
Conto erótico: A noite que apagou a sua sombra

Eu nunca tinha reparado no jeito como a luz da lua entrava pelo meu quarto até aquela noite. Era um clarão prateado, quase líquido, escorrendo pela cama, pelo corpo dela. A gente tinha combinado de só conversar, mas a gente sempre combinava isso. Desta vez, foi diferente.
Ela chegou com um vestido que não era curto, mas que se movia como se fosse feito de suspiros. E eu, como sempre, fingindo que não notava. Mas notava. Notava o cheiro de chuva no cabelo dela, o jeito como os dedos brincavam com a alça da bolsa, como se estivessem com pressa de encontrar algo para fazer.
A gente sentou no sofá, e eu coloquei uma música qualquer, só para preencher o silêncio. Mas o silêncio não era o problema. O problema era o jeito como ela cruzava as pernas, como o tecido do vestido subia um pouco, como eu tentava não olhar, mas olhava. E ela sabia. Sempre soube.
Em algum momento, a música parou. Ou talvez eu é que parei de ouví-la. A mão dela encostou no meu joelho, leve, como se fosse um acidente. Mas não era. Eu não me mexi. Não por não querer, mas por não saber se podia. Se devia.
Conto erótico: A vingança que me curou— Você tá pensando demais — ela disse, e eu ri, porque era verdade. Sempre penso demais. Mas desta vez, não tinha o que pensar. A mão dela subiu, devagar, e eu não a parei. Não quis. Não consegui.
A gente se beijou como se fosse a primeira vez, mesmo não sendo. E, de repente, o vestido não estava mais ali. Nem a minha camisa. Nem nada do que a gente tinha planejado. Só a luz da lua, o suor, e o som da gente se descobrindo de novo.
No dia seguinte, eu acordei com um gosto de culpa na boca. Não por ela, não por nós. Mas por ter demorado tanto para deixar a sombra de lado e só ser.
Conto erótico enviado por Marina V.
Conto erótico: A vingança que me curou
Conto erótico: O toque que me ensinaConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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