Conto erótico: O segredo no banheiro

Conto erótico: O segredo no banheiro

Era uma noite quente em São Paulo, o ar pesado e úmido grudava na pele. Eu estava no apartamento de Lucas, um homem de 32 anos, com mãos fortes e um sorriso que prometia mais do que palavras. Ele tinha um fetiche que nunca havia compartilhado com ninguém — até aquela noite.

Você tem certeza que quer isso? — perguntei, encostada na porta do banheiro, observando-o ajustar a luz amarela que deixava o ambiente ainda mais íntimo.

Tenho. — Sua voz era baixa, rouca, enquanto os dedos desamarravam o cinto. — E quero que você veja.

O cheiro de sabonete misturado ao suor fresco enchia o ar. Meus dedos tremiam ao tocar a maçaneta, mas a curiosidade era mais forte que qualquer hesitação. Ele se sentou na tampa do vaso, as coxas musculosas tensas, e me olhou com um desafio nos olhos.

Venha aqui. — Não era um pedido.

Aproximei-me, sentindo o calor do seu corpo antes mesmo de encostar. Ele segurou meu pulso, guiando minha mão até a cintura dele, onde a pele queimava. O som da respiração ofegante ecoava nas paredes azulejadas.

Toque. — Sua ordem era um sussurro, mas inegociável.

Meus dedos deslizaram sobre o tecido da calça, sentindo a umidade que já se formava. Ele gemeu baixo, a cabeça inclinada para trás, expondo a garganta. O barulho úmido do zíper descendo quebrou o silêncio.

Você gosta disso, não gosta? — Ele sorriu, malicioso, enquanto a calça caía no chão. — De me ver assim, vulnerável, mas no controle.

Não respondi com palavras. Em vez disso, ajoelhei-me, sentindo o frio do piso contra os joelhos. O cheiro se intensificou — muskado, animal, primitivo. Ele abriu as pernas, convidando-me a explorar.

Mais perto. — Sua mão pressionou minha nuca, suave, mas firme.

O primeiro contato foi elétrico. A textura quente, quase líquida, escorria pelos meus dedos. Ele arfou, os músculos da barriga contraindo.

Isso… assim. — Sua voz estava grossa, quase irreconhecível. — Não pare.

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Eu não pretendia parar. A sensação de poder, de dominar aquele momento, era intoxicante. Cada gemido, cada tremor do corpo dele, era uma confirmação: eu tinha o controle, mesmo que ele fosse o mestre do jogo.

Agora prove. — O comando veio entrecortado, quase um rosnado.

Hesitei por um segundo. O cheiro era forte, invasivo, mas era exatamente isso que tornava tudo tão proibido, tão excitante. Inclinei-me, a língua tocando a pele salgada, e ele soltou um som gutural, as mãos agarrando meus cabelos.

Porra, isso é bom.Sua voz era um gemido longo, arrastado. — Você é perfeita.

O sabor era amargo, intenso, mas a reação dele — os quadris se levantando, os dedos se apertando — valia cada segundo. Eu me afundei mais, ouvindo os sons molhados, os suspiros desesperados.

Não vou durar muito. — Ele avisa, a respiração irregular. — Mas quero que você goze comigo.

Suas mãos me puxaram para cima, a boca encontrando a minha com urgência. O beijo era sujo, selvagem, e eu senti o gosto de nós dois se misturando.

Toque-se. — Ele ordenou, os olhos escuros brilhando. — Agora.

Não precisei de mais incentivo. Meus dedos deslizaram entre as pernas, molhadas há muito tempo. O prazer era quase doloroso, a tensão acumulada explodindo em ondas.

Isso, assim… goza pra mim. — Sua voz era um rosnado no meu ouvido, enquanto ele se entregava ao próprio clímax, o corpo tremendo contra o meu.

O orgasmo nos atingiu quase ao mesmo tempo, um turbilhão de sensações que nos deixou sem fôlego, colados um ao outro no chão frio do banheiro.

Isso foi… — Ele não terminou a frase, apenas me puxou para um beijo lento, como se quisesse saborear cada segundo daquilo que havíamos feito.

Sorri contra os lábios dele. Não eram necessárias palavras.

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Conto erótico enviado por Mariana S., 29 anos, São Paulo.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O segredo no banheiro
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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