Conto erótico: A máscara e o desejo

Conto erótico: A máscara e o desejo

O cheiro de cerveja derramada, glitter e suor misturava-se ao ar quente da noite de Carnaval. Eu, Rafael, estava no meio da multidão, o corpo colado em corpos desconhecidos, a música pulsando tão forte que podia sentir o baque no peito.

Foi então que a vi: uma mulher de máscara dourada, os lábios pintados de um vermelho tão intenso que parecia sangue. O vestido, ou o que restava dele, era um tecido brilhante que mal cobria suas curvas. A cada movimento, a saia curta subia um pouco mais, revelando coxas firmes e uma calcinha minúscula, quase invisível.

Ela dançava como se ninguém estivesse olhando. Como se o mundo todo tivesse sumido, menos eu.

Aproximei-me sem pensar, atraído por aquele magnetismo. Quando nossos corpos se encostaram, ela não se afastou. Pelo contrário: virou-se, as costas pressionadas no meu peito, e começou a se mover no ritmo da música, o quadril roçando no meu. Senti o calor dela através da roupa, o cheiro de perfume doce e algo mais primitivo, algo que me deixou duro na hora.

Gosta do que vê? — perguntou, a voz rouca, sem virar o rosto.

Não consigo tirar os olhos — respondi, a boca seca.

Ela riu, um som baixo e provocante, e segurou minha mão, guiando-a até a sua cintura. Os dedos afundaram na pele macia, e quando desci um pouco mais, senti a borda da calcinha. Molhada.

Aqui não — sussurrou, mas não me impediu.

A multidão nos engolia, ninguém prestava atenção. Empurrei o tecido para o lado, e quando meus dedos encontraram o calor úmido entre as pernas dela, ela arquejou, as unhas cravando no meu braço. Não havia resistência, só desejo puro.

Você é louco — murmurou, mas abriu mais as pernas, me dando acesso.

Explorei-a com os dedos, sentindo como ela se contraía, os gemidos abafados pelo barulho ao redor. Cada toque a deixava mais molhada, mais desesperada. Quando ela gozou, foi com um tremor violento, as mãos agarrando a minha, os quadris empurrando contra a minha mão como se quisesse mais.

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Agora — disse, virando-se finalmente, os olhos brilhando por trás da máscara. — Me leva daqui.

Não precisei de mais convite.

Arrastei-a para um beco escuro, longe dos olhares. Assim que a encostei na parede, ela me beijou com uma fome que me deixou sem ar. As mãos dela desceram pelo meu corpo, abriram o zíper da minha calça, e quando me tocou, soltei um gemido contra os seus lábios.

Eu quero sentir você gozar dentro de mim — sussurrou, mordendo meu pescoço.

Não havia mais espaço para palavras.

Levantei-a, e ela enlaçou as pernas na minha cintura enquanto eu a penetrava com um movimento rápido, quase brutal. O beco ecoava com os sons dos nossos corpos, o ritmo frenético, a respiração ofegante. Ela estava tão apertada, tão quente, que mal consegui me segurar.

Isso, assim… não para — implorou, as unhas marcando minhas costas.

Cada investida a levava mais perto do limite. Quando ela gozou de novo, foi com um grito abafado, o corpo todo tremendo, e isso me levou junto. Enterrei o rosto no seu pescoço, sentindo as ondas de prazer me consumirem, até não sobrar nada além do som da nossa respiração descompassada.

Ela se afastou devagar, ajustando a máscara, o sorriso ainda nos lábios.

Até o próximo Carnaval — disse, antes de desaparecer na multidão.

Fiquei ali, ofegante, o corpo ainda formigando, sabendo que nenhuma outra noite seria igual.

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Conto erótico enviado por T. Almeida, 29, Rio de Janeiro.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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