Conto erótico: Olha elaaaaa a gostosa do prédio

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Ela apareceu numa terça-feira comum, quando eu estava ali na varanda, tomando meu café da manhã sem pressa. O caminhão de mudança estacionou embaixo, e daquele caos de caixas e móveis emergiu uma figura que me fez engasgar com o café. Cabelos escuros que caíam em ondes perfeitas sobre os ombros, vestido de verão justo nos lugares certos, e um jeito de se mover que parecia uma dança lenta. Eu me senti como um adolescente novamente, o coração batendo mais forte sem motivo aparente.

Nos dias seguintes, criei uma rotina absurda só para poder vê-la. Tomava café sempre no mesmo horário, estendia minhas roupas para secar no varal precisamente quando ela costumava passar pelo pátio, até comecei a levar meu lixo para fora em horários improváveis. Nunca falhei em avistá-la, sempre com aquele sorriso fácil que parecia iluminar o corredor do prédio. Ela morava no andar de baixo, três portas à minha direita, e eu sabia disso porque a segui uma vez, sentindo-me um voyeur, mas incapaz de resistir.

A primeira vez que falamos foi no elevador. Eu estava com as mãos ocupadas com sacolas de supermercado, e uma delas se rasgou, espalhando laranjas pelo chão. Ela ajoelhou-se para me ajudar, e nossos dedos se tocaram acidentalmente. Uma faísca percorreu meu braço, e quando olhei nos olhos dela, vi algo mais do que apenas gentileza. Havia um brilho de curiosidade, talvez até de diversão.

"Vizinho, né?" ela disse, enquanto recolhia a última laranja.

"Só agora me apresento oficialmente," respondi, sentindo o rosto queimar. "Lucas."

"Isabela," ela sorriu, e aquele sorriso se tornou minha nova obsessão.

Começamos a nos encontrar casualmente. Na portaria, na academia do prédio, na piscina. Conversas breves que sempre me deixavam querendo mais. Eu descobri que ela era arquiteta, solteira, e que tinha se mudado para aquele bairro por causa do trabalho. Ela descobriu que eu trabalhava com tecnologia, que eu morava sozinho havia anos, e que eu tinha um gato preto chamado Eclipse. Cada pequeno detalhe sobre ela era uma peça de quebra-cabeça que eu colecionava mentalmente.

A tensão entre nós crescia a cada encontro. O modo como ela me olhava quando pensava que eu não estava reparando. O jeito como seu corpo se inclinava ligeiramente em minha direção quando conversávamos. Os toques acidentais que se tornaram menos acidentais com o tempo. Eu sabia que ela sentia o mesmo, podia ver nos olhos dela, na respiração um pouco mais rápida quando nossos dedos se roçavam.

A noite em que tudo aconteceu começou como qualquer outra sexta-feira. Eu estava relaxando no sofá, assistindo a um filme, quando ouvi uma batida suave na minha porta. Quando abri, encontrei Isabela lá, vestida com um robe de seda azul, com um copo de vinho na mão.

"Desculpe incomodar," ela disse, sua voz um pouco mais baixa que o normal. "Estou com um problema técnico no meu computador, e lembrei que você trabalha com isso."

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Convidei-a para entrar, meu coração batendo tão forte que achei que ela poderia ouvir. Enquanto examinava seu laptop na mesa de jantar, ela ficou atrás de mim, perto o suficiente para sentir o calor de seu corpo. O perfume dela - algo com notas de jasmim e baunilha - preenchia meu apartamento.

"Não vejo nada de errado," disse finalmente, virando-me para enfrentá-la. "Talvez seja só a conexão."

Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, colocou a mão no meu rosto, seus dedos traçando a linha da minha mandíbula. Seus olhos escuros estavam fixos nos meus, e neles vi tudo o que estava esperando: desejo, antecipação, permissão.

"Lucas," ela sussurrou, e então seus lábios estavam sobre os meus.

O primeiro beijo foi suave, explorador, mas rapidamente se tornou mais intenso, mais urgente. Minhas mãos encontraram a cintura dela, puxando-a para mais perto. O robe de seda escorregou sob meus dedos, e eu senti o calor de sua pele através do fino tecido.

Sem palavras, movemo-nos para o quarto, nossos lábios ainda unidos. A lua entrava pela janela, criando silhuetas dançantes nas paredes. Cada peça de roupa que removíamos parecia remover também as barreiras entre nós, até que não houvesse mais nada, apenas nós, sob a luz prateada da lua.

Os dedos de Isabela percorreram meu corpo como se estivessem lendo uma história em braille, descobrindo cada curva, cada músculo, cada ponto sensível. Eu retribuí o gesto, explorando cada centímetro de sua pele, memorizando suas reações, os pequenos gemidos que escapavam de seus lábios, a maneira como seu corpo arqueava sob meu toque.

O tempo perdeu o significado. Existia apenas o presente, a sensação de sua pele contra a minha, o ritmo que criamos juntos, a crescente tensão que nos levava para além de qualquer pensamento racional. Quando finalmente nos unimos, foi como completar um quebra-cabeça que nem sabíamos que estávamos montando.

Na manhã seguinte, acordei com a luz do sol filtrando pelas persianas. Isabela dormia ao meu lado, seu cabelo espalhado sobre o travesseiro como uma aurora escura. Fiquei apenas observando, sabendo que nada jamais mais seria igual entre nós. A "gostosa do prédio" tinha se tornado muito mais do que uma fantasia distante; tinha se tornado minha realidade, e eu não tinha ideia do que aconteceria a seguir, mas sabia que queria descobrir.

Conto erótico enviado por Rafael, de Florianópolis.

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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