Conto erótico: A primeira vez que me entreguei por inteiro

Conto erótico: A primeira vez que me entreguei por inteiro

Eu nunca tinha imaginado que a curiosidade pudesse queimar tanto. Não era só o corpo — era a mente, era a pele arrepiada só de pensar naquilo. O anal sempre foi um tabu, um território desconhecido que me fascinava e, ao mesmo tempo, me deixava com medo. Até que ele apareceu.

Daniel tinha mãos grandes, dedos longos que sabiam exatamente onde tocar. Não foi no primeiro encontro, nem no segundo. Foi naquela noite em que a chuva batia forte nas janelas do meu apartamento, e o som dos pingos no vidro parecia um ritmo hipnótico, como se o mundo lá fora tivesse parado só para nós dois. Ele me encostou na parede, os lábios quentes no meu pescoço, e sussurrou: “Você já pensou em sentir prazer de um jeito que ainda não experimentou?”

Meu corpo respondeu antes da minha boca. Um arrepio desceu pela coluna, e eu senti o calor entre as pernas aumentar. Mas hesitei. “Tenho medo que doa.”

Ele sorriu, devagar, como se já soubesse a resposta. “Não vai doar se a gente fizer certo. E eu prometo que vai ser bom. Muito bom.”

A cama estava desfeita, os lençóis ainda quentes do nosso último beijo. Daniel não tinha pressa. Começou com os dedos, deslizando entre as minhas coxas, acariciando a entrada já úmida, mas sem pressa de invadir. Cada toque era uma promessa, uma preparação. “Relaxa”, ele murmurou, enquanto a ponta do dedo, lubrificado e cuidadoso, circulava onde ninguém nunca tinha ousado. “Respira fundo.”

Eu obedeci. E então senti: uma pressão diferente, uma queimadura doce, uma invasão que não era violenta, mas sim uma rendição. “Isso… assim, amor.” Sua voz era rouca, quase um gemido. “Você está tão apertada.”

Não doeu. Não como eu imaginava. Doeu do jeito que a primeira vez de tudo dói — um misto de surpresa e excitação, de medo e desejo. Mas quando ele começou a mover o dedo, devagar, eu entendi. Era uma sensação nova, profunda, como se ele estivesse tocando um lugar que nem eu sabia que existia. “Mais”, eu pedi, sem reconhecer minha própria voz.

Ele não me fez esperar. O segundo dedo entrou com mais facilidade, esticando, preparando. “Você é perfeita”, ele disse, e eu acreditei. Porque a maneira como ele me olhava, como cada movimento seu era calculado para me fazer sentir segura, me fazia confiar. “Quando eu entrar em você, vai ser devagar. E você vai gozar como nunca.”

O lubrificante estava morno nas mãos dele. Eu o vi passar no próprio pau, grosso e duro, e senti o coração disparar. “De quatro”, ele pediu, e eu obedeci, sentindo a vulnerabilidade me excitar ainda mais. Quando a ponta dele encostou em mim, respirei fundo. “Não para”, eu disse. “Por favor.”

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Ele não parou.

A entrada foi lenta, quase reverente. Uma queimação que se transformou em prazer assim que ele começou a se mover. “Deus, você é incrível”, ele grunhiu, as mãos firmes nos meus quadris, controlando o ritmo. Cada investida era mais profunda, mais intensa, e eu me surpreendi gemendo, me empurrando contra ele, querendo mais.

“Toque em você”, ele ordenou. “Quero te ver gozar assim.”

Meus dedos encontraram meu clitóris, já inchado, sensível. O primeiro orgasmo veio rápido, inesperado, uma onda que me deixou sem ar. “Não para, Daniel… não para.”

Ele não parou.

O segundo orgasmo foi mais forte. Veio de um lugar que eu não conhecia, uma mistura de prazer e entrega total. Quando ele finalmente gozou dentro de mim, com um gemido gutural, eu soube: nunca mais seria a mesma.

Depois, ficamos deitados, suados, os corpos colados. Ele me beijou a nuca, os ombros, como se estivesse agradecendo. “Valeu a pena esperar?”, ele perguntou, já sabendo a resposta.

Eu só sorri. Porque algumas coisas não precisam de palavras.

Conto erótico enviado por Luana.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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