
Conto erótico: Verão escaldante: Corpos suados e segredos na praia à meia-noite

A areia ainda guardava o calor do dia sob meus pés descalços. Cada grão era uma pequena brasinha contra minhas solas, um prenúncio da temperatura que meu corpo já sentia no ar denso e salgado da noite. A lua, uma fatia de mel derretido, pintava de prata a espuma das ondas que sussurravam promessas na beira da praia deserta.
Eu o vi antes que ele me percebesse. Heitor. Parado, de costas para o mar, com o torso nu e brilhando de suor e luar. Era um arquétipo de desejo cru, a personificação da força e da melancolia que o verão escaldante extrai dos homens.
Aproximei-me em silêncio, meus passos abafados pela areia fofa. Ele se virou ao ouvir meu leve ofegar, e seus olhos, escuros como o oceano sem lua, me prenderam. Não houve surpresa, apenas um reconhecimento lento, um acender de fogo que parecia ter esperado por mim. "Luana", disse ele, a voz um baixo rouco que vibrou em meu próprio peito.
"Não conseguia dormir". "Nem eu", respondi, sentindo o suor que brotava em minha nuca, escorrendo pela espinha em um trilho lento e íntimo.
Ele não disse mais nada. Apenas estendeu a mão. Eu a peguei. A pele dele estava quente, áspera, a palma úmida. Ele me puxou para si, e o choque de nossos corpos, ambos aquecidos pelo calor da noite, foi um relâmpago. O cheiro dele era uma mistura intoxicante de sal, de sua própria pele e de algo mais, algo que era pura e simplesmente Heitor.
Meu rosto encontrou o oco de seu pescoço, e eu inspirei fundo, deixando aquele aroma encher meus pulmões, meus sentidos.
Seus dedos se entrelaçaram no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás com uma força que não era agressiva, mas possessiva. Seus lábios encontraram os meus. Não foi um beijo doce. Foi um beijo faminto, de quem bebe água após dias no deserto.
Nossas línguas se encontraram, se exploraram, dançaram uma guerra e uma rendição ao mesmo tempo. Eu podia sentir o gosto dele, sentir a textura úmida de sua boca, o ritmo de sua respiração que se tornava a minha.
Suas mãos desceram pelas minhas costas, traçando o contorno do meu biquíni, até encontrarem a pele nua de minhas nádegas. Ele me apertou, puxando meu quadril contra o dele, e senti a ereção dele, dura e pulsante, contra a minha barriga.
Conto erótico: Outono de paixões caídas: Folhas vermelhas e encontros inesperados no bosqueO desejo me golpeou como uma onda, um calor úmido que inundou meu interior, me deixando trêmula e pronta. O som do mar se tornou o pano de fundo para o nosso próprio ritmo, para os suspiros que escapavam de nossos lábios.
Ele me deitou na areia. A areia quente me envolveu como um lençol sedoso. Ele ficou sobre mim, seu corpo uma sombra poderosa sob a lua, seus olhos queimando de desejo. Com movimentos lentos, deliberados, ele desamarrou o topo do meu biquíni, libertando meus seios.
O ar noturno em minha pele eriçada foi uma tortura deliciosa. Ele se abaixou, sua boca quente envolvendo um de meus mamilos, sugando, mordiscando com uma intensidade que me fez arquear as costas e gemer alto. A areia grudava em nossa pele suada, uma textura áspera em meio ao prato macio de nossos corpos.
Seus dedos deslizaram pela minha barriga, encontrando o fio do biquíni. Ele o puxou para o lado, e seus dedos encontraram meu clitóris, já inchado e pulsante. O toque dele foi eletricidade. Ele começou a movimentar os dedos em círculos, lentos no início, depois mais rápidos, mais firmes, respondendo aos gemidos que eu não conseguia conter.
"Você está tão molhada", sussurrou ele no meu ouvido, a voz carregada de orgulho e luxúria. "Toda praia".
Eu abri as pernas mais, um convite silencioso. Ele entendeu. Ele se posicionou entre minhas coxas, e eu o guiei até minha entrada. Ele entrou em mim com um único movimento profundo, que me preencheu por completo. Nós ficamos imóveis por um instante, apenas sentindo um ao outro, a conexão, a plenitude. O calor de nosso suor se misturava, o cheiro do nosso sexo preenchia o ar.
Então, ele começou a se mover. Cada golpe era profundo, poderoso, um ritmo que combinava com as ondas que quebravam na areia. Meus dedos cravavam em suas costas, minhas pernas se enrolavam em sua cintura, puxando-o para mais perto, mais fundo.
O mundo se dissolveu. Só existíamos nós. O calor. A areia. O mar. E o clímax que se construía dentro de mim, uma tempestade perfeita e inevitável.
Conto erótico enviado por boca de mel Rio de Janeiro.
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Conto erótico: Inverno gelado e noites quentes: O abraço que derrete o gelo do desejoEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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