
Conto erótico: O sonho proibido

A noite em Salvador era quente, o ar pesado com o cheiro de sal e flor de ipê. Eu estava na varanda do meu apartamento, o vestido leve colado ao corpo, quando o vi pela primeira vez. Daniel, o novo vizinho, carregava caixas com os músculos dos braços tensos sob a camisa justa. Seus olhos, escuros e intensos, cruzaram os meus por um segundo a mais do que o acaso permitia.
Não trocamos palavras, mas a tensão era palpável, como um fio invisível puxando um ao outro.
No dia seguinte, o elevador quebrou. Subi as escadas, e lá estava ele, parado no terceiro lance, suando levemente, a camisa colada ao peito. O cheiro de seu suor misturado com o perfume cítrico invadiu meus sentidos.
— Desculpe — ele murmurou, sem se mover, bloqueando a passagem.
— Não tem problema — respondi, mas meu coração batia tão forte que ele devia ouvir.
Seus lábios, carnudos e levemente entreabertos, chamavam minha atenção. Eu não conseguia desviar o olhar. Ele se aproximou, devagar, como se temesse que eu fosse desaparecer.
— Você sempre olha assim para os estranhos? — sua voz era rouca, um convite.
— Só para os que valem a pena — respondi, sem pensar.
Seu toque foi um choque elétrico. A mão grande e quente seguiu o contorno do meu braço, subindo devagar, até que seus dedos roçaram meu ombro nu. A pele ardeu.
— Você sabe que isso é perigoso, não sabe? — ele sussurrou, o hálito quente no meu ouvido.
Conto erótico: A marca da submissão— Eu gosto de perigo — confessei, e foi a verdade mais pura que já tinha dito.
Seus lábios encontraram os meus com uma fome que me fez gemer. A parede fria nas minhas costas contrastava com o calor do seu corpo pressionado contra o meu. Suas mãos exploraram meu corpo como se já o conhecessem, como se tivessem sonhado com isso por anos.
O beijo se aprofundou, suas línguas dançando em um ritmo que me fazia tremer. Eu sentia cada músculo do seu corpo, cada respiração ofegante, cada gemido abafado. Suas mãos desceram, apertando minha cintura, puxando meu quadril para mais perto do seu.
— Você é ainda mais linda de perto — ele murmurou, os lábios roçando meu pescoço.
Eu não respondi. Não conseguia. Minhas mãos, trêmulas, desabotoaram sua camisa, revelando a pele bronzeada e os músculos definidos. Meus dedos traçaram o contorno do seu peitoral, sentindo o coração bater sob a pele.
O som de uma porta se fechando no andar de baixo nos trouxe de volta à realidade. Nós nos afastamos, ofegantes, os olhos fixos um no outro.
— Acho que devíamos continuar isso em particular — ele disse, com um sorriso malicioso.
Eu apenas assenti, o corpo ainda vibrando de desejo.
— Meu apartamento — falei, a voz trêmula.
Ele não precisou de mais convites.
Conto erótico: A marca da submissão
Conto erótico: Com tesão latino fode a sua tiaConto erótico enviado por Larissa Mendes
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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