
Conto erótico: O motel que me transformou em mulher

A chuva batia suave contra a janela do carro, criando um ritmo hipnótico que me fazia esquecer do mundo lá fora. O poncheiro do rádio emitia um som distorcido, misturando-se ao barulho da água escorrendo pelo para-brisa. Eu não pretendia parar ali, mas o temporal tinha ficado mais forte, e a estrada escura não convidava a continuar.
O letreiro piscante do Motel Estrela da Noite apareceu como um farol no meio da tempestade. As letras vermelhas, meio apagadas, prometiam abrigar viajantes cansados. Sem pensar duas vezes, virei o volante e segui pela entrada de cascalho, que rangia sob os pneus.
Conteúdo
A Chegada
O balcão de recepção era pequeno, com um cheiro de café velho e lenha queimada. A mulher atrás do balcão, de cabelos escuros e olhares profundos, mal levantou os olhos quando entrei. Seu nome, segundo a plaquinha, era Clara. Ela deslizou um formulário na minha direção, e seus dedos, longos e delicados, roçaram os meus por um segundo a mais do que o necessário.
— Só temos um quarto disponível — ela disse, a voz baixa, como se fosse um segredo. — O 12. Fica no fundo.
Assinei o papel sem ler. O caneta arranhava o papel, e eu sentia o peso do olhar dela em mim, como se fosse um toque físico. Quando peguei a chave, nossos dedos se encontraram novamente. Desta vez, não foi acidental.
O Quarto
O quarto era simples: uma cama de casal, um abajur com luz amarelada e um espelho empoeirado no canto. O ar cheirava a umidade e a algo mais, algo que não consegui identificar de imediato. Fechei a porta e joguei a mala no chão, ouvindo o som surdo do impacto.
Tirei o casaco molhado e o pendurei no cabide. Foi então que notei: a porta do banheiro estava entreaberta. Não me lembrava de tê-la deixado assim. Uma corrente de ar gelado veio de lá, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha.
— Alguém aí? — perguntei, a voz mais firme do que eu me sentia.
Nenhuma resposta. Apenas o som da chuva batendo no telhado.
O Jogo
Decidi ignorar. Sentei na beira da cama, tentando me acalmar. Foi quando ouvi passos leves vindo do corredor. Alguém parou do lado de fora da porta. A maçaneta girou devagar, como se quem estivesse do outro lado estivesse testando minha reação.
— Clara? — chamei, sem me mover.
A porta se abriu. Não era Clara. Era ela: uma mulher alta, de cabelos ruivos e um vestido preto que brilhava sob a luz fraca do corredor. Seus lábios vermelhos se curvaram em um sorriso que não era nem amigável, nem hostil. Era algo mais complexo, como se ela já soubesse algo que eu ainda não tinha desvendado.
— Desculpe — ela disse, a voz melódica. — Achei que este quarto estivesse vago.
Conto erótico: Turismo que me fez masturbar no matoSeus olhos percorreram meu corpo, como se estivessem medindo cada detalhe. Eu me levantei, instintivamente, e a porta se fechou atrás dela. Estávamos sozinhos.
— Você não é hóspede aqui — afirmei, mais para mim mesmo do que para ela.
— Não — ela concordou, dando um passo à frente. — Mas você é.
Seu perfume, uma mistura de baunilha e algo exótico, invadiu meu espaço. Eu recuei, mas a parede fria do quarto me impediu de ir mais longe. Ela sorriu, como se soubesse que eu não tinha para onde escapar.
— Você sente, não sente? — ela sussurrou, aproximando-se ainda mais. — Aqui, neste lugar, as regras são diferentes.
Sua mão roçou meu braço, e eu senti um calor se espalhar por meu corpo. Não era apenas o toque. Era a forma como ela me olhava, como se pudesse ver através de mim, como se já conhecesse cada um dos meus desejos mais ocultos.
— O que você quer? — perguntei, a voz trêmula.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, sua mão subiu até meu rosto, e seus dedos traçaram o contorno do meu queixo. Eu não me afastei.
— Você já sabe — ela murmurou. — Só precisa deixar acontecer.
A Transformação
Aquele toque me queimava. E, de repente, eu não era mais o mesmo. Não era mais o homem que tinha entrado naquele motel. Eu era algo mais, algo que sempre soube que poderia ser, mas que nunca tive coragem de explorar.
Suas mãos desceram pelos meus ombros, e eu senti cada centímetro do meu corpo acordar. Não havia pressa. Não havia urgência. Havia apenas aquele momento, aquele desejo crescendo como uma maré, implacável e inevitável.
— Deixe-me mostrar — ela disse, e sua voz era um convite, uma promessa, um desafio.
E eu deixei.
Conto erótico: Turismo que me fez masturbar no mato
Conto erótico: O atrito do desejoConto erótico enviado por Valéria Monteiro
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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