
Conto erótico: A voz que me possui

A noite estava pesada, silenciosa. O único som era o zumbido baixo do ar-condicionado e a batida acelerada do meu coração. Segurei o celular, a tela fria contra a palma da minha mão suada. Era a primeira vez que faríamos isso, ele e eu.
A distância era uma tortura, mas a promessa na sua voz, horas antes, acendia uma fogueira no meu baixo-ventre.
Ele atendeu na primeira chamada. "Alô?" Sua voz era um barítono rouco, um sussurro que parecia roçar diretamente na minha pele. Fechei os olhos, deixando aquele som me envolver.
"Estou aqui," eu murmurei, a voz um pouco trêmula. "Só eu."
"Boa menina," ele respondeu, e a aprovação naquele tom fez um calor se espalhar pelas minhas coxas. "Eu quero que você me diga o que está vestindo."
Senti o rosto corar, mas a excitação era mais forte. "Um vestido de seda. Curto, azul marinho. Nada por baixo."
O silêncio do outro lado da linha foi carregado. Podia imaginá-lo, os olhos fechados, processando minha imagem. "Perfeito. Desliza a mão pela seda, devagar. Sente o tecido, liso e frio, contra a sua pele. Depois, sente o calor que vem de dentro."
Fiz o que ele mandou. Meus dedos traçaram uma linha do meu ombro até a borda do vestido. A textura era um contraste delicioso com o calor que já pulsava entre minhas pernas.
"Agora," ele continuou, sua voz um comando suave, "leva a mão para o seu seio. Por cima do vestido. Aperta. Sente o peso dele na sua mão."
Um suspiro escapou dos meus lábios. Meus mamilos endureceram instantaneamente, espetando contra o tecido fino. "Estou fazendo," eu sussurrei.
"Imagina que são os meus dedos," ele disse. "Imagina o meu polegar rolando em volta do seu bico, devagar, bem devagar, até você ficar louca."
Conto erótico: O alívio proibido do andar vazioA imagem foi tão vívida, tão poderosa, que um soluço abafado saiu da minha garganta. A tensão se acumulava, uma onda crescendo no fundo do meu abdômen.
"Leva a mão para baixo," ele ordenou, e a voz dele estava mais grossa, mais carregada de desejo. "Abaixo do vestido. Encontra esse lugar que já está molhado, esperando por mim."
Minha respiração falhou. A mão obedeceu, deslizando sob a barra da seda. Meus dedos encontraram o calor, a umidade, a pele inchada e sensível. "Ah, Deus..."
"Não, não é Deus," ele corrigiu, um tom de posse na voz. "Sou eu. Estou aí com você. Sente os meus dedos entrando, um de cada vez, lentamente. Explorando. Encontrando aquele pontozinho que te faz perder o fôlego."
Minha cabeça se inclinou para trás, apoiada no travesseiro. Meus dedos trabalhavam, seguindo o roteiro que ele ditava, cada toque mais intenso por ser guiado por ele. "É... é assim," eu gemi, incapaz de formar frases completas.
"Sim, assim. Mais rápido agora. Faz para mim. Quero ouvir você chegando lá."
O ritmo acelerou. A pressão no meu clitóris aumentou. A voz dele na minha orelha era um combustível, uma mágica que me levava para o limite. Cada palavra dele era um toque, cada comando uma investida profunda. A tensão se partiu, explodindo em ondas de prazer que me sacudiram inteira. Gemi alto, um som bruto e sem filtro, meu corpo arqueando contra o vazio.
Fiquei ofegando no escuro, o celular ainda colado ao ouvido. Ouvi a respiração dele também pesada, um pouco ofegante.
"Boa menina," ele repetiu, mas agora a voz era suave, carinhosa. "Da próxima vez, estarei aí para fazer isso pessoalmente."
E eu sabia que aquela promessa era mais perigosa e mais desejada do que qualquer outra coisa no mundo.
Conto erótico enviado por Leonardo e Sofia.
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