Conto erótico: O preço da ousadia da minha vizinha

Conto erótico: O preço da ousadia da minha vizinha

O calor daquele verão estava insuportável, pesado, pegajoso. O ar-condicionado do apartamento decidira pifar justamente no sábado à noite, e o conserto só seria possível na segunda-feira. A insônia, misturada à frustração, me levou até a varanda, buscando uma brisa, qualquer coisa que aliviasse aquele sufoco.

Foi então que a vi. Sofia.

Ela estava na varanda ao lado, a poucos metros da minha, separada apenas por um vão que parecia diminuir a cada segundo. A luz suave do abajur da sala dela vazava pela porta de correr aberta, iluminando seu corpo de uma forma que parecia uma provocação divina.

Usava apenas um shorts curto e um top de seda preta, justo, que realçava cada curva. Ela era casada com o Carlos, um cara simpático, mas que viajava constantemente a trabalho. Como agora.

Nossos olhares se encontraram no escuro. Um fio de tensão, instantâneo e elétrico, cortou o ar quente entre nós. Eu a conhecia de vista, de acenos no elevador, mas naquele momento era como se nos víssemos pela primeira vez.

"Também não consegue dormir?" ela perguntou, a voz um pouco rouca, carregada da mesma inquietação que eu sentia.

"O calor está infernal," respondi, minha voz saindo mais grave do que o normal. Meus olhos desceram, sem minha permissão, pela linha do seu pescoço, pelos seios generosos que se agitavam com a respiração acelerada, até a cintura marcada.

Ela não se fez de rogada. Segurou meu olhar, e uma ponta da língua umedeceu os lábios. "Parece que está mais quente aqui fora do que dentro de casa."

O duplo sentido pairou no ar, pesado e doce como mel. Não havia mais volta. Aquele era o ponto de não retorno.

"Posso oferecer uma bebida gelada?" ela disse, não como uma pergunta, mas como um convite. Um comando. "O Carlos comprou um vinho branco excelente antes de viajar."

A menção ao nome do marido foi como um choque, um lembrete do risco que estávamos prestes a correr. E isso, paradoxalmente, só tornou tudo mais excitante.

Cruzei o vão entre as varandas em alguns passos, meu coração batendo como um tambor. A sala dela era fresca, perfumada, um santuário feminino. Ela me serviu o vinho, e quando nossos dedos se tocaram na taça, um calafrio percorreu minha espinha.

Foi ela quem quebrou a distância final. Colocou a taça dela na mesa, tirou a minha da minha mão e a colocou ao lado. Depois, com uma determinação que me deixou sem ar, fechou a distância e encostou o corpo no meu.

"Estou cansada de fingir que não te vejo, Lucas," sussurrou, seu hálito quente contra meu pescoço. "Cansada de me perguntar como seria."

Minhas mãos encontraram a cintura dela, puxando-a para ainda mais perto. A seda do top era fina, e eu podia sentir os mamilos duros pressionando meu peito. "E como é?" perguntei, baixinho, antes de enterrar o rosto no seu pescoço, inalando seu cheiro – jasmim e desejo puro.

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Ela gemeu baixo, uma vibração que senti na boca do estômago. "Melhor do que eu imaginava."

A partir daí, foi uma escalada de fúria e necessidade. Minha boca encontrou a dela em um beijo que era tudo menos gentil. Era fome, era posse, era a libertação de meses de olhares disfarçados. Nossas línguas se guerrearam, nossos dentes se colidiram.

Minhas mãos desceram pelas suas costas, apertando a carne macia através do shorts, antes de deslizarem para dentro, encontrando o calor úmido que me esperava.

Ela arqueou, gemendo mais alto contra meus lábios. "Sim… por favor."

Levei-a para o quarto, um cômodo que cheirava a ela, com roupas íntimas de seda jogadas sobre uma poltrona. Deitei-a na cama grande, o mesmo lugar que dividia com outro homem, e aquele pensamento fez meu sangue ferver com uma possessividade doentia e deliciosa.

Tirei sua roupa com urgência, beijando cada centímetro de pele que era revelado. Quando minha boca finalmente encontrou seu centro, ela gritou, seus dedos se enterrando no meu cabelo, pressionando. Seu gosto era adocicado, salgado, viciante.

Eu a bebi, a devorei, sentindo seu corpo estremecer e se contorcer sob minha língua até ela explodir em um orgasmo intenso, ofegante, gritando meu nome como uma oração.

Mas não era o suficiente. A necessidade era uma fera para os dois. Ela me empurrou para as costas e, com olhos escurecidos de luxúria, montou em mim, guiando-me para dentro dela com um movimento lento, deliberado, que nos fez gemer em uníssono.

Ela estava incrivelmente apertada, quente, um aperto úmido que quase me fez perder o controle na hora.

Ela começou a se mover, um ritmo cadenciado e hipnótico que logo se tornou frenético. O som da nossa pele se batendo encheu o quarto, um som úmido e obsceno que era a trilha sonora perfeita para o nosso adultério.

Eu a segurei pelos quadris, controlando seus movimentos, afundando mais fundo a cada investida, até sentir o novo tremor do seu orgasmo se aproximando.

"Vem comigo," ela suplicou, sua voz um fio, os olhos vidrados.

Foi a ordem que eu precisava. Com um último empurrão profundo, nos deixamos ir juntos, um turbilhão de gemos, suor e prazer proibido que nos consumiu completamente.

Ficamos deitados depois, os corpos entrelaçados, a respiração aos poucos voltando ao normal. O ar-condicionado do meu apartamento continuava quebrado, mas eu já não sentia mais calor algum. Só sentia o peso do seu corpo sobre o meu e o sabor salgado do pecado.

Conto erótico enviado por Marcela.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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