
Conto erótico: O estranho no quarto 1407

A chuva batia nas janelas do hotel como dedos impacientes, ansiosos por serem convidados a entrar. Eu estava sozinha no quarto 1407, o ar pesado com o cheiro de lençóis recém-passados e o perfume doce do sabonete que usara no banho.
O vestido preto, colado ao corpo, ainda guardava o calor da noite que passara dançando em um bar no centro da cidade. Não deveria ter aceitado a última dose de tequila, mas o sorriso do desconhecido ao lado do balcão — aquele que me observava como se já soubesse o gosto da minha pele — fez com que a prudência evaporasse.
Foi quando ouvi. Um arranhar suave na porta, quase imperceptível, como unhas deslizando sobre madeira envernizada. Meu coração acelerou, não de medo, mas de uma expectativa queimando por baixo da pele.
Não havia chamado ninguém. Não havia marcado encontro. E, no entanto, ali estava eu, os pés descalços afundando no tapete felpudo, aproximando-me da porta com uma lentidão calculada.
Abre.
A voz não foi um comando, mas um convite rouco, vindo do outro lado. Minhas mãos tremiam ao girar a maçaneta, não por hesitação, mas pela certeza de que, uma vez aberta, não haveria volta. A porta se abriu com um gemido baixo, revelando-o.
Ele era mais alto do que lembrava, a camisa branca desabotoada no colarinho, as mangas arregaçadas até os antebraços, onde veias saltadas desenhavam um mapa de força contida. Seus olhos, escuros como café sem açúcar, fixaram-se nos meus, e o ar entre nós ficou elétrico. Não houve palavras. Não foram necessárias.
Seu cheiro invadiu o espaço antes mesmo que ele o fizesse: couro, tabaco e algo cítrico, como bergamota. Um passo à frente, e seus dedos — ásperos, mas precisos — roçaram meu pulso, subindo pelo braço até encontrar a alça do meu vestido.
O tecido cedeu com um suspiro, deslizando pelos meus ombros como água escorrendo por mármore.
Você sabe que não deveria, ele murmurou, os lábios tão próximos ao meu ouvido que senti o calor de cada sílaba. Sua outra mão desceu pela minha coluna, parando na curva da cintura, onde a pele ardeu sob o toque.
Eu sabia.
Mas o "não deveria" nunca teve tanto sabor quanto naquele momento, quando seus dedos afundaram levemente na minha carne, puxando-me contra ele.
A parede fria nas minhas costas contrastava com o fogo que se espalhava pelo meu corpo. Sua boca encontrou meu pescoço, e o primeiro beijo foi uma mordida suave, seguida por uma lambida lenta que me fez arquear.
Conto erótico: A lição particular e quando o professor cruzou a linha do proibidoCada movimento era uma promessa, cada suspiro meu, uma confissão. As mãos dele exploraram sem pressa, como se estivessem memorizando cada centímetro: a curva dos meus seios, a suavidade da minha barriga, o tremor das minhas coxas quando seus dedos deslizaram por baixo da saia.
Deite-se na cama, ele ordenou, a voz grossa de desejo. Não era uma pergunta. E eu obedeci, não por submissão, mas porque meu corpo já não pertencia só a mim.
Os lençóis frescos receberam minha pele quente, e o colchão afundou quando ele se ajoelhou entre minhas pernas, os olhos fixos nos meus enquanto os dedos traçavam o contorno da minha calcinha.
Você é linda quando obedece, ele sussurrou, arrancando o tecido com um movimento rápido. O ar frio beijou minha umidade, mas foi sua língua, quente e hábil, que me fez perder o fôlego. Cada lambida era um golpe de prazer, cada sucção, um lembrete de que eu não estava mais no controle.
Minhas mãos afundaram em seus cabelos, puxando-o mais para perto, enquanto meu quadril se ergueu em busca de mais.
Quando ele finalmente subiu, seu corpo cobrindo o meu como uma sombra, senti o peso dele, a dureza entre suas pernas, a urgência em seus quadris. Não houve pressa. Cada beijo era uma tortura deliciosa, cada movimento, uma promessa de que a espera valeria a pena.
E quando ele entrou em mim, foi com um gemido rouco, como se estivesse quebrando e sendo quebrado ao mesmo tempo.
O ritmo começou devagar, mas logo se tornou selvagem. A cama rangia, os lençóis se enrolavam em nossos corpos suados, e cada investida dele me levava mais fundo em um abismo de onde eu não queria escapar. Seus dentes afundaram no meu ombro, marcando-me, enquanto suas mãos seguiam cada curva como se fossem donas dela há anos.
Quando gozei, foi com um grito abafado contra seu peito, as unhas cravadas em suas costas, o corpo tremendo em ondas que pareciam não ter fim. Ele seguiu logo depois, com um gemido gutural, o calor se derramando dentro de mim enquanto seus lábios encontraram os meus em um beijo que era mais possessão do que carinho.
Depois, deitados lado a lado, o silencioso som da chuva preenchendo o vazio entre nossas respirações ofegantes, ele traçou círculos distraidamente na minha pele. Você nem sabe meu nome, observei, virando a cabeça para encará-lo.
Não preciso, ele respondeu, um sorriso preguiçoso nos lábios. Alguns encontros são feitos para serem lembrados, não nomeados.
E quando a manhã chegou, ele se foi, deixando para trás apenas o cheiro de bergamota no travesseiro e a certeza de que, às vezes, os estranhos são os que melhor conhecem nossos desejos.
Conto erótico enviado por Mariana V.
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