Conto erótico: O tambor da paixão

Conto erótico: O tambor da paixão

O som dos tambores da timbalada ecoava pelas ruas do Pelourinho, vibrando no meu peito como se fosse um segundo coração. Eu, Larissa, estava no meio da multidão, o corpo suado, a saia curta colada nas coxas, o ritmo me hipnotizando. Foi quando o vi: Marcelo, o percussionista, com os braços marcados pelos músculos, o suor brilhando na pele escura, e aquele sorriso que prometia pecado.

Ele não tirou os olhos de mim enquanto batia no tambor, como se cada pancada fosse um convite. Aproximei-me, dançando no ritmo frenético, sentindo o calor do corpo dele mesmo antes de encostar. Quando finalmente nos tocamos, foi como uma faísca: a mão dele deslizou pela minha cintura, puxando-me com uma força que não deixava espaço para dúvidas.

Você veio aqui para me torturar? — perguntou, a boca colada no meu ouvido, o hálito quente, o cheiro de cerveja e desejo.

Talvez — respondi, mordendo o lábio, enquanto a mão dele subia pela minha coxa, os dedos roçando a borda da calcinha.

Não havia como resistir. Marcelo me arrastou para um beco escuro, onde o som dos tambores ainda chegava, abafado, mas presente, como uma trilha sonora para o que estava por vir. Assim que me encostou na parede, senti a dureza dele pressionada na minha barriga, a respiração ofegante, os olhos brilhando com uma fome que me deixou molhada na hora.

Você quer isso? — rosnou, enquanto os dedos arrancavam a calcinha, o tecido rasgando com um som que só aumentou a minha excitação.

Conto erótico: O elevador dos desejosConto erótico: O elevador dos desejos

Não respondi com palavras. Arqueei as costas, oferecendo-me, e ele não perdeu tempo. Com um movimento rápido, estava dentro de mim, com uma força que me fez gemer alto. Cada investida era no ritmo dos tambores, profundas, intensas, como se a música ditasse o nosso prazer.

Assim, Marcelo... assim — implorei, as unhas cravadas nos ombros dele, o corpo tremendo a cada movimento.

Ele não parou. As mãos dele apertavam minha bunda, levantando-me como se eu não pesasse nada, cada empurrão mais profundo, mais possessivo. Os tambores pareciam bater dentro de mim, o ritmo crescendo, até que não aguentasse mais. Gozar foi como uma explosão, o corpo tremendo, os gemidos abafados pelo som da timbalada, enquanto ele continuava, implacável.

Quando Marcelo finalmente gozou, foi com um rosnado gutural, o corpo colado no meu, a respiração descompassada. Ficamos ali, imóveis, enquanto o som dos tambores ainda ecoava ao longe, como se o mundo todo soubesse o que tinha acabado de acontecer.

Acho que essa timbalada vai ficar na minha memória para sempre — disse, com um sorriso malicioso, enquanto ajustava a saia.

E eu soube que não seria a última vez que dançaríamos aquele ritmo.

Conto erótico: O elevador dos desejosConto erótico: O elevador dos desejos
Conto erótico: A dança dos corposConto erótico: A dança dos corpos

Conto erótico enviado por T. Costa, 29, Salvador.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O tambor da paixão
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Go up