Conto erótico: Outono proibido – Colheita de segredos e o toque que desperta a pele

Conto erótico: Outono proibido – Colheita de segredos e o toque que desperta a pele

O ar frio do outono entrava pela janela entreaberta, trazendo consigo o cheiro de terra molhada e folhas secas. Era aquele tipo de tarde em que o sol, já cansado, pintava tudo de um dourado melancólico.

Eu estava na varanda da fazenda, observando as parreiras carregadas de uvas quase maduras, quando ouvi os passos dele se aproximando. Lucas, o filho mais novo do dono das terras vizinhas, tinha voltado da cidade. Seu jeito despojado, a camisa aberta no peito e as mãos sempre sujas de terra me faziam sentir coisas que eu não deveria.

— Você vem aqui todo dia só para roubar minhas uvas? Sua voz era baixa, rouca, como se o vento tivesse levado parte dela.

— Só as que caem no chão — respondi, sem tirar os olhos dos seus. Ele sorriu, e aquele gesto simples me fez esquecer por um segundo que estávamos sozinhos, longe de qualquer olho curioso.

Lucas se aproximou, devagar, como se temesse me assustar. O cheiro de suor misturado ao perfume da terra úmida invadiu meu espaço. Eu podia ver cada fio de cabelo escuro colado à sua testa, cada linha do seu maxilar tenso.

Ele estendeu a mão e colheu uma uva, levando-a aos lábios. Seus dentes afundaram na fruta, e o suco escorreu levemente pelo canto da boca.

— Doce — murmurou, os olhos fixos nos meus. — Mas não tanto quanto deve ser sua pele.

Meu corpo reagiu antes que eu pudesse pensar. Um arrepio subiu pela coluna, e senti o calor se espalhar entre as coxas. Ele notou. Claro que notou. Lucas sempre notava tudo.

Sua mão, áspera do trabalho no campo, deslizou pelo meu braço nu. O toque era leve, mas queimava como fogo. Eu deveria recuar. Dizer algo. Qualquer coisa. Mas as palavras se perderam na garganta quando seus dedos traçaram o contorno do meu ombro, descendo até o decote da blusa.

— Alguém pode nos ver — consegui sussurrar, embora meu corpo já estivesse inclinado para ele, como um girassol buscando o sol.

— Que vejam — respondeu, sem pressa. Sua boca estava tão perto da minha que eu podia sentir o calor do seu hálito. — O outono é a estação das colheitas, não é? E eu quero colher você.

Não houve mais resistência. Suas mãos, agora firmes, puxaram meu corpo contra o dele. A dureza dos seus músculos, o cheiro de homem, de trabalho, de desejo contido, tudo isso me envolveu como uma névoa.

Quando seus lábios finalmente encontraram os meus, foi como provar vinho depois de anos de seca. Intenso. Necessário.

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A blusa foi arrancada com urgência, e o ar frio beijou minha pele exposta antes que suas mãos quentes tomassem conta. Lucas não tinha pressa, mas também não havia delicadeza. Era um homem que sabia o que queria, e naquele momento, ele me queria.

Cada beijo era uma promessa, cada mordida, uma marca. Suas mãos exploraram minhas curvas como se estivessem memorizando um mapa, e eu me deixei levar, arqueando as costas quando seus dedos encontraram o umbral entre as minhas pernas.

— Você é mais doce do que qualquer uva dessa parreira — sussurrou contra meu pescoço, enquanto seus dedos dançavam em círculos lentos, me fazendo tremer.

Eu não respondi. Não conseguia. Minhas unhas cravaram em seus ombros, e um gemido escapou dos meus lábios quando ele aumentou o ritmo, me levando ao limite com uma habilidade que só a prática poderia explicar.

O orgasmo veio como uma onda, forte e inevitável, e eu me agarrei a ele, enterrando o rosto em seu peito para abafar os sons que não conseguia controlar.

Lucas não parou. Não me deu tempo para recuperar o fôlego. Com um movimento rápido, me levantou e me sentou na mesa de madeira da varanda, afastando as saias com uma impaciência que só aumentou meu desejo.

Quando ele finalmente entrou em mim, foi com um gemido gutural, como se estivesse quebrando uma barreira que há muito o impedia.

Cada investida era profunda, possessiva. Nossos corpos se chocavam, a mesa rangia, e o som das folhas secas sendo pisoteadas lá fora se misturava aos nossos suspiros. Eu o queria mais. Sempre mais. Até que o mundo se reduziu àqueles segundos, àquela sensação de estar sendo consumida por algo maior do que eu.

Quando chegamos juntos, foi como se o outono tivesse nos envolvido em sua magia. O suor nos colava, os corações batiam descompassados, e o silêncio que se seguiu foi tão íntimo quanto o ato em si.

Lucas me olhou, os olhos escuros brilhando com algo que não era só desejo. Era cumplicidade. Era segredo.

— Acho que vamos ter que dividir a colheita deste ano — disse, passando os dedos pelos meus cabelos desalinhados.

Eu sorri, ainda ofegante.

— Só se você prometer me ajudar a colher.

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Conto erótico enviado por Mariana V.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: Outono proibido – Colheita de segredos e o toque que desperta a pele
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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