
Conto erótico: a chama proibida do verão

O sol da tarde em Florianópolis queimava a pele como um beijo demorado. Eu estava deitada na areia, o livro aberto no colo, mas as palavras não faziam sentido. Meu olhar insistia em vagar até a beira do mar, onde ele estava. Daniel, o hóspede do bangalô ao lado, com seus ombros largos e a pele dourada pelo sol, mergulhava nas ondas como se o oceano fosse seu. Cada vez que emergia, a água escorria pelo seu corpo em linhas que eu não conseguia ignorar.
Não era a primeira vez que o via. Desde que ele chegara, uma semana atrás, nossas trocas de olhares tinham se tornado um jogo silencioso. Um sorvete compartilhado na praia, um riso roubado quando nossos dedos se esbarraram na cozinha comunitária. Mas hoje era diferente. Hoje, o ar estava carregado de algo mais denso que o sal do mar.
— Você sempre lê assim, com tanta intensidade? — Sua voz me pegou de surpresa, baixa e rouca, como se ele já soubesse o efeito que causava em mim.
Fechei o livro, fingindo indiferença, mas meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele ouvia.
— Só quando o que está escrito não me prende — respondi, desafiando-o com o olhar.
Ele se ajoelhou ao meu lado, a areia quente colando em seus joelhos. O cheiro de protetor solar e algo mais, algo apenas dele, invadiu meu espaço.
— E o que prenderia você? — perguntou, os dedos traçando uma linha invisível na minha coxa, logo acima do tecido do biquíni.
Respirei fundo. A pergunta não era inocente, e ambos sabíamos disso.
— Algo que eu não possa ignorar — murmurei, sentindo o calor subindo pelo meu pescoço.
Daniel sorriu, um sorriso lento, como se soubesse que eu já estava perdida. Suas mãos, antes ousadas, agora hesitaram por um segundo, como se ele também sentisse o peso daquilo. Mas o desejo era mais forte que a dúvida.
— E se eu dissesse que tenho uma ideia? — Ele se inclinou, os lábios roçando minha orelha. — Algo que a gente não vai esquecer tão cedo.
Meu corpo todo estremeceu. Não era uma proposta, era um convite para cruzar uma linha que eu mesma não sabia que queria cruzar. Mas o verão era feito para loucuras, não era? Para coisas queimando sob o sol, como a areia debaixo de nós.
— E se a gente for pego? — perguntei, mais por formalidade do que por medo. A verdade era que eu não queria que nada nos parasse.
Fetiche em pés — Guia técnico e seguro— Ninguém está olhando — ele sussurrou, os dedos agora deslizando pela minha barriga, deixando um rastro de fogo. — Só o mar. E o mar não fala.
Deixei que ele me puxasse para mais perto. O beijo veio como uma onda, devagar no começo, depois avassalador. Suas mãos exploravam meu corpo como se estivessem memorizando cada curva, cada suspiro. Eu me perguntei, por um segundo, se aquilo era certo. Mas o calor entre nós era mais forte que qualquer dúvida.
A sombra do coqueiro sob o qual estávamos nos protegia do sol, mas não dos olhares curiosos. Cada gemido abafado, cada pele que se tocava, era um risco que só aumentava o prazer. Daniel me deitou na toalha, seu corpo cobrindo o meu como uma segunda pele. O som das ondas quebrava ao nosso redor, uma trilha sonora perfeita para o que estávamos prestes a fazer.
— Você tem certeza? — ele perguntou, os olhos escuros buscando os meus. Era a última barreira, a última chance de recuar.
Mas eu não queria recuar. Não hoje. Não com ele.
— Nunca tive tanta certeza de nada — respondi, puxando-o de volta para mim.
E então, sob o céu azul infinito, deixamos que o verão nos consumisse. Não havia mais palavras, apenas sensações: o gosto salgado em seus lábios, o atrito da areia em nossas costas, o ritmo acelerado dos nossos corpos. Era proibido, era arriscado, era tudo o que eu não sabia que precisava.
Quando o sol começou a se pôr, ficamos deitados lado a lado, ofegantes, os dedos entrelaçados. Daniel traçou círculos na minha palma, como se quisesse gravar aquele momento em minha pele.
— A gente vai se ver amanhã? — ele perguntou, e eu soube que não era uma pergunta, era uma promessa.
Sorri, sentindo o cansaço delicioso tomando conta de mim.
— Tente me evitar.
O verão ainda tinha muito o que nos dar. E eu, pela primeira vez em anos, me sentia viva.
Fetiche em pés — Guia técnico e seguro
Cuidado dos pés e cosméticos para fetiche1. Onde se passa a história do conto?
2. Qual é o nome do personagem masculino do conto?
3. O que a narradora está fazendo quando Daniel a abordou?
4. Qual é a reação da narradora quando Daniel a toca pela primeira vez?
5. O que Daniel diz para convencer a narradora a ceder ao desejo?
Conto erótico enviado por Marina Costa, de Paraty.
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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