
Conto erótico: O atrito do desejo

A sala de aula vazia respirava o cheiro de giz e papel. Clara, a última aluna a sair, demorou-se a guardar os livros na mochila, como se o tempo não tivesse pressa. O professor, João, permanecia à sua mesa, corrigindo provas com uma caneta que riscava o papel em movimentos lentos e precisos.
O som da ponta da caneta era o único ruído no ambiente, além do tique-taque do relógio na parede.
Ela notou, pela primeira vez, como as mãos dele eram firmes. Os dedos longos, a veia que pulsava no dorso da mão esquerda. Um detalhe que nunca tinha chamado sua atenção antes. Clara mordeu o lábio inferior, sem pressa, enquanto fechar o zíper da mochila. O som do metal deslizando foi alto demais no silêncio.
— A senhora esqueceu algo? — ele perguntou, sem erguer os olhos.
— Não, só... arrumando as coisas — ela respondeu, a voz mais suave do que pretendia.
João finalmente levantou o olhar. Os olhos dele, castanhos e profundos, encontraram os dela por um segundo a mais do que o necessário. Clara sentiu o calor subir pelo pescoço, mas não desviou o olhar. Não dessa vez.
— Pode deixar a porta aberta se quiser — ele disse, voltando às provas.
Ela não se mexeu. Em vez disso, aproximou-se da mesa do professor, os passos lentos, calculados. O espaço entre eles diminuía, e com ele, a distância entre o que era certo e o que não era.
— Na verdade, eu tinha uma dúvida sobre a aula de hoje — mentiu, os dedos brincando com a alça da mochila.
João recostou-se na cadeira, cruzando os braços. O movimento fez a camisa esticar levemente sobre os ombros largos. Clara notou. E não foi a única coisa que notou.
— Dúvida? — ele repetiu, um sorriso leve tocando os lábios. — A senhora sempre foi a melhor aluna da turma.
— Talvez por isso eu queira entender tudo — ela respondeu, dando mais um passo à frente.
Conto erótico: No carro ele ganhou o melhor boqueteAgora, o cheiro dele — um misto de café e papel — invadia seu espaço. Clara respirou fundo, como se quisesse guardar aquele aroma. João não se moveu, mas seus olhos, agora fixos nela, pareciam queimar.
— O que exatamente a senhora não entendeu? — ele perguntou, a voz mais baixa.
Ela não respondeu de imediato. Em vez disso, esticou a mão para pegar uma caneta sobre a mesa. Seus dedos roçaram os dele, acidentalmente. Ou não. João não recuou. Pelo contrário, virou a palma da mão para cima, como um convite.
— Acho que... — Clara hesitou, os olhos fixos nos lábios dele. — Acho que preciso de uma explicação mais... prática.
O ar entre eles ficou pesado. João não sorriu, não falou. Apenas esticou o braço, os dedos agora entrelaçados aos dela, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Clara não resistiu. Não queria.
— A senhora sabe que isso não é uma boa ideia — ele murmurou, mas não soltar a mão dela.
— Eu sei — ela concordou, a voz quase um sussurro. — Mas não me importo.
O primeiro toque foi um roçar de pele, tímido, quase um teste. Depois, as mãos dele subiram pelos braços dela, lentas, como se estivessem descobrindo um território desconhecido. Clara fechou os olhos, sentindo cada centímetro daquele percurso como uma promessa.
— João... — ela disse, o nome dele saindo como um pedido.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, puxou-a para mais perto, até que o calor dos corpos se fundisse. O beijo, quando veio, foi um alívio e uma tortura ao mesmo tempo. Lento, profundo, como se os dois tivessem todo o tempo do mundo.
E, de certa forma, tinham.
Conto erótico enviado por Larissa Vilela
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Conto erótico: Clube de swingConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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