desleixado, organizava as prateleiras com uma calma que só quem ama livros entende. O cheiro de papel velho e café fresco preenchia o ar, e o som das páginas virando era a trilha sonora daquele refúgio. Era um dia como outro qualquer, até que ele entrou.
Daniel não era um cliente comum. Alto, com uma postura que sugeria confiança sem arrogância, ele carregava um casaco de couro que parecia ter sido moldado para seu corpo. Seus passos eram lentos, como se quisesse absorver cada detalhe do ambiente. Clara notou, mas não deu importância. Até que seus olhares se encontraram.
— Procurando algo em especial? — ela perguntou, a voz suave, mas firme.
— Talvez — ele respondeu, os lábios se curvando em um sorriso que não era nem debochado, nem tímido. — Algo que eu ainda não sei o nome.
Clara sentiu um arrepio leve, mas o ignorou. Mostrou-lhe as seções, explicou os gêneros, e a cada passo que davam juntos, seus braços roçavam sem intenção. Ou será que havia intenção? Ela não tinha certeza. Mas o calor que subia por seu braço cada vez que isso acontecia era inegável.
— Você parece saber muito sobre livros — ele comentou, enquanto seus dedos escorregavam levemente pelo lombo de um romance clássico, quase tocando os dela.
— Gosto de pensar que sim — ela respondeu, sem recuar. — Mas sempre há mais para aprender.
O jogo de olhares começou ali. Ele a observava quando achava que ela não percebia. Ela, por sua vez, sentia o peso daquele olhar como uma carícia. A cada minuto, a distância entre eles parecia diminuir, não no espaço, mas em algo mais intangível, mais perigoso.
Conto erótico: Seduzida pelo motorista mais lindo do mundo— E se eu dissesse que não estou aqui pelos livros? — ele murmurou, tão baixo que ela quase não ouviu.
Clara parou. O ar entre eles ficou denso, carregado de uma pergunta não dita. Ela não respondeu. Não precisava. Seus olhos, agora fixos nos dele, já diziam tudo.
Ele deu um passo à frente. Ela não recuou.
— O que você está procurando, então? — ela perguntou, a voz agora um sussurro.
Daniel não respondeu com palavras. Em vez disso, sua mão se ergueu, hesitante, até que seus dedos roçaram o pulso dela. Um toque leve, quase imperceptível, mas suficiente para queimá-la por dentro.
— Acho que já encontrei — ele disse, finalmente.
E ali, entre as prateleiras cheias de histórias, eles entenderam que algumas páginas não precisavam ser viradas para que a história fosse escrita.
Conto erótico enviado por Helena Vilela
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Conto erótico: Paixão gay com reviravoltas insanasConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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