
Conto erótico: Chubby girls e o toque que acende o desejo

Hoje o ar estava denso, como se o mundo inteiro tivesse pausado para reter a respiração. Eu a vi do outro lado da sala, e algo em mim se moveu sem permissão.
Não era apenas o corpo generoso que preenchia o vestido de forma tão natural, como se o tecido fosse uma segunda pele moldada pelo tempo. Era a maneira como ela ocupava o espaço, como se cada centímetro seu fosse um convite silencioso, uma promessa que não ousava ser dita em voz alta.
Ficamos ali, por um momento que se esticou até doer, trocando olhares que pesavam mais do que qualquer palavra. Os meus dedos coçavam com a lembrança do acaso: o roçar de sua mão ao pegar o mesmo livro na estante, um toque tão leve que poderia ter sido imaginado. Mas não foi. A pele dela era quente, e aquele calor se espalhou por mim como um incêndio lento, consumindo tudo o que eu pensava saber sobre controle.
Havia um silêncio entre nós, mas não era vazio. Era cheio de coisas não ditas, de desejos que se encolhiam e se esticavam como gatos preguiçosos ao sol. Eu sentia o suor frio da ansiedade nas costas, o coração batendo tão forte que temia que ela ouvisse. E se ouvisse? E se soubesse o quanto eu queria estender a mão e traçar, com a ponta dos dedos, a curva suave de seu pescoço, apenas para ver se ela estremia?
Conto erótico: O céu em chamasMas não ousava. O medo era um nó na garganta: o medo de queimar demais, de queimar rápido demais. O medo de que ela não sentisse o mesmo. Ou pior, o medo de que sentisse, e que isso fosse o fim de tudo o que eu conhecia como seguro.
Quando finalmente ela sorriu — um sorriso tímido, quase um segredo — foi como se o mundo voltasse a girar. Mas algo tinha mudado. O ar já não era o mesmo. E eu, eu já não era o mesmo. Fiquei ali, com o desejo reprimido queimando por baixo da pele, sabendo que aquele momento, aquele silêncio, aquele toque, haviam acendido algo que não poderia mais ser apagado.
E agora, sozinho com minhas memórias, me pergunto se ela também sente o eco daquele instante. Se, como eu, ela ainda carrega o peso daqueles dedos que quase, quase se encontraram.
Conto erótico enviado por Lucas M.
Conto erótico: O céu em chamas
Conto erótico: Noite em pragaConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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