Conto erótico: Gays que revelam desejos proibidos você confessaria

Conto erótico: Gays que revelam desejos proibidos você confessaria

A biblioteca estava silenciosa, um refúgio de madeira antiga e o cheiro de papel envelhecido que sempre nos cercava. Eu estava sentado na mesa de canto, concentrado em um manuscrito, enquanto Lucas revisava pilhas de fichas logo à minha frente. A tarde seguia o curso habitual de nossa rotina de trabalho. Era uma cena comum, desprovida de qualquer expectativa.

Lucas mudou a posição da cadeira. O rangido da madeira contra o piso pareceu ecoar mais do que o necessário. Ele esticou os braços e seus dedos roçaram a borda da minha mesa, um movimento casual, talvez um acidente de quem buscava espaço. Eu senti uma corrente percorrer meu braço, um formigamento que não pertencia àquele ambiente acadêmico.

Ele levantou o olhar. Nossos olhos se encontraram por alguns segundos que se estenderam além do profissional. Havia uma pergunta silenciosa em seus olhos castanhos, uma dúvida que ele disfarçava com um sorriso contido.

Você acha que podemos encontrar o que procuramos aqui, ele perguntou, a voz baixa.

A pergunta parecia carregar um peso extra. Respondi que algumas coisas, talvez, estivessem escondidas onde menos esperávamos. Ele inclinou a cabeça levemente, mantendo o contato visual. O ar entre nós parecia ter se tornado denso, rarefeito.

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O clima na sala mudou. Eu não conseguia mais me concentrar nas palavras do livro. Meus olhos voltavam a seguir cada movimento dele. Lucas levantou-se e veio até o meu lado da mesa para conferir uma referência. Ele não se afastou quando chegou perto. Sua proximidade física era uma presença constante, um calor que emanava de seu corpo e me envolvia, tornando impossível ignorar o que estava acontecendo.

Você está suando, ele sussurrou. O duplo sentido de sua frase ficou pairando no ar, um convite silencioso.

Eu não respondi. O controle da situação, que antes parecia estar nas tarefas que tínhamos para concluir, agora oscilava perigosamente entre nós. Ele colocou a mão sobre a minha, uma pressão firme, intencional. Não era mais um acidente. O desejo que até pouco tempo era apenas uma faísca latente, agora consumia o espaço como um incêndio silencioso.

Ele inclinou-se ainda mais, a respiração quente roçando meu rosto. O silêncio da biblioteca não era mais tranquilizador, era uma tensão insuportável, pronta para se romper. O desejo proibido que ambos escondíamos em meses de convivência formal finalmente encontrou sua voz através daquela mão que agora subia lentamente pelo meu braço. Não havia mais nada para ser lido, nada para ser pesquisado. Havia apenas a urgência de derrubar a última barreira que nos separava.

Conto erótico enviado por Arthur V.

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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