
Conto erótico: O jogo da sedução no palco vermelho

A noite no Clube Ônix era daquelas que prometiam pecado. As luzes baixas, o cheiro de uísque envelhecido e o som grave de um jazz que parecia deslizar pela pele como um toque.
Eu estava sentada em um dos sofás de couro, as pernas cruzadas, o copo de vinho tinto quase intocado, quando ele subiu ao palco.
Não foi o físico escultural que me chamou a atenção primeiro — embora a camisa branca, aberta nos botões de cima, deixasse pouco à imaginação. Foi a maneira como ele dominava o espaço. Cada movimento era preciso, calculado, como se soubesse exatamente o efeito que causava. Seus olhos, castanhos e intensos, encontraram os meus antes mesmo que eu percebesse que estava sendo observada. Um sorriso lento, quase arrogante, se formou em seus lábios, e eu senti o calor subir pelo meu pescoço.
A música começou, e com ela, a dança.
Ele não se apressou. Cada passo era uma promessa, cada giro uma provocação. Suas mãos deslizaram pela própria camisa, desabotoando-a com uma lentidão torturante, revelando um peito malhado e definido. A plateia parecia ter desaparecido. Só existia ele, o palco, e a tensão elétrica que crescia entre nós.
Quando a camisa caiu no chão, seus dedos foram para o cinturão. Não havia pressa. Ele brincou com a fivela, puxando-a devagar, como se estivesse desvendando um segredo. Meus dedos apertaram o copo com mais força, as unhas cravando na minha própria palma. Ele percebeu. Sempre percebia.
— Você está gostando do que vê? Sua voz cortou o ar, direcionada só para mim, embora estivéssemos separados pelo palco e pela plateia.
Não respondi. Não precisei. Meus olhos devem ter dito tudo.
Ele sorriu, como se soubesse exatamente o que estava fazendo comigo. Com um movimento fluido, desceu do palco, andando em minha direção com a confiança de quem já tinha conquistado a noite. Quando parou à minha frente, o cheiro de seu perfume — algo amadeirado, com um toque de especiarias — me envolveu, fazendo meu estômago revirar.
— E se eu dissesse que você pode tocar? Sua voz era um sussurro quente, os lábios tão próximos ao meu ouvido que eu senti o ar quente de suas palavras.
Conto erótico: A tela que separa, o desejo que uneNão hesitei.
Levei-o para os fundos do clube, onde a luz era ainda mais fraca e o ar, mais pesado. Assim que a porta do camarim se fechou, ele me empurrou contra a parede, seus lábios encontrando os meus com uma urgência que me fez perder o fôlego. Suas mãos eram fortes, experientes. Em segundos, meu vestido estava amassado, suas unhas marcando minha pele enquanto ele explorava cada curva.
— Você é ainda mais quente do que eu imaginei, ele murmurou, os lábios traçando um caminho até meu pescoço, onde sua mordida me arrancou um gemido.
Não houve delicadeza quando suas mãos deslizaram pela minha saia, encontrando o tecido úmido da minha calcinha. Seus dedos se moveram com precisão, como se soubessem exatamente onde e como tocar. Cada círculo, cada pressão, me deixava mais próxima do limite.
— Por favor, eu arfei, as mãos enfiadas em seus cabelos, puxando-o para mais perto.
Ele riu, um som baixo, perverso. — Paciência, amor. A gente chega lá.
E chegamos. Quando o orgasmo me atingiu, foi com seu nome nos meus lábios, as pernas trêmulas, o corpo coberto de suor. Ele não parou. Só me segurou com mais força, como se quisesse me lembrar de que aquilo era só o começo.
Depois, quando finalmente nos separamos, ele traçou um caminho com os dedos pela minha pele, ainda ofegante.
— Acho que você vai ter que voltar, ele disse, mais como uma promessa do que um pedido.
E eu soube, sem sombra de dúvida, que voltaria.
Conto erótico: A tela que separa, o desejo que une
Conto erótico: A voz que me possuiConto erótico enviado por Fernanda.
Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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