
Conto erótico: Gays mais íntimos e excitantes que você já leu

A luz da tarde filtrava pela janela do ateliê, pintando o chão de madeira com listras douradas. Eu estava ali há horas, tentando capturar a curva de um vaso de cerâmica no papel, mas minha mente insistia em divagar. Não era a primeira vez que o fazia, especialmente desde que ele tinha começado a frequentar o espaço. Daniel, o novo aluno de escultura, com suas mãos grandes e olhares que pareciam despir mais do que a argila.
Ele entrou sem bater, como sempre. A porta rangeu levemente, e eu senti o cheiro de seu perfume cítrico antes mesmo de levantá-lo os olhos. Quando o fiz, ele já me observava, um sorriso tímido no rosto, os lábios entreabertos como se quisesse dizer algo, mas não ousasse.
— Você sempre desenha assim, com tanta intensidade? — sua voz era grave, mas havia um tremor quase imperceptível.
— Só quando a inspiração é boa — respondi, sem tirar os olhos do papel, mas sentindo cada passo que ele dava em minha direção.
Ele se aproximou, e o calor do corpo dele queimava minha nuca. Suas mãos, sempre cobertas por uma fina camada de argila seca, pousaram levemente sobre meus ombros. Não era um toque casual. Era possessivo, como se quisesse marcar território.
— Acho que você está errado — ele murmurou, inclinando-se para que seus lábios roçassem minha orelha. — A inspiração não está no vaso. Está bem aqui.
Sua mão escorregou pelo meu braço, os dedos traçando um caminho lento até minha cintura. Eu não me mexi. Não respirei. Só senti o fogo queimando sob minha pele, a cada centímetro que ele explorava.
— Daniel… — meu nome nos seus lábios soou como um convite, um suspiro.
— Shhh — ele pediu, enquanto seus dedos encontraram o botão da minha camisa. — Deixa eu te mostrar o que é de verdade inspirador.
A camisa se abriu, e suas mãos quentes deslizaram pelo meu peito, cada toque uma promessa. Eu me virei na cadeira, nossos rostos tão próximos que podia sentir o gosto do café em seu hálito. Seus olhos, escuros e profundos, não deixavam dúvidas: ele queria mais. Muito mais.
— Você tem ideia do que faz comigo? — perguntei, minha voz rouca de desejo.
Conto erótico: O jogo que virou realidade— Tenho — ele respondeu, enquanto seus lábios finalmente encontraram os meus. O beijo foi lento no começo, um teste, uma provocação. Mas logo se tornou urgente, faminto. Nossas línguas se entrelaçaram, e eu senti o gosto salgado de seu suor, a pressa em seus movimentos.
Suas mãos desceram, desabotoando minha calça com uma habilidade que me fez gemer. Cada toque era uma tortura deliciosa, uma promessa de prazer que ainda estava por vir. Quando seus dedos me envolveram, eu não consegui segurar o gemido. Era quente, firme, e eu me entreguei completamente àquele momento.
— Você é ainda mais lindo do que eu imaginava — ele sussurrou, enquanto seus lábios desciam pelo meu pescoço, marcando um rastro de beijos e mordidas suaves.
Eu o puxei para mais perto, nossas frontes coladas, nossos corpos se movendo em um ritmo que só nós entendíamos. A mesa do ateliê, coberta por papéis e pincéis, se tornou nosso altar. Ele me deitou sobre ela, seus olhos nunca deixando os meus, como se quisesse gravar cada reação, cada suspiro.
— Quero te sentir por completo — eu pedi, e ele não hesitou. Com um movimento rápido, tirou a própria calça, e então estávamos pele contra pele, o calor entre nós insuportável.
Quando ele finalmente entrou em mim, foi com uma lentidão maddening, cada centímetro uma agonia doce. Eu me arqueei, as unhas cravando em suas costas, enquanto ele preenchia cada espaço vazio que eu nem sabia que tinha. O ritmo era hipnótico, uma dança de corpos que pareciam feitos um para o outro.
— Mais… — eu supliquei, e ele obedeceu, aumentando a intensidade, cada investida mais profunda, mais possessiva.
O ateliê estava em silêncio, exceto pelos nossos gemidos, pelos sons de nossos corpos se encontrando, pela respiração ofegante que preenchia o ar. Eu podia sentir o suor escorrendo entre nós, a tensão crescendo a cada segundo, até que não foi mais possível segurar.
O orgasmo me atingiu como uma onda, arrastando tudo em seu caminho. Gritei seu nome, e ele seguiu logo depois, seu corpo tremendo contra o meu, seus lábios capturando os meus em um beijo que selava algo mais do que o momento.
Ficamos ali, entrelaçados, enquanto a luz da tarde ia embotando, pintando nossos corpos suados de ouro. Não houve palavras. Não foram necessárias.
Conto erótico enviado por Leonardo
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Conto erótico: O diário que nos uniuConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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