Conto erótico: O toque de escorpião signo mais do que safado

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Não sei por que hoje me lembrei daquele dia no ateliê. Talvez seja porque o ar está carregado, como sempre fica antes da chuva, e o cheiro de tinta e papel me transporta de volta. Ou talvez seja porque, de alguma forma, ainda sinto o peso dos dedos dele na minha pele, como se tivessem deixado uma marca invisível.

Eu não acreditava em astrologia, não até conhecer Leonardo. Ele era Escorpião, e não daqueles que falam do signo como uma desculpa para serem intensos. Não, ele era intenso. Não precisava dizer. Os olhos escuros, a voz baixa, a forma como ele observava tudo — e todos — como se estivesse decifrando um código que só ele conseguia ver.

A gente se encontrou num curso de pintura. Eu, com as minhas pinceladas hesitantes, ele, com os traços firmes, como se cada movimento fosse uma decisão irrevogável. No começo, era só conversa. Sobre arte, sobre vida, sobre as sombras que a gente carrega sem saber por quê. Mas havia algo mais. Uma corrente que não era só atração, era reconhecimento. Como se a gente já tivesse se encontrado em outra vida, em outro tempo.

Foi num final de tarde, quando a luz já começava a falhar e o ateliê estava quase vazio, que ele se aproximou. Não foi com pressa. Não foi com pressa, não. foi devagar, como se soubesse que eu ia sentir a presença dele antes mesmo de virar para olhá-lo. "Você pinta como quem tem medo das próprias cores", ele disse, e eu soube que não era um elogio, nem uma crítica. Era um convite.

Eu não respondi. Não conseguia. A minha voz tinha sumido, engolida pelo nó na garganta. Ele sorriu, como se soubesse exatamente o que estava acontecendo dentro de mim. E então, sem aviso, os dedos dele roçaram no meu pulso. Não era um toque casual. Era uma afirmação. Como se ele estivesse dizendo: "Eu sei o que você sente. E você também sabe."

O ar entre a gente ficou pesado. Não era desconfortável, não. Era elétrico. Como se cada respiração fosse um passo em direção a algo que a gente não podia mais evitar. Ele não apressou as coisas. Não precisava. Sabia que eu já estava perdida no jogo dele, um jogo onde as regras não eram ditas, mas sentidas.

Quando finalmente nos tocamos de verdade, foi como se o mundo parasse. Não era só desejo. Era necessidade. Uma necessidade que vinha de um lugar tão profundo que doía. Ele me guiava, mas não com força. Com certeza. Como se soubesse que eu ia seguir, não por submissão, mas porque era o único caminho que fazia sentido.

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1. O que fez a narradora se lembrar do dia no ateliê?

2. Como a narradora descreve Leonardo no começo?

3. O que Leonardo disse para a narradora sobre a forma como ela pintava?

4. Como a narradora descreve o toque de Leonardo no seu pulso?

5. O que a narradora sente quando lembra daquele dia?

Você deixou algumas respostas pelo caminho. Complete as cinco antes de descobrir o quanto realmente prestou atenção.

Agora, quando fecho os olhos, ainda sinto o gosto da tinta nos lábios, o cheiro de óleo e papel, a sensação de que, por um momento, a gente foi além do que a gente pensava que era possível. E me pergunto: será que as estrelas já sabiam que a gente ia se encontrar? Ou será que foi o Escorpião que me ensinou a acreditar nelas?

Conto erótico enviado por Larissa Fernandes, de Salvador.

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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