Conto erótico: O ritmo da paixão

Conto erótico: O ritmo da paixão

O som do baile funk ecoava pelo ar, o baixo vibrando tão forte que podia sentir no peito. Eu, Camila, estava no meio da multidão, o corpo colado em corpos suados, a energia elétrica. Foi então que o vi: Thiago, com aquele sorriso malicioso e os olhos escuros que pareciam prometer tudo o que eu desejava. Ele dançava com uma confiança que me deixava molhada só de olhar.

Você veio sozinha? — perguntou, aproximando-se, a voz quase abafada pela música.

E se viesse? — respondi, desafiadora, enquanto ele se encostava em mim, o corpo quente pressionado nas minhas costas.

As mãos dele deslizaram pela minha cintura, puxando-me para perto. O cheiro de suor e perfume barato misturava-se ao ar, mas tudo o que conseguia sentir era o toque dele, os dedos apertando minha bunda, a ereção dura roçando no meu quadril.

Acho que você precisa de uma dança mais... íntima — sussurrou, a boca colada no meu ouvido.

Não resisti. Deixei que ele me guiasse para um canto escuro, longe dos olhares, onde a música ainda pulsava, mas a privacidade era nossa. Thiago me virou de frente para ele, as mãos explorando meu corpo como se já o conhecesse. O vestido curto facilitava tudo: com um movimento rápido, ele o subiu até a cintura, a calcinha minúscula não oferecendo resistência.

Você está encharcada — disse, a voz rouca, enquanto os dedos deslizavam entre as minhas pernas.

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Gemidos abafados escaparam dos meus lábios, mas ninguém ouvia. Só existia a música, o toque dele, e o desejo crescendo dentro de mim. Thiago não tinha pressa. Brincou comigo, os dedos entrando e saindo devagar, até que não aguentasse mais. Com um movimento rápido, abaixou o zíper da calça, e em segundos, estava dentro de mim, com uma força que me fez morder o lábio para não gritar.

Assim, Camila... assim — rosnou, enquanto eu me movia no ritmo dele, os quadris colados, a música ditando cada investida.

Cada movimento era uma tortura deliciosa. As mãos dele marcavam minha pele, os beijos eram urgentes, como se não houvesse amanhã. Quando gozei, foi com o corpo tremendo, as unhas cravadas nas costas dele, os gemidos abafados pelo som do baile.

Thiago não demorou muito. Com um último empurrão, gozou dentro de mim, a respiração ofegante, o corpo colado no meu. Ficamos ali, imóveis, enquanto a música continuava, como se o mundo não existisse além daquele momento.

Acho que esse baile ficou mais interessante — disse, com um sorriso malicioso, enquanto ajustava meu vestido.

E eu soube que aquela não seria a última vez.

Conto erótico enviado por J. Ferreira, 27, Rio de Janeiro.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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