Conto erótico: quando o prazer se torna uma oração

Conto erótico: quando o prazer se torna uma oração

Era uma sexta-feira à noite, o ar pesado de São Paulo colava na pele, e o cheiro de chuva iminente misturava-se ao perfume cítrico do meu corpo recém-saído do banho. O apartamento, iluminado apenas pela luz âmbar do abajur, parecia um santuário de sombras e suspiros.

Eu estava de joelhos na cama, as mãos apoiadas no colchão, a bunda arredondada exposta para ele — meu homem, aquele que conhecia cada centímetro do meu corpo como se fosse um mapa sagrado.

Você sabe o que eu quero, murmurei, olhando por sobre o ombro, os lábios entreabertos, úmidos. Não era uma pergunta. Era uma confissão, um convite, uma ordem velada.

Ele não respondeu com palavras. O som do cinto sendo desengatado, o tecido da calça deslizando pelo chão, o estalo da embalagem do lubrificante — tudo isso era resposta suficiente. Seus dedos, grossos e quentes, deslizaram entre as minhas nádegas, espalhando o gel com uma lentidão torturante. Eu me contorci, não de impaciência, mas de antecipação. Cada toque era uma promessa.

Diz de novo, ele exigiu, a voz rouca, o hálito quente na minha nuca.

Arqueei as costas, oferecendo-me ainda mais. — Gozar dentro do meu cuzinho. Me encher. Me marcar.

O primeiro toque da ponta do seu pau, duro e pulsante, contra meu ânus fez meu corpo tremer. Não era só desejo; era uma necessidade física, uma fome que só ele podia saciar. Com um movimento lento, insistente, ele começou a penetrar.

Eu respirava fundo, relaxando os músculos, enquanto ele avançava milímetro por milímetro, esticando-me, preenchendo-me de uma maneira que só ele conseguia.

Porra, como você é apertada, ele grunhiu, as mãos agarrando meus quadris com força, os dedos deixando marcas que eu saborearia depois.

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Não havia pressa. Cada investida era calculada, profunda, como se ele quisesse que eu sentisse cada veia, cada pulsar do seu membro dentro de mim. Eu gemia, os sons saindo sem controle, as unhas cravadas nos lençóis. O prazer era tão intenso que beirava a dor — e era exatamente assim que eu queria.

Mais, supliquei, a voz embargada. — Me fode com força. Quero sentir você gozar dentro de mim.

Ele não precisou de mais convite. Os quadris dele começaram a bater contra a minha bunda com um ritmo implacável, o som úmido do lubrificante misturando-se aos nossos gemidos. Eu podia sentir o suor escorrendo pelas minhas costas, a cama rangendo sob o nosso peso, o cheiro de sexo no ar.

Vou gozar, amor, ele avisou, a voz um rosnado primitivo. — Vou encher esse cuzinho lindo.

E então veio a explosão. Uma onda de calor dentro de mim, preenchendo-me, marcando-me como sua. Eu gritei, o orgasmo me atingindo com uma força que me deixou sem ar, os músculos internos se contraindo ao redor dele, como se não quisesse deixar escapar uma única gota.

Quando ele finalmente se retirou, eu caí na cama, exausta, satisfeita, a pele formigando. Ele se deitou ao meu lado, os dedos traçando círculos preguiçosos nas minhas costas, enquanto eu ainda tremia com os últimos espasmos do prazer.

Você é minha, ele sussurrou, como se fosse um segredo que só nós dois podíamos guardar.

E eu sorri, porque ele tinha razão.

Conto erótico enviado por Marina S., 29 anos, São Paulo"Escrevi isso depois de uma noite em que meu marido e eu exploramos limites que nem sabíamos que tínhamos. O segredo? Confiança, lubrificante e muito, muito desejo."

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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